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Não gostei. No final como sempre em todo filme suspense, ficamos sem resposta. Fui avisada que seria um filme esquisito e bem animal mesmo. Artistas bons com personagens débeis
Achamos a sinopse do filme interessante, atrativa, um bom gancho. Começamos assisti-lo, eu e minha esposa Suely, pensando que teríamos um interessante e recreativo filme de ficção plausível, inteligente e com algum roteiro dito "normal", cuja estória poderíamos assistir e tirar alguma sabedoria, alguma lição de vida. Depois de 10 minutos comecei a avançar, avançar, avançar e avançar o filme assistindo-o aos pedaços porque tudo saiu dos eixos, sem contexto crível, nada tinha a menor lógica, e cada vez ficava pior. Excelentes artistas a serviço de uma tremenda mediocridade. O final então foi um tapa na cara, um balde de água e gelo na cabeça. Concluí que qualquer das cenas em que parava quando avançava com o filme poderia servir de seu final, não ia fazer a menor diferença mesmo. Quanto tempo, talento e dinheiro gastos à toa. Devia ter aprendido que quando os tais críticos de cinema elogiam um filme é bom ficar com pulgas atrás das orelhas.
Filme péssimo, tão ruim que dormi e não assisti o final. A história é totalmente surreal, forçado demais.
Um filme atípico, estranho e de difícil compreensão e por isso altamente interessante.Com um senso de humor ácido e sarcástico.. Na verdade o filme é uma crítica muito bem feita sobre os relacionamentos e suas bases muitas vezes construídas sobre mentiras e hipocrisias convenientes e sobre o quanto isso leva um ser a se tornar frio, mecânico e distante das emoções autênticas que levam ao verdadeiro amor; e que quando finalmente nos deparamos com ele, nos tornamos cegos .Muito bom! Complexo ao extremo, mas inteligente.
Espetacularmente bizarro. Collin e Rachel trabalham muito bem nessa aventura bizarra. Não é o primeiro filme em que Rachel faz um papel bizarro. Para quem gosta desse perfil vale a pena
O pior filme que já assisti em toda minha vida. Como é que o povo gasta tanto dinheiro pra gravar um lixo desses?
O filme é bizarro, de humor negro e ácido, com situações inusitadas que nos tira totalmente de nossa zona de conforto, ou seja, ou você ama, ou odeia. Mas todo esse contexto bizarro e até sem noção na verdade é uma crítica sarcástica que leva a reflexão sobre as relações amorosas em nossa sociedade. Dois extremos. De um lado, a imposição do casamento, da ideia de que é impossível ser feliz sozinho, a pressão de encontrar a alma gêmea ou par ideal e o felizes para sempre. De outro, a imposição de que só podemos ser felizes sozinhos, que a felicidade não está no outro mas em si mesmo, a supervalorização do individualismo, da supressão dos sentimentos, da satisfação pessoal acima do conceito de amor e família. Não há espaço para o livre arbítrio, não há liberdade de escolha, todos tem que seguir o padrão imposto senão é banido da sociedade ou transformado em animal. No meio de tudo isso surge o amor verdadeiro entre os protagonistas e a questão final: Neste mundo frio, vale à pena se sacrificar por amor?
Uma ficção alinhada a um contexto de drama presente elevada ao extremo, as buscas pela indenidade, por alguém que lhe complete, e a procura do amor através de futilidades são maus do nosso mundo ao qual a película retrata de um jeito sarcástico e único. Temos um roteiro extremamente criativo, fazendo uma sátira a grandes filmes de Hollywood de futuros distópicos como jogos vorazes, Divergente, Maze Runner... e misturado um um humor negro ao melhor estilo "Dr. fantástico" o roteiro cria um mundo de situações exageradas, inteligente, com personagens muito interessantes e bem diferente do que estamos acostumados a ver. Um mundo a onde todos tem que encontrar a "alma gêmea", caso contrario você será enviado a um hotel, a onde se no mesmo não encontrar o amor de sua vida, irá ser transformado em um animal a sua escolha, nesse contexto, temos nosso protagonista David (Colin Farrel), que é mandado ao hotel, mas acaba por viver com os solteiros da floresta, um grupo de renegados sociais que vivem a margem de uma sociedade submetida ao amor. A moral do filme visa em retratar que hoje em dias vivemos de uma carência emocional gigantesca, a onde aqueles que a conseguem são bem sucedidos e oprimem os carentes,por causa dessa opressão na busca do par ideal,as pequenas semelhanças entre homem e mulher já são o suficiente para serem considerados casais, vivemos num mundo a onde ter os mesmo gostos vai alem do amor, e tais sutilezas são retratadas de forma exemplar no filme. Tecnicamente o filme conta com uma fotografia com muitos tons de cinza, mas extremamente natural, com muitas cenas gravadas a luz do dia, e usando muitos ângulos abertos, a fotografia é extremamente fria mas tem uma beleza intrínseca em sua depressão, com uma boa edição, uma quase ausência de maquiagem que traz uma naturalidade e belezas transgressoras e um figurino apático, temos que citar também sua trilha sonora, a musica que é arrebatedora, ela é melancólica com toques clássicos misturado a batidas fortes, faz o telespectador sentir o peso do filme, misturado a narração e humor negro, o sentimento causado é algo único, não temos grandes destaques nas atuações, pois são todas caricatas, e o modelo de atuação do filme é extramente ousado, tal como seu roteiro, temos atuações extremamente teatrais que ajudam a compor mais ainda o clima do filme, temos que citar também o diretor yorgos lanthimos, já conhecido pelo ótimo "Dente Canino" o diretor tem um jeito extremamente europeu e belo de dirigir, aguardamos ansiosos suas próximas películas. Por fim "O Lagosta", é um filme que pega conceitos ultrapassados e os reinventa de um jeito magnifico, temos um final extremamente ambíguo, que trará a reflexão a todos.
A primeira hora é boa, apesar de ser bem bizarro o filme tem cenas engraçadas de humor negro e uma sátira interessante sobre como a sociedade pensa "só será feliz se tiver um amor na sua vida", os personagens são propositalmente robóticos e frios, o problema é depois da primeira hora ai o filme perde peso e cai consideravelmente de qualidade e se recupera no final, esse é um daqueles filme que não tem meio termo, ou você gostara do estilo diferente do roteiro ou achará horroroso.
(...)é uma história que evoca as melhores e piores qualidades de nossa sociedade. Ao final, fica uma interrogação: ou David faz um ato de amor, estilo Romeu e Julieta, em sua forma mais pura, ou o amor o deixou completamente cego. (...) portanto, é uma obra maravilhosa recheada de humor negro que nos impacta pela tamanha sinceridade mascarada por trás deste universo distorcido e absurdo.
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