Não Pare na Pista - A Melhor História de Paulo Coelho: Críticas
Não Pare na Pista - A Melhor História de Paulo Coelho
Média
3,5
109 notas
15 Críticas do usuário
5
3 críticas
4
4 críticas
3
4 críticas
2
2 críticas
1
2 críticas
0
0 crítica
Organizar por
Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
Kamila A.
7.940 seguidores
816 críticas
Seguir usuário
3,5
Enviada em 1 de setembro de 2014
O título de “Não Pare na Pista: A Melhor História de Paulo Coelho”, filme dirigido por Daniel Augusto, faz referência a uma canção de autoria de Paulo Coelho e Raul Seixas, que fala sobre um homem considerado um louco pirado que nunca para, que não se acostuma e que tem o desejo de seguir em frente em busca de aventuras diferentes sem qualquer tipo de medo ou receio que o prenda de realizar aquilo que ele deseja.
Após assistirmos aos 112 minutos desse filme, que enfoca a juventude, a idade adulta e a maturidade que só uma vida tranquila nos traz do escritor Paulo Coelho (interpretado por Ravel Andrade e Júlio Andrade); temos a sensação de que a canção é muito fiel ao Paulo que encontramos, nos anos 60 e 70, quando ele, ao enveredar no caminho do teatro e no do movimento hippie, e conheceu Raul Seixas (Lucci Ferreira), teve a certeza de sua vocação.
“Não Pare na Pista: A Melhor História de Paulo Coelho” é uma cinebiografia que segue a linha de “Piaf: Um Hino ao Amor”, na medida em que mostra, por meio de uma linha temporal em que o passado, o presente e o futuro ocorrem de forma contínua e, ao mesmo tempo, misturada e vibrante na forma como é captada pelo diretor Daniel Augusto; os momentos mais marcantes da vida daquele que, atualmente, é o autor vivo com obras mais traduzidas em diversas línguas, desde William Shakespeare.
O roteiro escrito por Carolina Kotscho mostra um Paulo Coelho sensível e diferente, que sofreu os traumas de uma educação severa, com pais (Enrique Diaz e Fabiula Nascimento) que lhe internaram várias vezes em clínicas psiquiátricas por não saberem lidar com o seu filho; que teve uma relação bastante experimental e aberta com temas considerados tabus como sexualidade, religião e drogas e que perpassou por vários campos artísticos até viver a experiência que iria modificá-lo por completo e que iria definir a sua vida como o escritor de sucesso que ele hoje é: a travessia do Caminho de Santiago de Compostela, que inspirou o livro “O Diário de um Mago”, na década de 80.
Filme que marca a estreia de Daniel Augusto como diretor de um longa-metragem de ficção (mesmo que baseado em fatos reais), “Não Pare na Pista: A Melhor História de Paulo Coelho” confirma o nome de Júlio Andrade como um dos melhores atores brasileiros da atualidade e um quase especialista em personagens reais. Incrível o poder dele de transformação, de entrar na pele daqueles a quem ele interpreta. Por meio dele, vemos uma figura enigmática e conhecida como Paulo Coelho como alguém que sempre trilhou um caminho de sensibilidade diante das questões principais que nos movem no mundo em que vivemos. Foi a sua disposição em traduzir aquilo que é diferente que o transformou no homem bem-sucedido que ele é hoje. Paulo Coelho é a prova viva de que “quando você quer alguma coisa, todo o Universo conspira para que você realize seu desejo” – frase retirada de “O Alquimista”, o livro brasileiro mais vendido de todos os tempos e um verdadeiro fenômeno literário, obra máxima de Coelho.
É, o que dizer de um filme autobiográfico de um escritor que sou fã e também fã de um cantor carismático que sequer foi esquecido ao longo de 30 e 40 anos e também nos dias de hoje..."Não pare na pista - A melhor história de Paulo Coelho" traz uma sonoridade excelente e muito peculiar, tem uma fotografia esplendorosa que repercute uma época em imagens sensacionais e com certeza uma história fantástica para contar, das várias que o escritor certamente tem.Só que as coisas contadas na prática não funcionam como deveriam. No filme tudo acontece muito rápido e desenvolve pouco, deixa o expectador confuso nos acontecimentos, se pensarmos de uma forma mais linear, a história acontece nos anos 60, 70 , 80 e nos dias atuais. Então, vamos por partes. Anos 60 a introdução a vida de Paulo Coelho ainda jovem e o conflito de cultura entre pai e filho ponto alto do filme e ponto. Anos 70 destaque para atuação do ator baiano Lucci Ferreira que da vida a Raul Seixas com voz muito parecida com o maluco beleza original de forma limpa e atuação do talentoso Julio Andrade que carrega de forma inteligente o sotaque carioca de Paulo Coelho os dois em cena trazem cenas marcantes uma pena que foram pouco exploradas no filme, deixando a desejar neste quesito. Traz a tona lembranças da parceira histórica e algumas coisas que contribuíram para o termino da parceria. E também deixou a amizade estremecida. O filme derrapa na pista ao alternar o anos 80 e 60 incansavelmente e confundindo a cabeça do telespectador, principalmente se essa pessoa não é um fã de carteirinha que conhece as obras de paulo coelho, como nada é detalhado dificulta a velocidade de acontecimentos. Nos dias atuais, ano de 2013. Paulo Coelho já maduro no filme tem uma caracterização primorosa, porém, desnecessária. Infelizmente em um filme que tem como objetivo mostrar a carreira e trajetória de Paulo antes da fama da uma pincelada na história Raul Seixas, maquiagem e o excesso de mascaras para modificar o rosto do ator Julio Andrade acabam dificultando o trabalho sensacional que ele fez até ali. Seria mais fácil colocar o próprio escritor mais reproduzido que Shakespeare em vida para atuar como ele mesmo...Coisas que aconteceram ao longo da trajetória como a ordem do R.A.M o lance de magia e as festas loucuras de Paulo Coelho não são exploradas como deveriam e passam de forma bem superficiais, trazer uma atriz espanhola foi uma ideia boa para o marketing do filme fora do pais, para viver a primeira esposa de Paulo, mas "Não pare na pista" A quem ame e quem odeie, vai frustar os fãs mais radicais e deixou a desejar uma em história que poderia ser mais explorada, afinal Paulo Coelho já contou muita história em seus livros...Uma ideia legal e mal aproveitada. Por que vale a pena? Por que é Raul Seixas meu velho,por que é Paulo Coelho meu velho...E no Brasil acho que será impossível alguém alcançar os números e o feito que esses dois fizeram até aqui.
Professores de literatura já podem se desesperar. A cinebiografia do polêmico escritor Paulo Coelho acaba de ser lançada em várias salas de cinema do país e o seu Machado de Assis ou o seu Guimarães Rosa ficam a ver navios.
Mandou beijos pro Machado
Claro que eu não estou denegrindo a imagem de nenhum dos autores clássicos. Afinal, quem sou eu? Mas o fato é que essa invejinha que muita gente tem contra o Paulo Coelho me fez ver esse filme com mais ímpeto para descobrir, finalmente, o que este pobre homem fez de tão ruim à humanidade para ser tão odiado. Então, vamos lá.
Vamos por partes
Não Pare na Pista 2Não Pare na Pista divide a história de Coelho em 3 partes e com 2 atores. Ravel Andrade vive o Paulo Coelho adolescente que tem dificuldade para lidar com seu pai Pedro (Enrique Díaz), é internado diversas vezes em clínicas psiquiátricas e começa a descobrir sua veia artística ao identificar-se com a carreira de escritor. Julio Andrade vive o Paulo Coelho na vida adulta em dois momentos, primeiramente a partir dos anos 80 na sua versão bicho-grilo que compôs várias músicas com Raul Seixas e que, além disso, se mostrou um pegador nato; e em segundo a sua velhice, como o conhecemos hoje, como escritor, mas que procura, de alguma forma, ainda manter a sua rebeldia adolescente.
Como diretor, o estreante Daniel Augusto, vai encadeando a história a partir de diversos momentos da vida de Coelho. É um vai-e-vem constante entre as três fases, desfazendo aquele tipo de trama linear que tem início, meio e fim e que torna o filme muito interessante, por sinal. Li muitas críticas por aí dizendo que o enredo não ficou bem amarrado e que muitas cenas foram jogadas sem muita exploração. Eu discordo.
RecalqueNão Pare na Pista 3
Não Pare Na Pista não é nenhum filme da vida. É apenas uma forma bacana de se conhecer sobre uma figura pública da qual eu desconhecia e por desconhecer fui para o cinema não esperando absolutamente nada. Queria apenas descobrir porque Paulo Coelho é tão odiado. O que encontrei foi uma história de vida bacana e que merece ser contada. Assim como muitos artistas por aí que foram considerados malucos pela escolha de viver de arte, com Coelho o processo foi o mesmo e da mesma forma, muitas portas se fecharam contra ele, até que Raul Seixas surgisse na sua vida para alavancar a carreira. E olha que de co-compositor até escritor de livros best-seller o percurso foi longo. Paulo Coelho não foi na Banheira do Gugu pegar uns sabonetes e emplacou. Não! Demorou bastante, assim como boa parte de bons artistas.
O foco do filme, portanto, é como Coelho conseguiu seu estrelato, todos os caminhos que percorreu até alcança-lo. De pano de fundo nós temos todo o seu ímpeto em enfrentar as negativas, uma época interessante do cenário da cultura brasileira e músicas maravilhosas. E foi bacana conhecer isso.
O filme mostra a trajetória difícil deste escritor brasileiro pouco reconhecido em seu país.A relação de Paulo com as palavras é bem difícil,transformar sentimento em palavras pode ser bem torturante,acho que é isso que o filme deixa transparecer e com Paulo não foi diferente,época de repressão,sentimentos incompreendidos até mesmo pelo protagonista,tentam decodificar o escrever do literário. A simbologia tão presente em suas obras recheiam o filme talvez para tentar explicar o que Paulo tem de diferente em sua literatura,o escritor tenta dar um sentido àquilo que vive,criando e a arte que nasce daí pode não estar em harmonia com o pensar dos leitores,principalmente,brasileiros.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade