Hoje Eu Quero Voltar Sozinho
Média
4,4
2128 notas

199 Críticas do usuário

5
128 críticas
4
43 críticas
3
17 críticas
2
7 críticas
1
3 críticas
0
1 crítica
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Gutim
Gutim

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 7 de maio de 2014
Simples e de características marcantes "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho" traz a tona uma construção de pensamento, sobre o homossexualismo, que vai alem do que vemos hoje em dia nas novelas e noticiários pensamentos estes que deixam de ser apelativo, vulgar e comediante chegando a um ponto de realidade necessária de ser mostrada. O filme mostra a formação de um amor simples e nunca visto por um dos garotos mas mesmo assim este entra fundo nos seus sentimentos verdadeiros e traz a tona uma história de amor que chega a ser platônica!
Rodrigo S.
Rodrigo S.

12 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 7 de maio de 2014
O porquê que gostamos de “Hoje eu quero voltar sozinho”.

Eu poderia iniciar esse texto com um legível e, de certo modo, sonoro “sei lá”. O filme aborda um período da vida que todos nós já passamos, ou um dia passaremos: a adolescência. Com todas as suas dificuldades, alegrias, tristezas e decisões, não apenas passamos por essa fase, não apenas contemplamos as diferenças criadas e/ou existentes no mundo e em nós mesmos, mas vivemos – e da maneira mais intensa possível, a nosso ver. Existimos como se não fossemos mais existir no amanhã. Pensamos, projetamos, esperamos e vivemos um constante conflito, no qual nossas poucas experiências (desprezadas, em sua maioria, por adultos que se esqueceram de como foi sua própria adolescência) buscam satisfação em nossas constantes, e imensas expectativas, ao mesmo tempo em que lutamos contra discursos calcados em “no meu tempo” ou no clássico “são apenas rebeldes sem causa”. Dessa maneira, retratar uma fase tão conturbada da vida de uma pessoa da maneira retratada no filme nos chamou atenção por se diferir das demais narrativas atuais (fílmicas, inclusive) que visam confundir o público a fim de transporta-lo para o universo caótico da cabeça de um adolescente. Porém, o que assistimos durante todo o caminho de volta dos personagens é a simplicidade de viver. Leonardo (Guilherme Lobo), um estudante cego, tenta viver sua vida da maneira que para ele é a mais apropriada, sem desprezar aqueles que o cercam. Ele e sua amiga Giovana (Tess Amorim), e posteriormente seu amigo/namorado Gabriel (Fábio Audi), descobrem os prazeres de viver a partir de um olhar simplista da absorção do mundo e das possibilidades que este apresenta ao redor. A simplicidade aqui não se torna um subterfúgio para a falta de criatividade ou para a divulgação de um trabalho não bem acabado. Ao contrário! O simples, na verdade, mostra que em meio a uma sociedade cada vez mais caótica, na qual voltamos a desprezar o microcosmo do autoconhecimento humano a fim de eleger grandes histórias capazes de explicar um todo fictício, ainda nos sensibilizamos com o comum, com o corriqueiro. Ainda nos sensibilizamos com o dia-a-dia duramente criticado por aqueles que fazem do “largar tudo” um certificado de superioridade intelectual e social (ideia trabalhada no texto do pessoal do Glük Project). Nos sensibilizamos com as relações humanas, sejam elas expressas da maneira, forma, cor e sabor que for. O filme mostra, ou pelo menos mostrou para nós, que temos sede da ausência “dos grandes planos”, ou seja, que temos saudades do tempo presente. Temos vontade de viver o agora, sem que isso seja encarado como irresponsabilidade ao nos negarmos a pensar o ser humano como um ser que sofre com o passar do tempo. O que esperamos é poder nos transformar com o tempo, não negando o lado ruim dessas transformações, porém nos permitindo apenas viver. Sendo assim, o filme é, na verdade, um convite a todo aquele que deseja não mais voltar, seja para “onde” for, sozinho.
João L.
João L.

2 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 7 de maio de 2014
Incrível história de amizade, amor e companheirismo, um dos melhores filmes do ano sem sombra de dúvida.
Déko S.
Déko S.

13 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 7 de maio de 2014
Uma história que cativa desde a primeira cena. Um excelente trabalho!
Douglas N.
Douglas N.

12 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 7 de maio de 2014
Hoje eu quero voltar sozinho, é a obra nacional mais fofa e delicada que eu vi até hoje, a abordagem dos temas de forma tão sutil e tão natural sem ser caricato ou forçativo deixou o filme naturalmente lindo ^^
Daniel N.
Daniel N.

16 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 7 de maio de 2014
Filme lindo e sensível. Muito bem construído. Consegue ser melhor que o curta expandindo o universo dele e criando uma narrativa mais ampla e concisa.
Jonatan A.
Jonatan A.

34 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 7 de maio de 2014
Como alguém que nunca viu um homem ou uma mulher sabe o que lhe atrai? Sabe apenas pelo fato de ser natural. Ninguém planeja ter amigos, ninguém planeja ser tolerante, superar fobias, ter um grande amor. Todos nós deveríamos amar mais sem julgar. Dar mais sem pedir nada em troca. Entender que as nossas escolhas trazem frustrações e não apenas ganhos. E isso junto de uma trilha sonora maravilhosa que tem o filme Hoje Eu Quero Voltar Sozinho. There’s too much love to go around these days…
Letícia C.
Letícia C.

4 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 7 de maio de 2014
De uma beleza incrivelmente sutil. Apaixonante e inebriante.
Everton R.
Everton R.

5 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 7 de maio de 2014
Filme maravilho. Amei, pois o filme não fala só sobre o Homossexualismo, aborda as dificuldades que um deficiente visual passa na rua e em outros locais, o Bullying que é constantes nas escolas, o consumo de bebidas alcoólicas para menores em festas e etc.
Filme perfeito.
#Parabéns
Luiz C.
Luiz C.

49 seguidores 36 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 7 de maio de 2014
O que nos resta é amor!

Em 2010, assisti a um curta-metragem na internet que chamou não só a minha atenção, mas também a de muita gente pelo país. E não era para se assustar por tal fenômeno. O diretor, Daniel Ribeiro, fez dois dos mais premiados curtas brasileiros de todos os tempos, somando 115 prêmios em festivais nacionais e internacionais. Um desses curtas é justamente “Eu Não Quero Voltar Sozinho”, trama que eu vi em 2010 e que fala sobre um garoto cego que se apaixona por um colega da escola. Quatro anos depois, Ribeiro volta à cena com “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, longa inspirado na produção anterior e que traz o mesmo elenco para as telonas.

Leonardo (Ghilherme Lobo) é um adolescente cego da classe média paulistana, que frequenta um colégio particular normal, onde passa grande parte do tempo em companhia da divertida Giovana (Tess Amorim), sua melhor amiga, que o acompanha todos os dias até em casa. A rotina deles se altera com a chegada de um aluno novo, Gabriel (Fabio Audi), que faz a dupla se tornar um trio e conquista o interesse tanto de Leonardo quanto de Giovana, chegando a provocar um estremecimento entre os velhos amigos.

O mais interessante disso tudo nem é a história, que é contada muito à vontade com as senhas do mundo jovem, abocanhando esse público adolescente, mas a ternura como são tratadas duas desigualdades: a cegueira e a homossexualidade. Léo faz parte de uma minoria afunilada, porém, não recebe nenhum tratamento diferenciado por isso, o que é encantador. O diretor quis mostrar um menino pulsante por descobertas de um modo sutil e acolhedor, não focando suas diferenças, e que, “de olhos fechados”, se apaixona genuinamente. Ou seja, as mazelas são deixadas de lado, a não ser pelo bullying tão presente nessa idade, e o mote acaba sendo a pureza do primeiro amor.

Não deveríamos agir assim também? Tirar o foco do que parece diferente e se encantar pelo afeto que reina entre as relações seria o pontapé inicial para uma atitude normal e, ao mesmo tempo, valiosa do dia a dia. Mas somos carregados de juízos de valor que miram avassaladores para uma sociedade machista, racista e repetidora de vergonhosos preconceitos. É a loira gordinha, o negro pobre, o menino afeminado, a feia intelectual, o magro fanho, o paraplégico, o baixinho, o punk, o mudo, o autista, até aquele que só não quer ser como a maioria. Simplesmente não é igual, e paga por isso.

O bacana não é ser cult e educado? O maneiro não é ser sincero e ajuizado? O legal não é ser legal com todo mundo? Não podemos nos esquecer de que o que nos resta individualmente é o amor. Escolhida a dedo por Daniel Ribeiro para a trilha de “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, a música “There’s Too Much Love”, da banda escocesa Belle & Sebastian, sintetiza em seu refrão todo o sentimento que o filme traduz: “Eu não posso esconder meus sentimentos de você agora/Há muito amor ao nosso redor nos dias de hoje”. É nesse amor dos tempos modernos, que é cego aos olhos de muitos e que existe aí bem pertinho de nós, que devemos nos segurar. E, assim, prosseguir.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa