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Vilmar O.
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357 críticas
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5,0
Enviada em 19 de maio de 2016
Ótima filme francês que aborda o drama dos imigrantes irregulares na França até que de forma cômica, porém sem perder o respeito com o sofrimento de quem lá vive nesta situação.
O filme é dirigido e escrito por Olivier Nakache e Éric Toledano. No elenco estão os atores Omar Sy, Charlotte Gainsbourg, Tahar Rahim e Izïa Higelin como protagonistas.
Um filme que expressa a sutileza e delicadeza cotidiana francesa que, ultimamente, está sendo pautada pela crise migratória e de segurança interna após os variados atentados terroristas. Com o bum humor adequado, "Samba" reflete essas situações relatando romanticamente as tramas que por ventura acometam aquele povo. As duas horas de duração fazem da narrativa mais complexa do que deveria ser, fato que, na realidade, é muito típico dos filmes franceses. Nesse aspecto, alguns problemas de roteiro se escancaram, prejudicando o toque de arte que emcima as boas produções. No fim, "Samba" não desmistifica a sétima arte, pelo contrário, nos encanta ao corroborar que, apesar de tudo, é possível fazer filme com leveza.
O filme é baseado no romance de Delphine Coulin ‘Samba pour la France’ – lançado no Brasil pela editora Paralela, da Companhia das Letras – e conta uma parte da história de Samba (Omar Sy), um imigrante do Senegal, que vive ilegalmente há 10 anos na França se mantendo às custas de subempregos, e Alice (Charlotte Gainsbourg), uma experiente executiva que sofre com o estresse da rotina pesada de trabalho. Enquanto ele tenta sua autorização para trabalhar, ela luta para colocar a saúde e a vida pessoal no eixo e, de licença para se tratar, trabalha como voluntária em uma ONG que ajuda refugiados e é aí que as duas histórias se cruzam. O coadjuvante Wilson (Tahar Rahim), imigrante que se passa por brasileiro por acreditar que assim ‘se dará melhor’, com boas sacadas e um lado cômico, além de nos render boas risadas, nos coloca para pensar sobre a imagem do brasileiro lá fora.
Filme que faz uma crítica (válida) ao sistema de imigração francês, mas ao mesmo tempo flerta com a mistura de culturas e experiências. Tenta abraçar o mundo com essa ideia, dá seus tropeços por causa disso, mas ainda mantém sua força dramática nos ombros da sempre competente atuação de Omar Sy (Intocáveis), que faz o papel de um trabalhador africano ilegalmente por 10 anos, e que mesmo assim é preso e condenado a sair do país (curioso a sentença não definir para onde, pois isso não importa para a justiça francesa).
Mais um vez fiquei feliz em ver mais filmes franceses em cartaz! Filme de drama leve com pitadas de comédia, "Samba" trata, assim como "Que Mal Eu Fiz A Deus" do drama do preconceito com o imigrante que tenta levar a vida na França. A atuação de Charlotte Gainsbourg ('Ninfomaníaca' e 'Anticristo' de Lars Von Trier) é sensacional, natural, encantadora. O filme é cheio de altos e baixos, nada tedioso e prende até o final. Adorei!
Este fllme tinha todos componentes para ser grande . Os atores, a música do Ludovico, o tema da imigração parisiense, entretanto o diretor não consegue prosperar. Talvez também tenha faltado um pouco de química entre o casal protagonista. Esperava bem mais.
Criou-se uma expectativa, talvez injusta, em função do sucesso anterior "Os Intocáveis", com os mesmos diretores e o mesmo ator principal, Omar Sy. Ele de novo brilha em cena, e neste caso, por si justifica ver o filme. Charlotte Gainsbourg, seu par romântico, esbanja charme e talento. Tem ótimos coadjuvantes. A trilha sonora é deliciosa. Enfim, vale a pena ver esta singela comédia romântica com toques de drama. A história: imigrante ilegal é detido, e assistente social tenta soltá-lo e legalizar sua documentação. Enquanto isso, se conhecem melhor etc.
O filme tem uma boa ideia, mas que não foi bem desenvolvida. Ele poderia se aprofundar mais no drama de Samba (o personagem principal) e falar de mais coisas ruins da sua vida. Com o drama pouco desenvolvido, os pontos altos do filme são o romance e as cenas de comédia, que não são as suas partes principais. Aliás, as de comédia com Tahar Rahim e Omar Sy são as melhores do filme inteiro. O resultado é um filme mediano.
Depois do sucesso do filme “Intocáveis”, uma tocante comédia dramática francesa que emocionou muitas pessoas mundo afora, seus criadores tentam mais uma vez emocionar o público com mais uma deliciosa comédia dramática que tem todos os ingredientes para um filme de sucesso: boa história, bom ritmo, boas piadas, personagens carismáticos e interessantes e uma leveza muito bem vinda. Para quem não sabe, o filme trata dos dramas dos imigrantes ilegais na França e sua busca por melhores condições de vida, tendo que se submeter a empregos que não requerem grandes qualificações para ganharem mixaria na busca de um futuro melhor. Para contrabalancear esse tema tão denso, há um romance entre Alice (Charlotte Gainbourg), uma mulher insegura e que sofre de problemas para dormir e estafa, com um senegalês (Omar Sy), que mesmo depois de viver 10 anos na França, não conseguiu ainda sua documentação para permanecer em Paris, sofrendo com o risco eminente de ter de voltar à sua terra natal. Pena que o final do filme desande a massa do bolo. Ao apostar num final melancólico e melodramático os diretores destoaram de todo o restante do filme, que mesmo tendo uma pegada dura em alguns momentos permeadas de maneira homeopática, até os minutos finais não havia tido um embate tão dramático e anti-clímax. Tudo bem. O filme tenta retratar momentos marcantes de personagem de fácil identificação, e assim é a vida: bons e maus momentos mesclados de maneira inconstante. Não quero dar spoilers aqui, mas enfim... O filme vale muito a conferida, principalmente pelo trabalho dos atores, que estão excelentes. Charlotte Gainsbourg parece finalmente ter se livrado das amarras trágicas de suas personagens dos últimos filmes de Lars Von Trier, e nos brinda com uma mulher depressiva, como é intitulada, porém com graça e encanto. Seu semblante menos sério, sorridente e com uma ingenuidade no olhar praticamente pueril de uma adolescente apaixonada, é bonito de se ver. E Omar Sy, como o protagonista Samba, mesmo repetindo seu jeitão brucutu de “Intocáveis”, transborda carisma e tem uma interpretação inspirada, desde os momentos mais leves e engraçados, como também nas cenas de maior tensão. Outro destaque vai para a pequena participação de Tahar Rahim, como um “brasileiro” conquistador, que traz excelentes momentos cômicos à tela. Ah, e a trilha sonora é excepcional, com algumas canções brasileiras de ícones como Gilberto Gil e Jorge Ben Jor. No mais, é um filme leve, divertido e que não fosse o final apático, poderia estar entre os filmes que mais me impressionaram positivamente este ano, pois não esperava muito por ele, e vi que trata-se de uma ótima obra, para se divertir e refletir.
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