Excepcional principalmente pela simplicidade total do filme, da riqueza de detalhes da produção e do roteiro que lembra os melhores e premiados filmes de Woody Allen.
Julia Louis é a melhor comediante da atualidade, e o Gandolfini um dos mais brilhantes de todos os tempos... a Toni é uma excelente atriz tbm, esse filme pode n ter um roteiro forte, mas com este elenco dá gosto de assistir!
Nicole Holofecener tem uma sensibilidade muito apurada que se revela em seus filmes. Com realismo sarcástico vai colocando na tela as cenas do cotidiano despidas de fantasias e preconceitos. A vida como ela é, o ser humano com toda a sua complexa forma de ser e que vai em frente, mesmo sem saber exatamente para onde, tentando acertar, cometendo erros, para depois buscar correções. No recente filme dela: A procura do amor, ela mostra as desventuras de homens e mulheres que se casam sem que tivessem objetivos mais sérios para compartilhar, enveredando para o divórcio após a experiência de casamento que não deu certo, pois com o passar do anos percebiam que pouco tinham em comum. É o caso de Eva e Alberto (Julia Dreifus e James Gandolfini), que têm um encontro casual numa festa. Seria mesmo acaso? O cenário é o nosso mundo nesta fase de turbulências e desencontros, com vida superficial e de aparências, e que as novas gerações não aceitam mais, indo logo para os finalmente no trabalho, na atividade sexual, na vida em geral. À medida que os anos vão passando, sentimos intuitivamente, de forma acentuada, a necessidade da boa convivência. No entanto, sempre temos de enfrentar a atrapalhação dos preconceitos exacerbados pelo raciocínio incapaz de olhar a vida de forma simples e natural. Com olhar perscrutador as pessoas ficam examinando aquele ou aquela que os fios do destino puseram em seu caminho, procurando defeitos, julgando-se superiores. Foi o caso de Eva, influenciada pelas formas de sentimentos negativos de Marianne sobre o ex-marido. Se Albert não era adequado para Marianne, também não o seria para ela. No entanto, ela havia gostado de Albert, sentindo certa afinidade pelo jeitão desengonçado dele, mas de repente tudo desmorona. Dor e sofrimento para o casal. Como uma situação de ruptura como essa poderia ser restabelecida? É isso o que Nicole quer nos mostrar em meio a uma forma de viver insípida e monótona pela falta de objetivo maior a não ser trabalhar, manter relações sexuais, e criar os filhos para a mesma forma de viver. Então é o caso de perguntarmos: é só para isso que vivemos, ou a vida tem um significado oculto ainda desconhecido por nós?
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