Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
Hugo D.
1.892 seguidores
318 críticas
Seguir usuário
4,0
Enviada em 28 de outubro de 2014
O diretor Damián Szifrón conseguiu mostrar em seis pequenas histórias, situações corriqueiras e tensas do cotidiano, que se você ainda não viveu, certamente viverá alguma delas. O filme lembra bastante o clássico "Um dia de fúria", porém aqui tem uma grande pitada de humor negro, muito devido aos diálogos ácidos que é um dos pontos fortes do cinema argentino. Ricardo Darín faz uma participação, porém desta vez o filme é muito mais que Darín.
Filme só peca por ter apenas seis estórias. Delicioso, criativo e descreve a selvageria humana exatamente como ela é. Humor negro pra lá de maravilhoso. Parabéns Argentina!
Filme sensacional, uma critica ao comportamento humano que qualquer hora pode explodir, e acabar com o rumo da vida de uma pessoa, o filme mostra varias histórias separadas dentro dele, todas mostram pessoas normais que tomaram atitudes impensadas, Filme Argentino de primeira.
"Relatos Selvagens" consegue transmitir através de pequenos curtas ás mais diversas tonalidades de violência existentes, a violência contida através dos anos, a violência de vingança, a violência de ocasião, a violência de omissão, a violência proporcionada pelo sistema e a violência extrapolada.
O filme consegue ser visceral pois consegue colocar facilmente o telespectador dentro da obra e expõe como lidaremos com a situação se usássemos a violência, como ao descobrimos uma traição, ou quando respondemos alguma discussão no trânsito ou até mesmo quando somos vítimas da burocracia estatal, todos já passaram por situações parecidas, e a violência, um dos mais antigos e permanentes instintos humano.
A direção dos curtas são boas, cada um com suas particularidades, alguns temos uma fotografia quente e uma trilha no melhor estilo "Gaspar Noe" em outras temos a construção partindo pro absurdo no jeitão mais Lars Von Trier, sentimos as mais diversas referências em cada historia, que complementa um filme funcional e muito interessante, é uma coletânea sem medo de expor o absurdo e o quão Maquiavel pode ser a natureza humana.
Apadrinhado por Pedro Almodóvar, o cineasta argentino Damián Szifron entrega em Relatos Selvagens uma obra que mescla humor negro, violência e temas universais como vingança e corrupção. Embora tenha sido bem recebido no Festival de Cannes, o filme, talvez pelo seu humor profundamente latino, não causou tanto impacto no circuito europeu. Ainda assim, impressiona pela criatividade e execução.
A estrutura antológica do filme reúne seis histórias independentes, todas dirigidas por Szifron, que mantém um tom coeso e uma identidade autoral marcante. Os contos exploram o lado mais visceral do ser humano, quase sempre motivados por algum tipo de retaliação. Desde um voo marcado por uma inesperada conexão entre os passageiros até uma festa de casamento que se transforma em caos, cada episódio entrega reviravoltas carregadas de tensão e ironia. Embora alguns episódios (especialmente os três últimos) pudessem ser mais concisos, o impacto geral do roteiro é inegável.
O elenco é um dos pontos altos, reunindo grandes nomes do cinema argentino, como Ricardo Darín, Leonardo Sbaraglia e Oscar Martínez, que brilham tanto nas nuances cômicas quanto nas explosões emocionais. A trilha sonora, com canções pop de gosto duvidoso, adiciona um charme kitsch ao estilo que remete à estética de Almodóvar.
Com direção criativa e momentos de verdadeira surpresa, Relatos Selvagens é uma experiência intensa, divertida e, acima de tudo, inteligente. Uma obra que celebra o melhor do cinema argentino contemporâneo e desafia o público a encarar suas próprias explosões de fúria.
Um enredo imprevisível, com situações descontroladas, cujos personagens oscilam entre a civilização e a barbárie. O filme tem pitadas de humor negro, drama e suspense na medida certa. Os seis episódios têm em comum sentimentos como vingança e fúria. O primeiro, Pasternak, reúne ex-companheiros do personagem título (que não aparece), que a princípio não entendem o porquê de todos estarem reunidos no avião. O segundo trata da vingança de uma garçonete e sua amiga contra um político corrupto, que praticou muitas maldades no passado. Já o terceiro, que aborda a briga de dois motoristas numa estrada, lembra a trama do filme Duel, de Steven Spielberg. O quarto surpreende pela atitude de um pacato cidadão que se vê esmagado pela burocracia de uma repartição pública e sai do controle, e acaba virando um herói. O quinto relata um conflito bem conhecido dos brasileiros: a compra do silêncio sobre a autoria de dois assassinatos. Já o sexto e último lembra o estilo de Quentin Tarantino ou Pedro Almodóvar, pela mescla de sentimentos como ciúme, vingança, ameaças, dramalhão, humor negro e final inesperado. O conjunto da obra é complementado pela ótima trilha musical. Pessoalmente, preferi a terceira história, que mostrou a briga de dois motoristas na estrada, e a última, a do casamento, por terem desfechos surpreendentes. Esta produção argentino-espanhola é diferente de tudo o que já se viu, e aí reside seu maior mérito.
Excelente longa. Mesmo as histórias não possuindo uma conexão final, todas são o retrato de uma realidade paralela do que muitos de nós gostaríamos de fazer em um "dia de fúria" de nossas vidas, mas somos estabilizados pela sanidade que ainda nos resta. Atuações ótimas e cenas rápidas sempre no ápice, que prende e faz refletir sobre as mesmas. Não existe pontos fracos, todo o tempo estamos no alto do enredo.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade