As Sufragistas
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4,1
407 notas

22 Críticas do usuário

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Eduardo Santos
Eduardo Santos

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3,0
Enviada em 1 de fevereiro de 2016
Maud Watts (Carey Mulligan) é uma jovem, casada com Simon (Bem Whishaw) e mãe de um menino adorável. Até aí tudo bem, só que nada são flores em sua vida. Trabalha numa lavanderia com o esposo praticamente como uma escrava, sendo assediada pelo patrão como se isso fosse uma coisa natural. Ganha menos que os homens trabalhando por mais horas, além de cuidar das tarefas de casa e ser mãe. De repente, como que por acaso, ela se depara com mulheres que buscam por mudanças em prol de seus direitos, principalmente no que concerne ao direito de votar, para que assim consigam efetivamente mudar as leis que os homens criaram para controlar uma absurda e machista soberania que na época reinava, e que ainda, infelizmente, traz resquícios fortes nos dias de hoje. O machismo é uma das piores pragas causadas pela sociedade, assim como qualquer outro tipo de discriminação que vemos ainda nos dias atuais, como o racismo, homofobia, intolerância religiosa, e afins. A busca pela liberdade de expressão dessas mulheres que lutam pela igualdade social foi não somente sofrida, mas diria até mesmo sobre-humana. Ver todas as barbaridades sofridas por mulheres pelo simples fato de elas serem o que são é tão estarrecedor, que causa essa repulsa e indignação que são pertinentes a várias passagens do filme, e olha que eu acho que a realidade foi amplamente mais dura do que todas as tragédias que foram mostradas nessa obra. As Sufragistas mostra a luta dessas mulheres, mas infelizmente dói dizer que ainda vivemos numa sociedade longe do ideal, embora percebamos inúmeros avanços. Trata-se de um filme obrigatório pela importância histórica dos fatos nele tratados, mas apesar de ter gostado muito do filme, a diretora Sarah Gavron nos brinda com uma narrativa bastante burocrática e convencional. O elenco é excepcional! Carey Mulligan faz a protagonista com uma força incrível. Helena Boham Carter também faz bonito, como de costume, num papel de bastante relevância. Meryl Streep aparece muito pouco, mas claro, deixa sua marca. Já em relação aos homens, Brendan Gleeson e Ben Whishaw também têm ótimas interpretações. Só que assim... o filme é interessantíssimo, e vai criando um clima de tensão crescente, mas também poderia ter arriscado mais na narrativa. Por ser uma história tão poderosa, impactante e necessária, poderia também ter sido uma obra mais incisiva e visceral. Apesar de carregar vários momentos tensos e de extrema emoção pela magnitude do tema, ainda me pareceu bastante tolhido. Um filme que deve ser visto por todos, mas que talvez se tivesse tido um pouquinho mais de foco no movimento sufragista, e não tanto nos dramas pessoais de somente uma das mulheres, poderia ser ainda melhor e mais abrangente.
Nelio M.
Nelio M.

22 seguidores 82 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 3 de fevereiro de 2016
É um filme bom, e só. Não há dúvida nenhuma que o movimento das sufragistas foi um dos mais importantes movimentos sociais do século XX. Por isso, deve ser representado de uma forma que a história alcance um maior número de pessoas. No entanto, acho que esse filme falha um pouco nisso, principalmente por se focar muito numa personagem central, e confundir, mais tarde, qual era o foco do filme (o movimento em si ou a ascensão de Maud como uma importante sufragista? Mas e as relações pessoais da personagem que foram construídas durante o filme? Foram esquecidas?), deixando o final muito inconclusivo. Foi bem difícil encontrar algum reconhecimento emocional com os personagens, exceto na cena da separação entre a Maud e seu filho, que é realmente bem emocionante. As personagens não me pareceram tão bem construídas, sendo a protagonista a única que tira um pouco de comoção. Achei até mesmo a participação da Meryl Streep um pouco decepcionante, e a sombra de sua personagem é menos notada do que deveria ser, já que ela era a líder por trás disso. O personagem do Brendan Gleeson também é interessante, mas poderia ser melhor explorado. Uma coisa que achei positiva no filme foi o certo questionamento das ações das sufragistas. É claro que todos que têm bom senso acham a luta delas justa e ficam felizes com a vitória. No entanto, é interessante botar em pauta o limite das ações de um protesto, como é feito, no filme, em relação à explosão da casa do ministro. Abre portas para discussões, apesar desse fato ter sido ignorado no resto do filme.
P.S..: NÃO ESCOLHAM O FILME POR CAUSA DA MERYL STREEP. ELA APARECE EM UMA ÚNICA CENA DE 5 A 10 MINUTOS!
spoiler: Frases que marcaram o filme: "Quebramos janelas. Queimamos coisas. Porque guerra é a única língua que o homem entende." "Prefiro ser uma rebelde do que uma escrava!" "Que depredem as janelas do governo, não o corpo das mulheres."
Kamila A.
Kamila A.

7.940 seguidores 816 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 25 de março de 2018
O filme As Sufragistas, dirigido por Sarah Gavron, acompanha um momento muito importante da história, quando, na década de 10, em Londres, o movimento sufragista estava em plena luta para que as mulheres inglesas tivessem direito ao voto. O roteiro escrito por Abi Morgan enfoca, particularmente, a batalha de mulheres trabalhadoras – Violet Miller (Anne-Marie Duff), Maud Watts (Carey Mulligan), Alice Haughton (Romola Garai) e Edith Ellyn (Helena Bonham Carter –, que, sob a influência da líder Emmeline Pankhurst (Meryl Streep, numa participação especial), começam um movimento de métodos incomuns na capital inglesa, enfrentando não só os limites de uma sociedade que cerceava e oprimia as mulheres, como também homens incompreensivos e que não entendiam a importância que a causa tinha para as mulheres.

Baseado numa história real, As Sufragistas é um relato que se faz necessário para nos lembrar daquelas que abriram caminho para que as mulheres fossem, aos poucos, conquistando e ampliando seu lugar na sociedade. Apoiado em ótimas performances do seu elenco feminino, encontra sua força na doçura e na fragilidade que emana de sua protagonista: a excelente Carey Mulligan.
Benedicto Ismael C. Dutra
Benedicto Ismael C. Dutra

92 seguidores 145 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 6 de janeiro de 2016
Apesar da forma brutal como no filme as mulheres eram tratadas, a realidade deve ter sido mais brutal ainda, pois não haviam direitos, e a grande miséria as deixava em condição submissa para serem abusadas pelos feitores que controlavam as trabalhadoras. Finalmente apos lutas ferrenhas as mulheres conseguiram a conquista do voto, mas a vida não mudou muito, as pessoas continuam sendo tratadas como se nada valessem. Como mães as mulheres têm gerado seres humanos de baixa qualidade, e péssimos políticos que azucrinam a vida das populações em vez de cumprirem o seu dever de zelarem pelo progresso humano, pelo respeito e consideração que todo ser humano sincero e que se movimenta são merecedores. O mundo precisa de uma nova revolução das mulheres em defesa da ética, da moral e da espiritualidade para a construção de um mundo digno, com paz e progresso.
Marco G.
Marco G.

540 seguidores 244 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 31 de janeiro de 2016
Mesmo após a revolução industrial, mulheres eram exploradas e mal tratadas na Inglaterra. No ano de 1910 elas não tinham direito nem mesmo a guarda de seus filhos. Somente após protestos violentos com mortes, elas começam a chamar atenção e conseguir seus direitos. O cenário do filme é incrível em sua fidelidade, vale sim o espetáculo.
Alan David
Alan David

17.183 seguidores 685 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 11 de janeiro de 2016
Bem ambientado, mas produção muito escura e ao desenrolar da trama você percebe que o filme esta focado nos personagens errados.
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