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Rodrigo Gomes
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969 críticas
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5,0
Enviada em 21 de fevereiro de 2016
Um roteiro triste, mas inspirador que nos mostra apenas um trecho da luta feminina por igualdade, o quanto sofreram, lutaram e abriram mão em busca do seu ideal. Chocante e decepcionante ver que o ser humano só consegue ser ouvido através de guerra. Civilização? Estamos longe disso. Um grande elenco, fazendo jus a uma grande batalha que mudou o mundo. Inacreditável ainda hoje, sociedades que não reconhecem igualmente a mulher.
Uma história absurdamente real, num filme dirigido por Sarah Gavron com roteiro de Abi Morgan, que mostra um pouco dessa luta contextualizada na Inglaterra, no começo do século XX, alguns anos antes da primeira Guerra Mundial. Mesmo essencialmente de classe alta, com mulheres educadas próximas à política e indignadas por não poderem fazer parte dela, um dos pilares mais importantes do movimento eram as mulheres de classe baixa, que trabalhavam em fábricas, em muitos casos mais que os homens, e não recebiam nem perto dos salários masculinos. Com base nisso considerei um dos pontos mais fortes do roteiro: a aposta em uma protagonista e coadjuvantes justamente da classe trabalhadora, mulheres que realmente sofriam com as extensas horas de trabalho, o salário baixo e os abusos cometidos com suas colegas por um patrão abusivo e machista. Acho que seria uma escolha simples e óbvia tratar apenas das conhecidas Emmeline Pankhurst (Meryl Streep), uma mulher de classe alta que tinha meios de se esconder para não sofrer maiores retaliações e que inflamava as mulheres do movimento e mantinha a ‘chama da luta acesa’, e Emily W. Davison, mártir do sufragismo, como ficou conhecida.
Excelente filme para refletirmos acerca da importância da luta por participação na gestão pública, na luta por uma democracia participativa e na luta por igualdades de direitos. Somente com luta e mobilização social conseguiremos alterar as estruturas do Estado e alcançarmos um mínimo de justiça e equidade.
Coloca de maneira bem realista o esforço e a perseverança das mulheres do século passado. Histórias retratadas que, infelizmente, ainda são vividas em muito lugares.
Lindo e triste. Um recorte sobre o lado sombrio, egoísta e hipócrita de nossa sociedade, ao mesmo tempo que mostra a determinação em lutar por causas nobres.
Espero que as pessoas vejam esse filme lembrando que as sufragistas eram contra o aborto, algo muito diferente da parte mais conhecida do feminismo atual...
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