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Juliano F
1 seguidor
16 críticas
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5,0
Enviada em 10 de março de 2016
Curto muito Woody Allen e a forma que transfere pra seus filmes temáticas provocativas sobre a vida. E ao mesmo tempo consegue linkar com uma história de amor que se inicia turva e cheia de depreciações para um final que geralmente nos abençoa com a alma mais romântica.
Excelente Filme! Encontro entre NIILISMO e METAFÍSICA, o plano de fundo filosófico do filme simplesmente nos captura. Woody Allen encena a metáfora da questão última da vida. Como uma espécie de crítica ao esvaziamento do sentido da vida que toma parte da consciência crítica contemporânea, o diretor elege Stanley como encarnação do próprio niilismo em si. Na trama ele é confrontado com as tentações da metafisica que assombram toda forma de niilismo. Figurada em Sophie a metafisica é a representação da suficiência, ela reúne um saber sobre o outro que impressiona a todos, tal fato aliado a beleza da personagem a tornam a imagem da sedução ao qual sucumbe o neurastênico e sarcástico Stanley. Woody Allen demonstra assim como o Niilismo posto de frente as produções de sentido da vida (METAFÍSICA) perde substância e tende a render-se ao seu poder. Quando fica claro que Sophie não encerra a verdade e a suficiência sobre a vida Stanley recupera o ceticismo para com a vida, mas dessa vez sobre outra perspectiva. Agora ele percebe que a vida não será uma experiência unicamente de esvaziamento dos sentidos, mas da produção dos mesmos por si mesmo. No filme há diálogos incríveis, cenas de humor com a marca tradicional do diretor... RECOMENDADÍSSIMO!!!
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