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Carlos P.
266 seguidores
431 críticas
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4,5
Enviada em 21 de julho de 2020
O filme é uma sátira ao comportamento humano. Mostrando as atitudes das pessoas em situações extremas, contadas em 6 histórias diferentes. É agoniante, é exagerado, é brilhante. Talvez o melhor filme de Ricardo Darin.
As diversas histórias indicam como o ser humano pode ser intolerante, mesquinho e violento diante dos motivos mais fugazes. A narrativa mistura cenas violentas e humor, tornando-a tragicômica.
Ótimo filme! roteiro esplendido, bem desenvolvido, claro e solido, atuações ótimas, principalmente de Ricardo Darin, histórias diferentes com um mesmo objetivo, entreter e conseguiram com perfeição, um filme que merece um lugar especial em minha coleção!!
Muito BOM! Histórias independentes, mas muito bem executadas, passando desde aonde vai a sua paciência até o momento lindo do casamento, será? Bela surpresa com um elenco enxuto e quando você se toca acabou o filme, demais!
O diretor argentino Damián Szifron consegue realizar uma obra de arte com histórias simples que podem acontecer em nosso cotidiano e ao mesmo tempo consegue evocar um humor negro em que conseguimos rir de situações que não tem nada de engraçado. Ele é o diretor, roteirista e montador desse filme que mostra o ser humano desfilando seu lado selvagem, e assim mostrando que por vezes encaramos o irracional como racional e vice versa. Isso ainda recheado de cenas muito bem elaboradas, de críticas sobre corrupção, com planos bem pensados e atores que atuam de forma no mínimo consistente, ele consegue esmiuçar o ser humano no tênue conflito entre ser uma pessoa civilizada ou selvagem. O filme se divide em seis episódios com uma situação diferente em cada um. Primeiro episódio é Pasternak em que uma mulher irá pegar um voo e por coincidência começa a conversar com uma pessoa que conhece uma pessoa em comum a eles. O segundo episódio é As Ratazanas que coloca frente a frente um homem mafioso e uma mulher que no passado sua família sofreu devido a este homem. O terceiro episódio é O Mais Forte conta a história de um homem que dirige calmamente na estrada até que tenta ultrapassar outro carro, mas este tenta o impedir. Quando ele consegue passar acaba xingando-o. O quarto é A Bombinha narra a história de Simon Fisher (Ricardo Darín), especialista em demolições e pai de família que se atrasa para o aniversário da filha por conta de um reboque de seu carro. O quinto é A Proposta em que um filho de um homem rico atropela uma mulher grávida, mas não socorre a vítima. Por último é Até Que A Morte Os Separe onde o desenrolar acontece em uma festa de casamento. Para assistir esse filme não devemos levar tão a sério o roteiro de cada episódio e sim como ele é contado e a essência de cada um. O filme apesar da violência consegue passar ao mesmo tempo um humor interessante, pois mesmo assistindo coisas absurdas é difícil não rir. Isso até de certa forma não é para se censurar, mas sim para termos consciência de que somos seres, que diferente dos animais irracionais, temos a capacidade de rir de nós mesmos. Cada episódio consegue ter um humor que é difícil não rirmos em alguma cena. Poderia citar cada momento que no mínimo esbocei um sorriso. Digo até de situações que soariam clichês, mas que o diretor consegue fazer com muito humor. O importante é que através desse riso consigamos tirar proveito para nossas vidas. Todos os episódios terminam de forma nada correta, mas o último não poderia deixar de passar a mensagem final do filme. Todos os episódios estão passando de forma bruta o que o episódio final diz tão bem. Em cada caso o diretor consegue narrar através de uma montagem que consegue passar o essencial. Além disso consegue através de cenários colocar os atores em enquadramentos que conseguem contar algo. Por exemplo no segmento As Ratazanas ele filma as duas atrizes de fora da cozinha enquanto assistimos elas em um quadrado que dá acesso a cozinha e a parede é de azulejos que nos traz um sentimento de prisão. Parece que ele ao contar está dizendo, se vocês fizerem isso é cadeia. Como já falei ele critica a corrupção na Argentina, seja ela uma corrupção moral ou em sua essência. Em vários episódios ele vem falando sobre isso. O roteiro cita pelo menos de forma clara nos casos: As Ratazanas, A Proposta e A Bombinha. Nesse último há uma cena em que o personagem de Ricardo Darín sai de um lugar e o diretor trabalha com uma profundidade de campo que enxergamos justamente que há um carro da polícia parado em frente a uma faixa amarela, traduzindo que a polícia, que é a própria lei, não a respeita e enaltecendo mais o sentimento de falta de justiça e de corrupção que esse capítulo evoca. Conseguindo desde os créditos iniciais estabelecer o tema com os animais aparecendo na tela, Damián Szifron consegue realizar um filme envolvente, sem ter uma fórmula original, mas consegue construir um filme coeso e que nos faz refletir sobre a barbaridade que no mínimo já tomamos conhecimento através das mídias. Sem cair em banalidades consegue através de histórias aparentemente simples fazer uma obra eficiente.
"Qualquer um pode perder o controle", a frase no cartaz do filme indica o destino dos personagens: Pessoas comuns que de acordo com acontecimentos extremos têm um dia de fúria e demonstram como em um momento crucial, seja ele, uma discussão entre motoristas, um cidadão indignado com a industria de multas, a descoberta de uma traição amorosa, entre outros episódios, pode despertar a selvageria sem precedentes. Relatos Selvagens trouxe agilidade, acidez e inteligencia nas suas seis histórias e todos muito bem produzidos e roteirizados. Parabéns ao nossos hermanos argentinos que vêm fazendo filmes maravilhosos.
O filme é fluido, tem uma narrativa que prende o espectador, além disso tem um formado de 3 histórias dentro do filme, desconexas, coisas que todos nós queríamos fazer mas não fazemos! Vale a pena ver !!!
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