Hoje Eu Quero Voltar Sozinho
Média
4,4
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196 Críticas do usuário

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anônimo
Um visitante
3,0
Enviada em 15 de fevereiro de 2015
O cinema está apostando alto,em filme com esse propósito.Antes parecia até unanimidade entre os assuntos,hoje já conquistou todo o público de uma forma bem clara.O diretor Daniel Ribeiro,é o grande responsável por essa conquista.Traz um jeito diferente de tocar a história,onde não tem explicitas cenas,e nem,deixa algo provável acontecer.Os momentos são realmente bem devagar,o que faz o espectador não saber da história final.A atuação dos jovens é outro ponto bem explorado.Guilherme Lobo,Fabio Audi e Tess Amorim,mostram firmeza no trabalho,e com certeza impressiona,com uma simples atuação.
Luiz C.
Luiz C.

49 seguidores 36 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 7 de maio de 2014
O que nos resta é amor!

Em 2010, assisti a um curta-metragem na internet que chamou não só a minha atenção, mas também a de muita gente pelo país. E não era para se assustar por tal fenômeno. O diretor, Daniel Ribeiro, fez dois dos mais premiados curtas brasileiros de todos os tempos, somando 115 prêmios em festivais nacionais e internacionais. Um desses curtas é justamente “Eu Não Quero Voltar Sozinho”, trama que eu vi em 2010 e que fala sobre um garoto cego que se apaixona por um colega da escola. Quatro anos depois, Ribeiro volta à cena com “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, longa inspirado na produção anterior e que traz o mesmo elenco para as telonas.

Leonardo (Ghilherme Lobo) é um adolescente cego da classe média paulistana, que frequenta um colégio particular normal, onde passa grande parte do tempo em companhia da divertida Giovana (Tess Amorim), sua melhor amiga, que o acompanha todos os dias até em casa. A rotina deles se altera com a chegada de um aluno novo, Gabriel (Fabio Audi), que faz a dupla se tornar um trio e conquista o interesse tanto de Leonardo quanto de Giovana, chegando a provocar um estremecimento entre os velhos amigos.

O mais interessante disso tudo nem é a história, que é contada muito à vontade com as senhas do mundo jovem, abocanhando esse público adolescente, mas a ternura como são tratadas duas desigualdades: a cegueira e a homossexualidade. Léo faz parte de uma minoria afunilada, porém, não recebe nenhum tratamento diferenciado por isso, o que é encantador. O diretor quis mostrar um menino pulsante por descobertas de um modo sutil e acolhedor, não focando suas diferenças, e que, “de olhos fechados”, se apaixona genuinamente. Ou seja, as mazelas são deixadas de lado, a não ser pelo bullying tão presente nessa idade, e o mote acaba sendo a pureza do primeiro amor.

Não deveríamos agir assim também? Tirar o foco do que parece diferente e se encantar pelo afeto que reina entre as relações seria o pontapé inicial para uma atitude normal e, ao mesmo tempo, valiosa do dia a dia. Mas somos carregados de juízos de valor que miram avassaladores para uma sociedade machista, racista e repetidora de vergonhosos preconceitos. É a loira gordinha, o negro pobre, o menino afeminado, a feia intelectual, o magro fanho, o paraplégico, o baixinho, o punk, o mudo, o autista, até aquele que só não quer ser como a maioria. Simplesmente não é igual, e paga por isso.

O bacana não é ser cult e educado? O maneiro não é ser sincero e ajuizado? O legal não é ser legal com todo mundo? Não podemos nos esquecer de que o que nos resta individualmente é o amor. Escolhida a dedo por Daniel Ribeiro para a trilha de “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, a música “There’s Too Much Love”, da banda escocesa Belle & Sebastian, sintetiza em seu refrão todo o sentimento que o filme traduz: “Eu não posso esconder meus sentimentos de você agora/Há muito amor ao nosso redor nos dias de hoje”. É nesse amor dos tempos modernos, que é cego aos olhos de muitos e que existe aí bem pertinho de nós, que devemos nos segurar. E, assim, prosseguir.
Phelipe V.
Phelipe V.

510 seguidores 204 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 11 de abril de 2014
É, quando Daniel Ribeiro anunciou que iria aproveitar a história de seu (maravilhoso) curta para fazer seu primeiro longa, eu já imaginava que seria bem difícil igualar o êxito que ele conseguiu atingir lá naquele história inicial. Dito e feito. Tem méritos e tal, mas parece falar menos tendo mais de 1h do que num curta de 10 minutos. Isso vindo de um roteiro que tenta, o tempo todo, se ater a uma reciclagem do curta com piadinhas que deveriam ser engraçadas mas não são, e na maioria do tempo, nem isso consegue com propriedade

Difícil acreditar também nos personagem porque, além de serem arquétipos rasos e em grande parte, desprovidos de profundidade, tudo ao redor é puro clichê e esterotipo. E o pior, nem é o estereotipo com que estamos acostumados, uma vez que é tudo muito superficial e distante da realidade brasileira; parece que Daniel Ribeiro, já com intenção de fazer seu filme ter uma carreira internacional, resolveu criar um ambiente que se assemelhasse bastante àquele que vemos em filmes americanos. A sala de aula, por exemplo, onde temos uma situação que na nossa realidade, só caberia bem tratando-se de uma classe na quarta série/quinto ano. Ao mesmo tempo, estão ali todos os personagens óbvios de um filme sobre adolescência, e todos são mal feitos, então é bem difícil de definir o que deu errado aqui. Talvez tenha faltado uma direção melhor mesmo. Perdoável, já que Daniel está só começando, e não há motivos para condená-lo por ater seu filme a um mercado internacional, uma vez que é só pesquisar pelo trailer desse filme no youtube para vermos o quanto seu curta atingiu o público de outros lugares do mundo, e o quanto deve render no exterior. Ele tá certo, mas não consigo deixar de me incomodar.

Outro ponto que me incomoda - e aqui é extremamente pessoal - é a falta de química entre Leo e Gabriel. Tentando criar uma nova atmosfera entre os dois personagens (e atores) que o curta não havia tido muito tempo pra conceber, Daniel Ribeiro tem pouca mão firme na direção e o resultado não sai lá tão bom. Até porque, sinceramente, os três são atores muito medíocres, que demonstram em tempo integral que decoraram as falas, nunca soando naturais, ainda mais pelo roteiro ter quotes também poucos naturais e, em alguns casos, até meio retardados, como aquela coisa bizarra proferida por Giovana referenciando o já não mais planeta, Plutão. Ela, que aliás, é uma personagem bem mais interessante do que o próprio filme julga ser, e, infelizmente, tem um final risível. Além disso, a decisão de mudar totalmente a situação do primeiro beijo me pareceu bastante estranha, já que ele não tem nem 1% do impacto que deveria ter, soa até banal.

No entanto, apesar dos problemas técnicos óbvios, como a edição de som em alguns momentos do filme onde as cenas são bem mal dubladas (em alguns momentos, nem "casam" com o movimento da boca), é um filme importante. Só por tratar a homossexualidade dessa forma, sem alardes, sendo apenas mais uma coisa normal da adolescencia, até inserida dentro do ambiente escolar, mesmo que de uma forma fake, merece muitos louvores (inicialmente odiei a cena final, mas pensando bem, ela é bem bonita, ainda que não muito crível). Isso não é muito comum por aqui. Hoje Eu Quero Voltar Sozinho merece ser visto, nem que seja por causa disso. Porém, acho as comparações que eu vi por aí com John Hughes até ofensivas. Talvez seja uma tentativa de emular um filme do mestre americano dos filmes adolescentes, que infelizmente, ficou só na superficie mesmo.

spoiler: PS: algumas cenas que são filmadas de uma forma linda e delicada sobem bastante a nota, como aquela do Leo com a jaqueta de Gabriel; o segundo explicando o eclipse para o primeiro, por esse não poder enxergá-lo; e o momento onde, enfim, Gabriel e Leo se declaram - nessa última, que poderia muito bem ter sido o primeiro beijo dos dois (e pra mim, sinceramente, é) as coisas não ditas, ou melhor, ditas mas não verbalizadas, são o ponto alto daquela situação. Sim, o filme tem seus momentos.
Luana O.
Luana O.

764 seguidores 557 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 20 de julho de 2020
Um filme gracioso mostrado pela superfície. Esperava um pouquinho mais de profundidade, mas tocou em questões importantes como sexualidade, bullying, limitações....um bom filme nacional.
Kamila A.
Kamila A.

7.940 seguidores 816 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 4 de fevereiro de 2018
Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, filme dirigido e escrito por Daniel Ribeiro, teve origem num curta-metragem chamado Eu Não Quero Voltar Sozinho, e que possui a mesma essência que o longa, uma vez que ambos tratam sobre como a chegada de Gabriel (Fabio Audi) muda a vida de Leonardo (Ghilherme Lobo), um jovem de 15 anos, e a amizade que ele possui com Giovana (Tess Amorim), que, até então, era a sua melhor amiga.

O filme é muito bonito e trata de uma maneira bastante sutil e delicada sobre a jornada de auto descoberta de Leonardo, na medida em que ele vai se encontrando como pessoa por meio da descoberta de novos sentimentos e da vivência de novas experiências, ao mesmo tempo em que mostra a importância da inclusão na sociedade – Leonardo é cego e tem que lidar com o seu desejo de independência e de sair da proteção excessiva de seus pais.
ReneAndroid.apk
ReneAndroid.apk

17 seguidores 170 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 2 de dezembro de 2023
É um filme com tema homoafetivo e deficiência, o filme retrata bem as personagens. Recomendo. Bom filme!
Fagner R.
Fagner R.

11 seguidores 16 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 22 de janeiro de 2015
História legal. O filme me passou a idéia que mesmo com nossas limitações somos capazes de ser feliz. Não importa a opinião dos outros. Recomendo!
Yago T.
Yago T.

22 seguidores 28 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 29 de outubro de 2014
Para quem ainda não viu o curta Eu Não Quero Voltar Sozinho, não se preocupe, o filme mantém as cenas principais do curta.

Desde que foi lançado, Hoje Eu Quero Voltar Sozinho chamou bastante atenção dos críticos, venceu prêmios importantes no Festival de Berlim e teve boa aceitação do público em geral.

A história gira em torno da vida de Leonardo,um menino de classe média-alta, deficiente visual, que está passando por uma adolescência turbulenta, cheia de descobertas. Sua amiga Giovana é como um braço direito para ele, leva ele para casa, fica boa parte do dia com ele e demonstra ser sempre prestativa. A vida de Leo começa a mudar quando Gabriel chega em seu colégio, eles viram amigos e Leo começa a se atrair por Gabriel. A história se desenvolve daí.

Talvez seja um defeito, mas os pontos positivos são bem positivos e os negativos também, o que torna o a minha resenha totalmente contraditória, então, não se espantem.

Daniel Ribeiro faz sua estréia como diretor/roteirista de longa-metragem e consegue um bom resultado aqui, mas se tivesse corrido mais riscos, teria feito um trabalho ainda melhor. Leo é o motivo para ficar, não só a performance adequada do promissor Guilherme Lobo e sim a personagem, é simplesmente genial, mesmo que o filme seja um pouco previsível, Leo é a razão para ficar.

O roteiro do filme é limpo, os temas homossexualidade e deficiência visual estão presentes, mas são secundários, o filme se trate de amor! Puro, jovem, bonito, amor e nada mais. Talvez seja por isso que passa a impressão de ser um pouco vazio Teria mais coisas para acontecer, se Daniel tivesse arriscado um pouco mais, mas ainda sim é um bom roteiro.

A fotografia é homogenia e limpa, tudo está bem adequado com o filme, todas as cenas tem começo, meio e fim. A trilha sonora é um show a parte, muito boa mesmo.

As performances são em um geral, médias, não vejo ninguém que destoe e o único que realmente se mostra acima da média é Guilherme Lobo, que tem em suas mãos a personagem que é por si só, deliciosa. Guilherme interpreta muito bem, sem dúvidas o destaque do filme. O resto do elenco cumpre seu papel.

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho é um belo romance, que têm seus clichês e suas falhas em um roteiro quase oco, mas que encanta, Daniel tem o dom de emocionar, criou essa personagem interessante e que faz a gente prender a cara na telinha até o fim, E não é que as cenas finais são realmente boas? Mas ainda sim, ainda falta maturidade ao diretor e ritmo na narrativa.

3.0/5
Cid V
Cid V

271 seguidores 660 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 24 de outubro de 2019
Leo (Lobo) é um adolescente cego que se sente sufocado pelas atenções paternas, demasiado preocupados com cada movimento que ele faz. Sua melhor amiga é Giovana (Amorim), que habitualmente o leva até sua casa.

Mais em: https://magiadoreal.blogspot.com/2019/10/filme-do-dia-hoje-eu-quero-voltar.html
Gustavo A.
Gustavo A.

12 seguidores 18 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 8 de março de 2015
O filme é emocionante. Mas pra quem já havia assistido o curta, o longa não tem muitas novidades. O diferencial está na ênfase em retratar a vontade do protagonista ,deficiente visual, buscar certa independência.
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