Hoje Eu Quero Voltar Sozinho
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4,4
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196 Críticas do usuário

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Anderson L.
Anderson L.

12 seguidores 2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 24 de janeiro de 2015
Filme de uma simplicidade que encanta, mostra como o amor é belo e simples
Andre S.
Andre S.

10 seguidores 3 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 15 de novembro de 2014
Muito bom este filme!
Um filme brasileiro de boa qualidade, sem palavrões como temos costumes de ver, com uma fotografia diferente, e com um enredo legal. Recomendo!
Arno C.
Arno C.

4 seguidores 11 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 21 de setembro de 2014
Bonzinho, mas não para ficar entre os finalistas do Oscar
Rayaran T.
Rayaran T.

8 seguidores 4 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 27 de janeiro de 2015
A história e bonito e assunto e abordado de forma sutil e suave... um ótimo até msm para quebra preconceitos.
Camila N.
Camila N.

6 seguidores 20 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 12 de novembro de 2014
Um dos meus filmes brasileiros favoritos que me fez chorar de tanto rir (sim!) e rir de me ver chorar!

Aborda não somente uma historinha de amor, mas algo bem mais intenso e leve (sim!)!
Daniel C.
Daniel C.

13 seguidores 2 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 21 de abril de 2014
Hoje eu quero voltar sozinho

Se uma palavra pudesse descrever essa obra seria sutileza. O filme do diretor Daniel Ribeiro que também assina o roteiro. Em 2010 o mesmo diretor lançou o curta Eu Não Quero Voltar Sozinho que já foi comentado pelo blog, cuja a temática é descoberta da sexualidade por um adolescente cego e também homossexual de uma forma inusitada. Hoje eu quero voltar sozinho tem um aspecto atemporal, pois a mudança de comportamento entre os personagens varia entre o início da adolescência e a aproximação da fase adulta e o espaço, por mais que seja explicitado que se passa em São Paulo, os cenários poderiam ser em qualquer cidade grande.

Hoje eu quero voltar sozinho, como dito antes, é sutil e extremamente sensível, não apenas por seu personagem principal ser cego, mas pela forma como ele toca nas temáticas principais: conflitos da adolescência, bullying, sexualidade e cegueira.

Léo (Ghilherme Lobo), personagem principal, sente-se preso/vigiado pelos pais e busca a sua independência, como parcela considerável dos adolescentes. O superprotecionismo da mãe o incomoda e o leva a pensar a sair de casa por desejar ser a liberdade, claro que isso de forma não planejada, ficando no campo dos desejos. Eu entendi esse como sendo o grande tema do filme, por isso a mudança do título “Hoje eu quero voltar sozinho”.

Quanto ao Bullying fica claro já nos primeiros minutos do filme quando, em sala de aula, Léo é constrangido por um colega, porém a personagem Giovanna (Tess Amorim) que é sua melhor amiga cria uma especie de proteção para que o seu amigo não sofra bullying, através da companhia na escola e o cuidado que ela sempre tem com ele. Mesmo assim, Leo é marcado pelo bullying e passa por alguns durante o filme.

Essa amizade protetora, tipo “melhor amigo de infância”, de Leo e Giovanna é abalada com a chegada de um novo aluno: Gabriel (Fabio Audi) que se aproxima deles e passa a formar o trio de amigos. O filme utiliza o clima e o espaço escolar como o espaço social onde as relações se aproximam e se distanciam, tanto para aproximação de Léo e Gabriel como para o distanciamento com Giovanna.

O tema da sexualidade é tratado de forma delicada e natural, o fato de ser homossexual em nenhum momento se mostrou algo desastroso ou frutante para Léo, diferentemente do personagem de Fabio Audi, que aparentou uma crise maior em relação a sua sexualidade. Porém, a aceitação e afirmação de serem homossexuais aconteceu através de uma história onde “sempre viveremos o primeiro amor”, numa perspectiva adolescente. O diretor foi muito feliz em dar essa forma ao tema, que é abordado de forma mais explicita no curta. Quanto ao famigerado “beijo gay” do filme, não deixou a desejar, porque não se trata apenas de um beijo, mas de um símbolo do amor romântico que caracteriza o primeiro amor. Quando a militância a favor do movimento LGBT acontece no momento em que dois saem de mãos dadas.

A cegueira de Léo em nenhum momento parece ser um problema determinante para o personagem principal, nem para Giovanna e Gabriel. O fato dele ser cego traz algumas limitações porém não é algo que o levará a solidão e a viver em um mundo superprotegido como deseja a mãe de Léo, que é a personagem que evidencia as limitações da cegueira em todo o filme. Ainda nesse tema me surpreendeu a forma com que o diretor trabalhou a sexualidade e a cegueira, na cena da masturbação de Léo, o personagem se excita com o cheiro de Gabriel e mostra seus desejos sexuais.

Hoje eu quero voltar sozinho, tem um roteiro que deixa a desejar em alguns momentos, com diálogos “vazios”, mas que fazem parte do cotidiano dos personagens, a exploração dos temas é invasiva, porém acontece como algo natural e são tratadas de forma rápida, como as discussões de Léo com os pais, como a briga entre Léo e Giovanna e sua reconciliação. As falas são sempre colocadas uma após a outra sem interrupção do outro personagem, porém as ações não seguem a mesma ordem. O romance entre Léo e Gabriel e a amizade com Giovanna traz à cena um modelo de relacionamento que pode ser caracterizado como tendência universal devido a relação homoafetiva ter uma mulher como a melhor amiga, como acontece em muitos casos.

Não posso deixar de falar da atuação de Ghilherme Lobo, que merece destaque, pois sua capacidade de expressar sensações e sentimentos apenas com a fisionomia do rosto sem o olhar é muito bem trabalhada, e merce destaque.

Por fim, o filme tratou a temática da deficiência física e da sexualidade como coadjuvantemente e evidencia a adolescência e o primeiro amor, fiquei bastante feliz por ter tratado esses temas em conjunto e com naturalidade, onde o ser cego, o ser gay, o ser adolescente não tem força maior ou menor que o outro durante o filme, todos conversam em pé de igualdade.
Rodrigo S.
Rodrigo S.

12 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 7 de maio de 2014
O porquê que gostamos de “Hoje eu quero voltar sozinho”.

Eu poderia iniciar esse texto com um legível e, de certo modo, sonoro “sei lá”. O filme aborda um período da vida que todos nós já passamos, ou um dia passaremos: a adolescência. Com todas as suas dificuldades, alegrias, tristezas e decisões, não apenas passamos por essa fase, não apenas contemplamos as diferenças criadas e/ou existentes no mundo e em nós mesmos, mas vivemos – e da maneira mais intensa possível, a nosso ver. Existimos como se não fossemos mais existir no amanhã. Pensamos, projetamos, esperamos e vivemos um constante conflito, no qual nossas poucas experiências (desprezadas, em sua maioria, por adultos que se esqueceram de como foi sua própria adolescência) buscam satisfação em nossas constantes, e imensas expectativas, ao mesmo tempo em que lutamos contra discursos calcados em “no meu tempo” ou no clássico “são apenas rebeldes sem causa”. Dessa maneira, retratar uma fase tão conturbada da vida de uma pessoa da maneira retratada no filme nos chamou atenção por se diferir das demais narrativas atuais (fílmicas, inclusive) que visam confundir o público a fim de transporta-lo para o universo caótico da cabeça de um adolescente. Porém, o que assistimos durante todo o caminho de volta dos personagens é a simplicidade de viver. Leonardo (Guilherme Lobo), um estudante cego, tenta viver sua vida da maneira que para ele é a mais apropriada, sem desprezar aqueles que o cercam. Ele e sua amiga Giovana (Tess Amorim), e posteriormente seu amigo/namorado Gabriel (Fábio Audi), descobrem os prazeres de viver a partir de um olhar simplista da absorção do mundo e das possibilidades que este apresenta ao redor. A simplicidade aqui não se torna um subterfúgio para a falta de criatividade ou para a divulgação de um trabalho não bem acabado. Ao contrário! O simples, na verdade, mostra que em meio a uma sociedade cada vez mais caótica, na qual voltamos a desprezar o microcosmo do autoconhecimento humano a fim de eleger grandes histórias capazes de explicar um todo fictício, ainda nos sensibilizamos com o comum, com o corriqueiro. Ainda nos sensibilizamos com o dia-a-dia duramente criticado por aqueles que fazem do “largar tudo” um certificado de superioridade intelectual e social (ideia trabalhada no texto do pessoal do Glük Project). Nos sensibilizamos com as relações humanas, sejam elas expressas da maneira, forma, cor e sabor que for. O filme mostra, ou pelo menos mostrou para nós, que temos sede da ausência “dos grandes planos”, ou seja, que temos saudades do tempo presente. Temos vontade de viver o agora, sem que isso seja encarado como irresponsabilidade ao nos negarmos a pensar o ser humano como um ser que sofre com o passar do tempo. O que esperamos é poder nos transformar com o tempo, não negando o lado ruim dessas transformações, porém nos permitindo apenas viver. Sendo assim, o filme é, na verdade, um convite a todo aquele que deseja não mais voltar, seja para “onde” for, sozinho.
Guilherme Jeveaux
Guilherme Jeveaux

1 seguidor 7 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 27 de julho de 2024
Filminho bem legal, interessante, super calmo, e ESSE é o problema, pra que tanta calmaria meu povo, até que na verdade quando finalmente saiu um pouco da calma, em que o ceguinho (com todo respeito eu esqueci o nome dele) começa a esfregar o p** eu fiquei um pouco assustado mas enfim vivencias veyr
Mayara H.
Mayara H.

2 seguidores 2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 24 de maio de 2014
Hoje eu quero voltar sozinho é uma transpiração de sutileza e naturalidade quanto aos assuntos abordados. Mesmo que o assunto principal seja a homossexualismo, o mais visível é o bullying e a presença dele no dia-a-dia de um adolescente normal. Leonardo é cego de nascença, mas não se abala por isso, porém o que realmente o reprime são as pessoas ao seu redor, como a mãe, a melhor amiga e os colegas de classe - que tem como foco principal irritar e infernizar Leonardo por qualquer tropicada que ele der por não ver o que há em seu caminho. A chegada de Gabriel, não na escola, mas na vida de Leonardo muda tudo. O que era para ser uma história sobre a rotina de um garoto cego se torna uma história de amizade, compreensão, auto-descoberta e aceitação.
A história é muito bem trabalhada do início ao fim. A química que rola entre os dois garotos é tão visível que é impossível não se envolver e ficar de coração apertado até o desfecho. Como o próprio diretor já havia pontuado, quem espera sair de casa para ver dois adolescentes no auge dos hormônios, não negando fogo em momento algum vai se decepcionar... quem espera ver o amor desabrochar vai encontrar sem muito esforço.
Nas partes de bullying, é possível ver uma insistência apenas na questão de Leonardo ser cego, afinal, ninguém sabia que ele era gay - nem o próprio. E, quando a zoação começa também neste âmbito, não é nada confirmado, apenas suposições pelo fato de Leo nunca ter ficado com ninguém e ter criado laços fortes com Gabriel.
O elenco principal dá um show de atuação, é impossível não sair da sessão não imaginando como que o menino Ghilherme Lobo não é cego! Tess Amorim, em alguns momentos, passa a insegurança do seu personagem para todos, seja na forma de falar, seja na forma de agir ou as caras e bocas toda vez que recebe um corte despretensioso da parte de Leonardo. Fabio Audi é uma surpresa a parte, é o mais velho do elenco principal e trouxe para o Gabriel uma personalidade fofinha de "namoradinho dos sonhos", mas sem ficar muito preso à isso.
Há furos no roteiro? Com certeza há, pois quem não ficou curioso para saber como seria a reação dos pais de Leo ao descobrir sua homossexualidade? Entretanto, ao mesmo tempo, é compreensível que o relacionamento entre os garotos seja gradativo: hoje eles se beijam, amanhã eles se descobrem apaixonados, semana que vem eles se aceitam e engatam um relacionamento. À certa altura do longa, os pais se tornam segundo plano, o que daria um ótimo assunto para uma continuação.
O findar da história é, de certa forma, surpreendente porque o que se espera de Leonardo é a resposta de sempre, no mesmo nível dos colegas, mas ele resolve que responder à todos os questionamentos deles é muito melhor para deixar tudo claro de uma vez por todas.
Como um todo, Hoje eu quero voltar sozinho é um filme leve, não sexualizado - spoiler: para não dizer que a insinuação não está presente em parte alguma, tem a cena do banho, em que os olhares de Gabriel são mais que sugestivos
-, que não perde o fio do enredo e que, se possível, deve ser assistido por todo mundo. E ele prova que o amor não é cego, mas que ele pode vir de qualquer direção, cegando-nos por completo.
Leonardo R.
Leonardo R.

9 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 12 de abril de 2014
Fui sem muita esperança de me surpreender, pois já tinha visto o curta e achei que ia seguir praticamente o mesmo caminho. Mas adorei, todas as histórias do curta foram refeitas em situações completamente diferentes. O final então, é incrível. :)
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