É uma obra de ficção acerca de um tema caríssimo para a religião com mais adeptos do planeta. Ao apresentar sua visão sobre a infância de Jesus Cristo, o filme insta o espectador a tecer suas próprias conjecturas sobre o tema. É desafiador. A obra apresenta boa fotografia, elenco correto e esforçado, com algumas boas sequências de diálogos, razoável historicidade (há pequenas inconsistências, mas são poucas e sem importância). Há pequenos exageros que poderiam ter sido evitados, como um Cleofas e um Herodes demasiadamente caricatos. O personagem representando o "tentador" foi bastante intenso , com aparições estratégicas na trama, dando pitadas de suspense e mais dramaticidade à história. O Centurião consegue dar um bom suporte ao núcleo "romano". Adam Greaves-Neal consegue dar bastante amplitude ao seu menino Jesus, comportamdo-se muito bem. Há que se ter um olhar profundo sobre as ideias propostas pelo roteiro. É interessante. Deixando preconceitos e religiosidade de lado, pode-se desfrutar de uma boa distração. Três estrêlas e meia pela cena do encontro do Oficial romano com o menino no meio da multidão; a melhor e o ápice!
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