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Washington Post
"Macbeth: Ambição e Guerra" possui uma terrível beleza, evocando medo, tristeza, espanto e confusão. Apresentado através da estética de uma história em quadrinhos pesada, esta também é uma obra-prima melancólica, adaptando o espetáculo de Shakespeare com todo o sofrimento e grandiosidade necessários.
CineClick
O cineasta fez questão de usar e abusar dos efeitos de câmera lenta nas cenas de batalha, que de tão sangrentas deixariam Quentin Tarantino com inveja. O visual realista dos embates empoeirados só não impressiona mais do que a bela paisagem escocesa...
Cineweb
O diretor não se deixa levar por simplificações, mas busca uma linha que, num fluxo contínuo, impulsiona a trama, criando assim camadas para os personagens e os atos da tragédia anunciada.
Almanaque Virtual
Os astros Michael Fassbender e Marion Cotillard são o grande atrativo do filme e interpretam seus personagens de maneira impecável, numa sintonia que impressiona...
Chicago Sun-Times
Levar Shakespeare para as telas do cinema pode ser uma tarefa ingrata. O diretor tem um olho destemido e um grande talento cinematográfico, e seu "Macbeth" é um experimento ousado e sedutor que é perfeitamente adequado para o momento.
O Globo
O filme se impõe pelo rigor, perceptível, por exemplo, na coerência cromática. [...] O diretor apresenta um trabalho marcado por visual sombrio. Não teme certa aridez na condução da história.
The Guardian
Este não é o "Macbeth" tradicional dos palcos, estufado em espaços claustrofóbicos e fechados. Esta adaptação é concebida em uma vasta planície escocesa, como a Terra Média de Peter Jackson [...] Há bastante som e fúria em "Macbeth: Ambição e Guerra", desta vez, repletos de significado.
The Playlist
No fim das contas, a inovação narrativa e as imagens estilizadas prejudicam esta empolgante adaptação. Quando a batalha acaba e a história se foca na ambição inesgotável entre Macbeth e sua esposa, as cenas se tornam superficiais.
Variety
Muitos cineastas não seriam capaz de retirar o filtro vermelho-sangue que, gradualmente, satura a tela em seu ato final, mas Kurzel traz o processo a um passo de distúrbio que faz com que este salto estilístico extremo pareça intuitivamente inevitável [...]
Quarto Ato
Entre deslumbrantes batalhas em câmera lenta, angústias e indecisões, ‘Macbeth’, de repente, configura-se como um drama psicológico de estética narrativa assustadora [...] "Macbeth", diante sua exaustiva definição narrativa e sua precisão bruta, traz o mais belo registro estético do ano.
Collider
Um filme fluido, empolgante e visualmente estonteante, mas também extremamente superficial [...] Esta é uma adaptação malvada que esquece as partes de Shakespeare sobre pobreza e sociedade [...] para privilegiar apenas o aspecto sombrio do texto.
Estado de Minas
O "Macbeth" de Kurzel é um filme difícil, mais indicado para iniciados. Mesmo conhecendo o mecanismo do jogo de poder criado por Shakespeare, é preciso ficar muito ligado para não perder todas as nuances políticas presentes na trama.
Estado de São Paulo
Uma história cheia de som e fúria, contada por um... bobo. Digamos que "Macbeth" não é o grande filme que texto e elenco autorizavam, mas que é bom ver "Macbeth". Nunca, ninguém [...] deu tanta importância à paisagem, erigida em personagem, como o casal de protagonistas.
Gazeta do Povo
O mais interessante é que uma adaptação funcione de forma autônoma, sem exigir estudo prévio. Pode ser que este “Macbeth” se sustente como filme de aventura de época, mas o que sobressai é a introspecção e o lirismo.
New York Times
Michael Fassbender geralmente participa de filmes em que ele é muito melhor do que a qualidade do longa. [Ele] dá ao expectador uma razão para ver este "Macbeth", embora o roteiro não seja ruim, com certeza não.
Screen International
Seja lá o que a plateia pensar de "Macbeth: Ambição e Guerra", a versão de Justin Kurzel para a famosa peça, certamente ela não se lembrará da versão de Roman Polanski, nem da versão de Orson Welles nem de qualquer outra versão de "Macbeth" que tenham visto - e isto é um triunfo considerável em si.
Screen Rant
"Macbeth" acaba sendo mais empolgante dramaticamente quando se concentra apenas nos trabalhos de seus atores principais que, sem surpresas, revelam-se mais do que capazes de proferir os diálogos de Shakespeare de modo cativante.
The Hollywood Reporter
(...)o diretor australiano Justin Kurzel filtra a trágica história de Shakespeare de ambição mortal através de uma sensibilidade decididamente moderna. Comparações com Game of Thrones serão inevitáveis, e nem sempre pro bem (...)
Boston Globe
O principal problema de "Macbeth: Ambição e Guerra" é que o filme insiste em reduzir os mistérios das motivações dos personagens à psicologia de um artigo de revista. A peça de Shakespeare tornou-se eterna não porque ele responde perguntas, mas porque faz questões que não possuem respostas.
Omelete
Kurzel não desconfia dos artifícios, enfim, e se seu Macbeth parece terminar como um exercício de exibicionismo, essa impressão só é reforçada pelo texto original.
Rubens Ewald
O primeiro problema é a escuridão: hoje em dia é muito fácil rodar com câmeras digitais que dispensam muita iluminação, em especial nos rostos dos atores. Mas Justin exagera, é o Macbeth das Trevas, onde todos viram sombras com poucos contornos, o que prejudica muito o que seriam interpretações.