Olha, pessoal, sou apaixonado por ficção científica e, nesse meio, é natural encontrar histórias, a princípio e de acordo com a nossa realidade, bastante surreais. E eu acho que assim tem que ser, senão essa modalidade de filmes ficaria por demais limitada. Aliás, o próprio nome assim esclarece: ficção. Os autores e roteiristas muitas vezes se empenham para encontrar um caminho, digamos, razoável para justificar a ocorrência sob pena de cair no ridículo. Bem, eu acho que é o caso deste filme. A ideia de transmutação de um sistema de smartphone para o cérebro é até original para o meio. Porém, a forma que isso acontece no filme e os "poderes" adquiridos são risíveis (se assim concretamente estiver no livro que deu origem ao filme, desculpe, mas o livro também é risível). Supor que um acidente com garoto usando o celular levaria toda essa tecnologia ao cérebro e ali se implantasse de uma forma ordeira digna de outorgar a ele superpoderes (poderes esses que vão além do smartphone que atualmente há no mercado) é muita forçação de barra. Fica algumas estrelas de avaliação aí somente em virtude da originalidade da ideia, sem se apegar como a mesma acontece pelas razões já mencionadas. Também vale as estrelas porque o filme é até assistível, mas para um grupo limitado, que não tenha nada p fazer, que não esteja procurando um boa ficção com uma boa história é bom enredo, enfim que tenha um tempo luxuoso para dar a esse filme e ver supostamente, muito supostamente, o que seria possível se vc tivesse um smartphone instalado em seu cérebro.