Um filme envolvente, entre o registro histórico e drama, mostra a luta por direito ao voto e instiga o desejo de mudança.O longa faz um recorte de uma das campanhas do movimento sufragista, encampado por mulheres da Inglaterra e dos Estados Unidos para garantir o sufrágio (direito ao voto em eleições políticas). Cansadas de protestar pacificamente e ouvir não dos homens que lideram o país, as mulheres partem para a desobediência civil, sendo brutalmente reprimidas pela polícia. Ainda que fique no meio termo entre o documentário e o drama, As Sufragistas acerta em cheio ao instigar, acima de tudo, o incômodo no telespectador em frente à injustiça contra as mulheres e ao mostrar que, apesar de todas as conquistas, que a luta ainda continua. Grandes atuações e destaque para Carey Mulligan e Helena Bonham Carter. Meryl Streep faz uma participação rápida e simbólica de muita importância para o filme.
Desde a primeira cena o diretor mostra ao que veio e constrói todo a tenção para esse drama crescente e constante. Com uma fotografia escura, com bastante contraste das luzes quentes e uma imagem quase lavada dos outros ambientes é um filme naturalmente sobre a oposição Não se optou por contar somente a história do sufrágio, mas todo arco dramático de uma personagem que é uma pessoa no início da trama, mas irreconhecível no final. Um filme que abusa do sentimentalismo, da trilha sonora brilhante e da própria ausência de som para te fazer sentir incômodo e nojo com tudo que as personagens vivem Um filme brilhante que mesmo se valendo de ditos clichês transporta é parente a atenção do espectador durante a trama. Mostrando a jornada do herói na principal e am passam por outras dúzias de mulheres igualmente complexas mas infelizmente não aprofundadas Um ótimo filme para se ver a dois ou sozinho e se emocionar
Uma história absurdamente real, num filme dirigido por Sarah Gavron com roteiro de Abi Morgan, que mostra um pouco dessa luta contextualizada na Inglaterra, no começo do século XX, alguns anos antes da primeira Guerra Mundial. Mesmo essencialmente de classe alta, com mulheres educadas próximas à política e indignadas por não poderem fazer parte dela, um dos pilares mais importantes do movimento eram as mulheres de classe baixa, que trabalhavam em fábricas, em muitos casos mais que os homens, e não recebiam nem perto dos salários masculinos. Com base nisso considerei um dos pontos mais fortes do roteiro: a aposta em uma protagonista e coadjuvantes justamente da classe trabalhadora, mulheres que realmente sofriam com as extensas horas de trabalho, o salário baixo e os abusos cometidos com suas colegas por um patrão abusivo e machista. Acho que seria uma escolha simples e óbvia tratar apenas das conhecidas Emmeline Pankhurst (Meryl Streep), uma mulher de classe alta que tinha meios de se esconder para não sofrer maiores retaliações e que inflamava as mulheres do movimento e mantinha a ‘chama da luta acesa’, e Emily W. Davison, mártir do sufragismo, como ficou conhecida.
Excelente filme para refletirmos acerca da importância da luta por participação na gestão pública, na luta por uma democracia participativa e na luta por igualdades de direitos. Somente com luta e mobilização social conseguiremos alterar as estruturas do Estado e alcançarmos um mínimo de justiça e equidade.
Coloca de maneira bem realista o esforço e a perseverança das mulheres do século passado. Histórias retratadas que, infelizmente, ainda são vividas em muito lugares.
Lindo e triste. Um recorte sobre o lado sombrio, egoísta e hipócrita de nossa sociedade, ao mesmo tempo que mostra a determinação em lutar por causas nobres.
Espero que as pessoas vejam esse filme lembrando que as sufragistas eram contra o aborto, algo muito diferente da parte mais conhecida do feminismo atual...
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