Decepcionante... Esperava um filmaço, mas esse filme é como um SONÍFERO. Devia ser chamado O Ano Menos Violento, afinal de contas são pouquíssimas cenas de ação. =/
Espera mais pelo título e por alguns atores do elenco. Mas a trama do filme se mostrou arrastada, com falas rasas e um roteiro frio e confuso. Além de tudo o figurino de época teve algumas falhas gritantes.
Meu maior medo era que esse filme fosse por caminhos parecidos de tantos outros sucessos do gênero.Acabou sendo uma grande surpresa,mesmo trazendo ambientação,fotografia e elementos de um verdadeiro filme de máfia.A violência é disfarçada pelos ótimos diálogos e atuações de um elenco primoroso.
Famoso filme "vai que cola". Orçamento barato, diretor médio, atores médios e uma fotografia instigante. Bem! Os anos 80, fora os carros, não parecem anos 80. O roteiro introduz vários elementos pouco desenvolvidos é esquece-os depois, não há como entender a motivação de nenhum personagem aqui e a única ideia temática é: vamos lembrar do imperialismo categórico de Kant, tome uma atitude universal, ou siga o caminho mais correto. O filme parece uma música de uma nota só, o diretor faz uns bonitos enquadramentos sempre distantes que não se conectam ao sentimento da história, uma aula de como não usar a distância entre câmera e ator, além de não valorizar as próprias atuações no momentos dramáticos. O filme tenta emular uma estetica imponente aqui, mas todos os envolvidos parecem estar sem real vontade. Enfim, um filme genérico e repetitivo com roupas chiques.
O filme começa com um erro de continuidade flagrante no pedágio, mas isso não atrapalha em nada a tônica de tensão que o filme assume desde o começo.
Com uma fotografia em tons de amarelo escuro, pouca trilha sonora, e diálogos sempre pontuais como Abel lida com seus problemas, O Ano Mais Violento é um filme de gângsteres que foge da narrativa convencional e romantizada que o gênero costuma ter.
Com um roteiro muito mais dramático do que policial, o filme como um todo é a leitura e visão de Abel de sua vida, relacionamentos e ambições. Os coadjuvantes apesar de interessantes, como atores e personagens, são literalmente acessórios, valiosos, para o protagonista, um empresário totalmente disposto a fazer a coisa certa.
Enfim, o filme é capaz de prender sua atenção por 120 minutos, mesmo com um roteiro que deixa escapar soluções já lógicas e viáveis em 1981, como serviços de escolta particular e P.I.s.
Não adianta esperar uma violência com policiais atirando contra bandidos, em pleno 1981 no meio da cidade de Nova Iorque, espere uma dificuldade original de um imigrante tentando prosperar em uma época difícil de se fazer negócios, sua corrida para conseguir 1 milhão de dólares, e alguns vagabundos aproveitadores lhe enchendo o saco. Com um ar de 'Poderoso Chefão', mas sem os ventrículos e assassinatos a sangue frio, o filme traz uma batalha internamente ética de um "homem de negócios politicamente correto", que em um péssimo momento, tenta não se inclinar para a resposta mais logica para seus problemas, que se resume a uma palavra, 'gangster'. Sem enrolações, sem voltas, o filme e direto, englobando o drama conjugal, complexidades sociais e um pouco de burocracia. O Ano Mais Violento faz jus ao titulo.
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