-Filme assistido em 06 de Fevereiro de 2016
-Nota 8/10
A figura do palhaço sempre foi aproveitada por grandes humoristas do cinema.O humor parece ser tão triste,que só pode ser retratado por aquele que realmente conheça da situação.Charlie Chaplin se adequou a essa ideia.Um dos grandes ícones da comédia da história do cinema,conhecido por fazer grandes filmes mudos,e que divide a tela com outro grande gênio do gênero,estou falando de Buster Keaton,que podemos considerar também um dos pioneiros da comédia.
Na historia,temos Calvero (Chaplin),um palhaço bastante famoso,que era adorado antigamente por seus números divertidos.Certo dia,chega em sua casa,e se depara com uma moça tentando se suicidar.Theresa,mas conhecida como 'Terry' (Claire Bloom),uma ex-dançarina,que também trabalhava no circo.A relação dos dois começa então a se fortalecer.O filme em preto e branco só realça ainda mais a depressão sobre o personagem de Chaplin.Que se une a uma trilha sonora melancólica,que nos leva a se entristecer vendo aquelas cenas.
"Luzes da Ribalta" é um filme curioso.Primeiro,porque temos Chaplin interpretando um personagem que não seja aquele que lhe deu fama no cinema,o engraçado 'vagabundo' Carlitos.Aqui não temos o ator com aquele bigodinho mundialmente conhecido,não temos o chapéu e nem sua memorável bengala.Temos um Chaplin triste,que acaba nos passando a imagem que sua carreira estava tão perto do fim,mesmo ele se esforçando para continuar.Segundo,não temos uma apresentação de humor.Charles Chaplin prefere aqui mostrar seu lado dramático.O filme tem sim alguns momentos engraçados,mas não da forma que costumamos a ver na maioria de seus filmes antigos.Um ponto forte,já que temos ótimos momentos de diálogos entre ele,Buster Keaton e Claire Bloom.
“Fazer humor é tão triste...”