O Lagosta
Média
3,4
412 notas

61 Críticas do usuário

5
6 críticas
4
17 críticas
3
11 críticas
2
4 críticas
1
10 críticas
0
13 críticas
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Gabriella Tomasi
Gabriella Tomasi

127 seguidores 106 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 1 de março de 2017
(...)é uma história que evoca as melhores e piores qualidades de nossa sociedade. Ao final, fica uma interrogação: ou David faz um ato de amor, estilo Romeu e Julieta, em sua forma mais pura, ou o amor o deixou completamente cego. (...) portanto, é uma obra maravilhosa recheada de humor negro que nos impacta pela tamanha sinceridade mascarada por trás deste universo distorcido e absurdo.
Anderson  G.
Anderson G.

1.363 seguidores 386 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 14 de maio de 2017
Uma ficção alinhada a um contexto de drama presente elevada ao extremo, as buscas pela indenidade, por alguém que lhe complete, e a procura do amor através de futilidades são maus do nosso mundo ao qual a película retrata de um jeito sarcástico e único. Temos um roteiro extremamente criativo, fazendo uma sátira a grandes filmes de Hollywood de futuros distópicos como jogos vorazes, Divergente, Maze Runner... e misturado um um humor negro ao melhor estilo "Dr. fantástico" o roteiro cria um mundo de situações exageradas, inteligente, com personagens muito interessantes e bem diferente do que estamos acostumados a ver. Um mundo a onde todos tem que encontrar a "alma gêmea", caso contrario você será enviado a um hotel, a onde se no mesmo não encontrar o amor de sua vida, irá ser transformado em um animal a sua escolha, nesse contexto, temos nosso protagonista David (Colin Farrel), que é mandado ao hotel, mas acaba por viver com os solteiros da floresta, um grupo de renegados sociais que vivem a margem de uma sociedade submetida ao amor. A moral do filme visa em retratar que hoje em dias vivemos de uma carência emocional gigantesca, a onde aqueles que a conseguem são bem sucedidos e oprimem os carentes,por causa dessa opressão na busca do par ideal,as pequenas semelhanças entre homem e mulher já são o suficiente para serem considerados casais, vivemos num mundo a onde ter os mesmo gostos vai alem do amor, e tais sutilezas são retratadas de forma exemplar no filme. Tecnicamente o filme conta com uma fotografia com muitos tons de cinza, mas extremamente natural, com muitas cenas gravadas a luz do dia, e usando muitos ângulos abertos, a fotografia é extremamente fria mas tem uma beleza intrínseca em sua depressão, com uma boa edição, uma quase ausência de maquiagem que traz uma naturalidade e belezas transgressoras e um figurino apático, temos que citar também sua trilha sonora, a musica que é arrebatedora, ela é melancólica com toques clássicos misturado a batidas fortes, faz o telespectador sentir o peso do filme, misturado a narração e humor negro, o sentimento causado é algo único, não temos grandes destaques nas atuações, pois são todas caricatas, e o modelo de atuação do filme é extramente ousado, tal como seu roteiro, temos atuações extremamente teatrais que ajudam a compor mais ainda o clima do filme, temos que citar também o diretor yorgos lanthimos, já conhecido pelo ótimo "Dente Canino" o diretor tem um jeito extremamente europeu e belo de dirigir, aguardamos ansiosos suas próximas películas. Por fim "O Lagosta", é um filme que pega conceitos ultrapassados e os reinventa de um jeito magnifico, temos um final extremamente ambíguo, que trará a reflexão a todos.
Evelyn K.
Evelyn K.

5 seguidores 5 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 17 de janeiro de 2016
Pense na pressão que você sente para encontrar alguém que te complete. Porque segundo alguma ideia, você precisa ser completado. A solidão é perigosa, imagine estar comendo sozinho, engasgar e não ter ninguém para ajudar. Uma mulher andar na rua a noite sozinha está exposta a muitos perigos. Estar sozinho(a) te expõe a um vazio depressivo, diminui sua produtividade para sociedade. Agora, pense em tudo que você fez quando era solteiro (ou mesmo agora sendo) para encontrar alguém compatível. Não era esse seu primeiro pensamento ao encontrar alguém do sexo oposto? Não procurava estar envolvido em atividades que promovessem esse encontro? Sentia o tempo passando cruelmente enquanto você via seus amigos desfrutarem de relacionamentos amorosos? Para quem ama e quem não tem quem amar, a vida sem amor é uma sobrevida. Essa sobrevida não se comunica com os que amam, não tem satisfações é solitária. Apenas assiste a felicidade dos amantes.
Como funciona: Pessoas recentemente solteiras ou em idade de se relacionar são enviadas a um hotel para encontrar um parceiro viável.Lá fazem atividades que incentivam a vida a dois e são inibidas atividades que sugerem independência. São cerca de 40 dias permitidos até se encontrar um parceiro com alguma semelhança, que faça ser viável o relacionamento. Enquanto isso, eles caçam solteiros para aumentar o prazo para encontrar o parceiro. Quem consegue encontrar o parceiro está apto para viver na cidade.
spoiler: È interessante a relação com sedativos no filme, aonde todos parecem sedados e conformados. Falas pausadas e lentas, sucintas. Tudo é lento. Exceto pelos extremos, a líder dos casais (diretora do hotel) e a líder dos solteiros. Ambas defendem suas perspectivas com a aniquilação da contrária. O personagem central é David (Colin Farrel) que é vulnerável em toda a sequência pela circunstância em que se encontra, com tentativas desajeitadas de se libertar. Seu animal de escolha é a lagosta, com argumentos muito interessantes, voltados para filosofia do relacionamento. Ou seja, embora ele não goste do jeito que as coisas são, ele tenta se adaptar. Em off a narração é da personagem de Rachel Weiz, sem nome. Ela tem astigmatismo assim como David, e eles se encontram enquanto solteiros independentes. Se apaixonam e pelo mesmo problema se descobrem um casal viável. È mais difícil fingir sentimentos quando não os tem, do que fingir que não tem quando tem. No entanto ao estar nesse lado, é inconcebível o relacionamento a dois, que precisam esconder o romance até a líder do grupo colocar um impedimento brutal: tirando a viabilidade do casal, cegando a personagem de Rachel. Uma comparação que encontrei interessante se dá entre o amor ingênuo dos casais que se formam no hotel, com semelhanças falsas que brotam do medo da marginalização e dos perigos da solidão, e amor genuíno que se dá pelo amor romântico que é alimentado pelo drama do impossível, Eros e Tanatos, amor e dor. Ao ficar cega diante de um sofrimento constante, o amor chega a sua prova final. Para permitir a viabilidade,David fica cego também. Nesse momento em diante ambos são sofredores constantes, dependentes um do outro e um casal viável e genuíno para habitar na cidade.
Ricardo L.
Ricardo L.

63.049 seguidores 3.148 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 2 de fevereiro de 2021
Um filme incrível que virará Cult! Temos aqui uma verdadeira perola da sétima arte. Colin Farrell Tem aqui sua melhor atuação fácil fácil, numa performance segura e mais que eficiente, merecia sim uma indicação ao óscar, ainda temos no elenco a excelente Rachel Weisz e da ganhadora dos óscar Olivia Colman, ambas está ótimas. The Lobster é original e atraente.
Kleber L.
Kleber L.

6 seguidores 164 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 14 de fevereiro de 2024
Filme muito bom, história original apesar de lembrar um pouco, claro, Fahrenheit... um pouco down, mas paciência... filmes meio filosóficos às vezes têm dessas coisas! Mas só estou escrevendo essa resenha pra comentar da comparação descabida e até mesmo sofrível do Adorocinema.com deste filme de arte com jogos vorazes... vou ateh ficar calado pra não censurarem minha crítica... AO SITE!
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

20 seguidores 732 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 26 de setembro de 2024
Yorgos Lanthimos com sua direção e roteiro, nos oferece mais um filme com ótima sacadas sociais, bem ao seu jeito. Aqui somos apresentados em uma sociedade na qual a solidão é proibida, todos que se encontram sem um par, é enviado a um hotel, para passar 45 dias, a procura de alguém. caso não consiga, o indivíduo é transformado em um animal da sua escolha. Aqui somos apresentados a características extremistas durante todo o filme, de início com relação a escolha da sexualidade, de estar com um parceiro e de não estar com ninguém (como é apresentado mais adiante no filme).As imposições são passadas de forma coercitiva e exterior aos indivíduos, lembrando bastante a teoria do Fato Social elabora por Durkheim. A anomalia nesses grupos é observado por aqueles que não cumpre as regras já estabelecidas. Observamos toda a fragilidade emocional de vários personagens que estão cansados dessa dinâmica de encontrar um parceiro. O roteiro aborda também questão de mecanismos de convenções na qual um casal deve estar completamente alinhados para que dê certo. NO mais, Colin Farrell da um verdadeiro show.
anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 31 de outubro de 2019
O cineasta grego Yórgos Lánthimos se revela para o grande público com este excêntrico, confuso, e deliciosamente sombrio conto sobre solidão, angústia, e a natureza do amor. O Lagosta não é um filme para qualquer tipo de pessoa, claro. Muita gente vai odiar, não vai entender a proposta do filme, suas metáforas, exercícios de linguagem, referências, etc...O que era exatamente a intenção mesmo. Muitas pessoas gostam de filmes que simplesmente te pegam pela mão e dizem : Ei, essa aqui é a história e é assim que ela começa e termina. Mas o longa de Lánthimos vai na direção oposta de todas as convenções possíveis do cinema comercial. Com um humor negro que gera tanto desconforto quanto diversão e atuações calibradas na ponta da linha do argumento, principalmente de Farrell, The Lobster é o entretenimento singular perfeito para os apreciadores de um cinema mais ''Arthouse'' que também não se priva de ser um filme solto e envolvente. Um ótimo ponto de partida em Hollywood para um realizador autoral que viria a se confirmar um dos mais interessantes dessa geração!
Deia Rodrigues
Deia Rodrigues

6 seguidores 56 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 28 de março de 2018
Um filme atípico, estranho e de difícil compreensão e por isso altamente interessante.Com um senso de humor ácido e sarcástico.. Na verdade o filme é uma crítica muito bem feita sobre os relacionamentos e suas bases muitas vezes construídas sobre mentiras e hipocrisias convenientes e sobre o quanto isso leva um ser a se tornar frio, mecânico e distante das emoções autênticas que levam ao verdadeiro amor; e que quando finalmente nos deparamos com ele, nos tornamos cegos .Muito bom! Complexo ao extremo, mas inteligente.
Andiroba da Amazônia
Andiroba da Amazônia

6 seguidores 47 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 6 de outubro de 2020
Com um roteiro muito inovador e originalíssimo, música primorosa e elenco de primeira qualidade, que conta com a participação de Rachel Weisz, a mesma que ganhou Oscar de melhor atriz coadjuvante, em 2005, por Jardineiro Fiel (Meirelles, 2005), o filme dirigido com primor mostra lindas paisagens de montanhas, florestas, riachos cristalinos e muitos animais, para contar uma história pesada e futurista de um sujeito que perde a mulher para outro cara e na medida em que vive em um mundo no qual é proibido ser solteiro ele deve se internar em um hotel e tem o prazo de 45 dias para conseguir uma companheira ou, caso contrário, escolher o bicho que prefere se transformar uma vez expirado o prazo. Dito e feito, ele não consegue uma companheira e não quer virar uma lagosta, seu bicho preferido, só resta a fuga para uma floresta, quando se junta a um grupo de rebeldes solteiros, de ativistas que são contrários ao sistema de casamentos forçados com uma cara metade indicada, porém uma vez que são todos solteiros a regra é clara, não podem, em hipótese alguma, se acasalar entre si, mas o pior acontece, ele se apaixona, a confusão está formada e o sofrimento virá como pagamento pelo preço de desfrutar de um verdadeiro e doloroso amor. Direção com elevado profissionalismo de um roteiro complexo e cheio de ironias e sutilezas.
Gisele M.
Gisele M.

1 seguidor 4 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 31 de agosto de 2017
O filme é bizarro, de humor negro e ácido, com situações inusitadas que nos tira totalmente de nossa zona de conforto, ou seja, ou você ama, ou odeia. Mas todo esse contexto bizarro e até sem noção na verdade é uma crítica sarcástica que leva a reflexão sobre as relações amorosas em nossa sociedade. Dois extremos. De um lado, a imposição do casamento, da ideia de que é impossível ser feliz sozinho, a pressão de encontrar a alma gêmea ou par ideal e o felizes para sempre. De outro, a imposição de que só podemos ser felizes sozinhos, que a felicidade não está no outro mas em si mesmo, a supervalorização do individualismo, da supressão dos sentimentos, da satisfação pessoal acima do conceito de amor e família. Não há espaço para o livre arbítrio, não há liberdade de escolha, todos tem que seguir o padrão imposto senão é banido da sociedade ou transformado em animal. No meio de tudo isso surge o amor verdadeiro entre os protagonistas e a questão final: Neste mundo frio, vale à pena se sacrificar por amor?
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa