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Diogenes A.
9 críticas
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5,0
Enviada em 5 de dezembro de 2020
INTOLERÂNCIA. Essa palavra é palavra chave do filme. Embora o filme não aborde a política, vivemos um mundo muito parecido ao filme, quando o assunto são os expectros políticos (direita e esquerda), um lado não tolera nem aceita o outro, assim como no filme, onde se vive num mundo onde não é possível viver sozinho e, quem não arruma um par é punido de forma bizarra e do outro lado, uma sociedade que não aceita casais, e quem se relaciona amorosamente é punido de forma cruel. O filme também navega por muitos temas paralelos, amor, mentira, imposisão social, compatibilidade de gênero, etc. O ritmo do filme não é empolgante, mas os temas abordados são muito ricos e vale muito a reflexão ao terminar.
Com um roteiro muito inovador e originalíssimo, música primorosa e elenco de primeira qualidade, que conta com a participação de Rachel Weisz, a mesma que ganhou Oscar de melhor atriz coadjuvante, em 2005, por Jardineiro Fiel (Meirelles, 2005), o filme dirigido com primor mostra lindas paisagens de montanhas, florestas, riachos cristalinos e muitos animais, para contar uma história pesada e futurista de um sujeito que perde a mulher para outro cara e na medida em que vive em um mundo no qual é proibido ser solteiro ele deve se internar em um hotel e tem o prazo de 45 dias para conseguir uma companheira ou, caso contrário, escolher o bicho que prefere se transformar uma vez expirado o prazo. Dito e feito, ele não consegue uma companheira e não quer virar uma lagosta, seu bicho preferido, só resta a fuga para uma floresta, quando se junta a um grupo de rebeldes solteiros, de ativistas que são contrários ao sistema de casamentos forçados com uma cara metade indicada, porém uma vez que são todos solteiros a regra é clara, não podem, em hipótese alguma, se acasalar entre si, mas o pior acontece, ele se apaixona, a confusão está formada e o sofrimento virá como pagamento pelo preço de desfrutar de um verdadeiro e doloroso amor. Direção com elevado profissionalismo de um roteiro complexo e cheio de ironias e sutilezas.
Distopia brilhante que trata o "você DEVE ter alguém" com sátira, pois, no filme, spoiler: escolher ser solteiro te faz ser caçado , metáfora para o que acontece na sociedade. E de metáforas é feito todo o roteiro, o qual é impecável. Diria que o rítimo mais lento e como não deixam tudo "claro" dificulta a mensagem, mas pra quem gosta de filmes menos entregues vai ser uma experiência ótima.
O cineasta grego Yórgos Lánthimos se revela para o grande público com este excêntrico, confuso, e deliciosamente sombrio conto sobre solidão, angústia, e a natureza do amor. O Lagosta não é um filme para qualquer tipo de pessoa, claro. Muita gente vai odiar, não vai entender a proposta do filme, suas metáforas, exercícios de linguagem, referências, etc...O que era exatamente a intenção mesmo. Muitas pessoas gostam de filmes que simplesmente te pegam pela mão e dizem : Ei, essa aqui é a história e é assim que ela começa e termina. Mas o longa de Lánthimos vai na direção oposta de todas as convenções possíveis do cinema comercial. Com um humor negro que gera tanto desconforto quanto diversão e atuações calibradas na ponta da linha do argumento, principalmente de Farrell, The Lobster é o entretenimento singular perfeito para os apreciadores de um cinema mais ''Arthouse'' que também não se priva de ser um filme solto e envolvente. Um ótimo ponto de partida em Hollywood para um realizador autoral que viria a se confirmar um dos mais interessantes dessa geração!
Muito interessante a relação das pessoas em meio a um sistema bizarro. O que estragou foi o final: a história não teve um desfecho e ficou sem sentido.
Dissertar esse filme é um pouco complicado, a obra é bastante complexa e exige uma boa compreensão dos fatos que vão acontecendo, apesar de tudo é um filme interessante e que não segue nenhum padrão, por isso assista sabendo que vc irá se surpreender, tanto para o lado bom ou para o ruim.
gostei muito por ser estranho, fora do comum, ter regras proprias de realidade (estamos tão acostumados com a realidade harry potter, avengers, mas esse filme tem sua propria realidade, bem diferentona e gostei por isso me surpreendeu foi algo novo). o final foi chato e batidão. um filme parecido em estranheza acho que é o "a engolidora de fogo". é tao introspectivo quanto.
Filme que intriga, confunde, embaraça e, no final, deixa sua mensagem de forma mais clara impossível. Indico demais para quem gosta de exercitar sua capacidade de interpretação e de traçar um paralelo entre a arte e a vida real. OBS.: Se você somente gosta de filmes de super-herói ou de "Carga Explosiva" style (não te julgo), sai fora porque vai perder seu tempo.
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