Homens, Mulheres e Filhos
Média
4,1
560 notas

97 Críticas do usuário

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Ric Brandes
Ric Brandes

123 seguidores 102 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 3 de janeiro de 2015
Os problemas da tecnologia na vida das pessoas, conectadas pelo Facebook, redes sociais, blogs e afins, abordados de forma ousada e direta. Os imprevistos familiares; As crises sexuais dos casados; A superproteção dos pais; A bulimia e a super exposição online. Eis alguns dos temas presentes no drama Homens, Mulheres e Filhos.

Baseado no livro homônimo de Chad Kultgen e dirigido por Jason Reitman (Juno), o excelente filme (que foi um fracasso de bilheteria nos cinemas) traz um elenco de peso: Adam Sandler, em um papel fortemente dramático; Jennifer Gardner, como mãe superprotetora; Emma Thompson em um papel inusitado, como narradora; e Ansel Elgort, no papel de um viciado em jogos eletrônicos, em mais uma atuação de grande destaque em sua carreira.

Um filme com personagens densos, carregados de dramas e problemas íntimos, que se relacionam por meio da internet em um universo particular, inspirado pelo vídeo do youtube Pálido Ponto Azul, do cientista e astrônomo Carl Sagan.

E como a culpa sempre acaba sendo das estrelas, é da poeira delas que os personagens conectam seus dramas e histórias, cruzando seus relatos com telas e caixas de diálogo muito bem elaboradas em cena.
Um filme sobre tecnologia e modernidade, que foge do senso comum e trata temáticas atuais, capazes de prender a atenção dos espectadores nas várias histórias que se conectam. Então curta esta produção e compartilhe fortes emoções com Homens, Mulheres e Filhos.

Por Ricardo Brandes / Escritor
Fabio P.
Fabio P.

13 seguidores 8 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 16 de setembro de 2016
Pensar o humano, eis a tarefa mais árdua do homem! Questionar o comportamento da galerinha que povoa a Terra é coisa antiga, beira o surgimento dos Deuses. A filosofia oriunda de Apolo é incapaz de penetrar nos aglomerados de ações incoerentes dos bípedes, invoca-se então Dionísio, e para ela a tragédia e a comédia são oferecidas. Ambas educativas, uma no grau mais apurado, outra no populacho. Passamos a Idade Média com Dionísio bem lânguido, no entanto, antes de viramos modernos, ressuscita o teatro, a tragédia e a comédia como instrumentos para enxergarmos quem somos, como vivemos e o que escondemos.
Jason Reitman, com o “Homens, Mulheres e Filhos” 2014, bebe da mesma fonte da tragédia e da comédia. Com o enredo fragmentado em cinco principais núcleos, desenvolve conflitos relacionados ao comportamento do ser humano diante das novas tecnologias de informação. Pais e filhos são colocados em cena, como pano de fundo a tecnologia. A trama nos faze pensar: os conflitos são gerados por este cenário composto de telas, letras, algoritmos e conexão? Ou o homem há séculos (até mesmo milénios) já é doente, apenas utiliza-se hoje de novas ferramentas para externalizar o caráter frágil e altamente influenciável?
Narrado por Emma Thompson, vemos a mãe paranoica (Jennifer Garner) que persegue a filha, ao ponto de transgredir a barreira da privacidade; Adam Sandler sai das comédias e vive o drama de um pai que descobre o segredo do filho, pornografia, que logo se entrega a ela; a frustrada Donna Clint (Judy Greer) quer que a filha seja famosa, explora a beleza da loura na web; o belo Tim Mooney, promissor jogador de futebol, desiste e se isola nos jogos online. Outros conflitos são abordados, desde de bulling, anorexia, primeira transa, gravidez e romances frustrados, é só escolher o que mais se identifica.
Cabe também reflexões quanto ao respeito das individualidades. A mãe opressiva persegue a filha e anula os sonhos, é evidente o descompromisso com a autonomia da filha. Outra mãe, com sonhos frustrados, promove na filha que sonha ser modelo, um comportamento vulgar e insinuante, destruindo os sonhos dela.
Vale a pena assistir, ao desenrolar às cenas, pode-se montar um laboratório e pensar o humano, pensar o homem, doente desde antigamente, mistura-se as novas tecnologias para se curar, no entanto, se perde ainda mais. Vale a tragédia, vale a comédia, vale a tentativa de jogar e julgar na tela (smart fone, tablete, PC e cinema) o que escondemos. Vale a reflexão sobre a prática de tornar a nossa juventude, tão alheia e submissa à tecnologia, atuantes e protagonistas.
Ana Clara M.
Ana Clara M.

10 seguidores 7 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 13 de janeiro de 2015
Um filme emocionante, que mostra como nos dias de hoje a internet interfere em tudo nas nossas vidas. É um filme lento, mas não é o tipo de filme lento que eu assisto e estou louca pra acabar, pelo contrário, meu interesse aumentava cada vez mais nesse filme. Gostei bastante porque principalmente, mostra histórias que são muito comuns. A adolescência, o vicio na internet, em querer que toda sua vida esteja lá, os problemas, a falta de comunicação entre os pais e os filhos, é tudo muito bem abordado nesse filme, que me arrancou algumas lágrimas. Vale a pena!
Isis Lourenço
Isis Lourenço

7.622 seguidores 772 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 13 de março de 2016
Filme forte,chocante serve de alerta para o que estamos vivendo hoje,questionar nossas prioridades e dar mais valor ao mundo real(nossa família).
Anderson A
Anderson A

28 seguidores 87 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 22 de setembro de 2015
Filme indicadíssimo para a família, "responsáveis", demonstra através de fatos e situações separadas o quanto as redes sociais, os sites, enfim a internet, possuem um leque maravilhoso do perigo e o futuro lado a lado. É mais um "send" do tipo "open your eyes" mesmo aqueles que se acham expert no assunto, devem assistir, pois se acham que estão fazendo o certo, talvez não. ÓTIMO!
Carlos Eduardo P.
Carlos Eduardo P.

36 seguidores 15 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 31 de janeiro de 2015
Gostei bastante. Envolve várias situações entre pessoas e seus hábitos com as redes sociais e internet.
Robert M.
Robert M.

36 seguidores 31 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 17 de janeiro de 2015
O filme mostra várias pessoas se conectando literalmente, e mostrando as consequências dos seus atos. Muito bom e a narrativa do filme fica por conta de Emma Thompson.
Maria Arquiteta
Maria Arquiteta

12 seguidores 14 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 23 de março de 2015
Abordagem interessante .. Atual, apavorante...vale muito a pena ver.
Ravi Oliveira
Ravi Oliveira

24 seguidores 509 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 10 de dezembro de 2024
Sinopse:
Adultos e adolescentes tentam reorganizar seus relacionamentos, transformados pela internet. Don e seu filho Chris, de 15 anos, a usam para obter informação, pornografia e consultar as redes sociais. O garoto também mantém conversa sobre sexo com a colega Hannah, uma aspirante a atriz, cuja mãe publica suas fotos em um site para modelos. Em contrapartida, Patrícia, uma mãe superprotetora, faz de tudo para proteger sua filha da era digital.

Crítica:
"Homens, Mulheres e Filhos", dirigido por Jason Reitman, é uma tentativa ambiciosa de explorar a complexidade das relações contemporâneas impactadas pela tecnologia. No entanto, o filme acaba por se perder em seus próprios dilemas, resultando em uma narrativa superficial e, por vezes, clichê.

A obra apresenta uma série de personagens cuja profundidade emocional é frustrantemente rasa, tornando difícil para o público se conectar genuinamente com suas experiências. Don e seu filho Chris se tornam arquétipos da difícil relação pai-filho na era digital, mas suas histórias não vão além de um tratamento didático sobre a educação sexual e o uso de redes sociais. O personagem de Chris, por exemplo, parece mais uma representação estereotipada de um adolescente desinformado do que um jovem tridimensional enfrentando a confusão da adolescência.

Além disso, o filme tenta abarcar uma gama muito ampla de temas — desde a superproteção materna até a exploração de jovens na internet — mas acaba não se aprofundando de maneira adequada em nenhum deles. A mãe Patrícia é reduzida a uma caricatura de protetora excessiva, enquanto Hannah, a aspirante a atriz, aparece como um mero objeto de desejo e curiosidade, sem um desenvolvimento significativo. Essa abordagem resulta em personagens que não evoluem e cujas ações muitas vezes parecem motivadas por conveniência narrativa ao invés de uma verdadeira evolução emocional.

Visualmente, o filme é bem-executado, com a direção e a fotografia de Reitman mantendo um nível de qualidade. No entanto, a forma como a tecnologia é retratada parece mais como um truque narrativo do que uma reflexão genuína sobre suas implicações sociais e pessoais. As interações digitais entre os personagens, em vez de formarem um diálogo relevante, simplesmente repetem clichês sobre desconexão e alienação.

Por fim, "Homens, Mulheres e Filhos" carece de profundidade e nuance, sendo uma obra que, apesar de suas boas intenções, não consegue transmitir uma mensagem poderosa ou uma crítica significativa sobre as dinâmicas familiares e sociais na era digital. Em vez de instigar reflexão, o filme acaba por ser uma representação vazia e previsível da condição humana no século XXI.
Peter B.
Peter B.

87 seguidores 127 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 10 de maio de 2015
O filme é muito bom , o reflexo perfeito de muitas realidades por ai ! Os efeitos quando os personagem ficam conversando entre si através da internet é perfeito , ficou sensacional.
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