Magia ao Luar
Média
3,8
293 notas

26 Críticas do usuário

5
3 críticas
4
9 críticas
3
11 críticas
2
1 crítica
1
2 críticas
0
0 crítica
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Marcio S.
Marcio S.

108 seguidores 126 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 11 de dezembro de 2014
Sempre que iniciamos um ano imaginamos o que pode acontecer durante ele todo, porém a única certeza que temos é que enquanto Woody Allen estiver vivo e bem de saúde iremos ter um filme dele. Ainda bem, pois mesmo quando não acerta totalmente ainda assim consegue realizar um filme superior há muitos que aparecem no ano. Em Magia a Luar ele acerta mais uma vez, filmando temas recorrentes em sua filmografia, mas que não cansamos de assistir.
Stanley (Colin Firth) é um mágico inglês que é o alter ego de um mágico chinês Chung Ling Soo que tem convicção que o mundo é empírico e racional. Seus números de mágica são truques bem construídos e por isso é reconhecido como um dos melhores em seu ramo. Seu amigo de longos anos Howard Burkan (Simon McBurney) o procura para que ele desmascare uma garota chamada Sophie (Emma Stone) que se diz uma médium. Stanley aceita e viaja até o sul da França e passa a tentar a todo custo desvendar os mistérios que envolve sua mediunidade.
Dessa vez Woody Allen tem como alter ego o personagem de Stanley e escala o ator britânico Colin Firth. O filme não exige tanto dos atores mas os dois protagonistas conseguem se destacar. Colin Firth foi um acerto pois seu ar inglês combinou com a prepotência, egocentrismo e superioridade em relação aos seus semelhantes. Emma Stone consegue mostrar uma Sophie bem convincente, mas que não deixa de lado uma interpretação levemente cômica ao invocar suas visões. Aliás Allen sabe filmar como ninguém as mulheres de modo que enxerguemos a beleza que a personagem tem e que no decorrer do filme possamos entender o sentimento que o seu par tem por ela.
Como Stanley diz Sophie é bonita quando tem a iluminação certa. E que iluminação maravilhosa que enaltece mais Sophie dando ênfase a algo que emite uma luz própria e que ajuda muito a Emma Stone a tornar seu papel mais plausível. A fotografia é linda e fazem nossos olhos se deleitarem. Quando os protagonistas estão à beira do mar ou quando assistimos a luz do sol entre ás árvores a beleza é tão grande que faríamos uma pintura.
Woody Allen tem uma filmografia grande e seus temas acabam se repetindo, mas o incrível é que devido a seus filmes serem tão bem feitos, com diálogos bem construídos e atores que no mínimo são competentes em seu desempenho não cansamos de assistir. A constatação de que vivemos melhor uma vida em que cremos em algo que não podemos explicar faz com que tudo seja visto de uma forma melhor, ou seja, a ilusão de uma felicidade é melhor do que uma infelicidade. Em um determinado momento do filme um personagem pergunta a Stanley: "Ela é tão adorável. Porque você quer desmascará-la?" As pessoas ficam em uma zona de conforto simplesmente por algo ser agradável para elas mesmas. Isso é para a vida como um todo e não só como no caso do filme.
Acrescentando ao conteúdo vem o tema religião. Como o porvir depois dessa vida é incerto para muitos, quando a certeza subjetiva do porvir aparece é fato que o ser humano vive com menos angustia e teria uma tendência de olhar para a vida com muito mais cor, olfato e sabor. O fato da mediunidade ser algo que, apesar de ser não empírico, faz com que Stanley já pense em algo superior a nós e isso o leva a sorrir mais para a vida e até em momentos difíceis rezar.
Allen vai além em seu discurso e consegue fazer com que sua história transcenda a superfície de seu filme, pois o filme pode representar algo que nos faça sair da realidade de uma vida em que só se vê algo miserável. Assim, o que nos faz sair dessa realidade monocromática pode ser a religião, o cinema, um amigo, um amor, uma música, uma peça de teatro, enfim algo que nos faça ver a vida de outra forma.
É interessante como Allen filma o início do filme mostrando a câmera parada no número da cadeira. Sem cortes (ou com um corte mínimo) ele quer mostrar ao nossos olhos a mesma maneira que a plateia está assistindo. Com isso ele prepara acontecimentos do ato final para que quando assistirmos aceitarmos como plausível, mas é justamente no final que fica uma sensação de que o filme deixa a desejar por: não arranjar uma maneira mais convincente de terminar e parecer que ele precisava acabar tudo rápido demais. Mas isso não faz com que o filme perca sua magia.
Por fim fica o recado de que por mais que não aceitemos algo não empírico, o fato de que quando se acredita que o mundo tem mais "magia" viveríamos melhor. É difícil deixarmos de ver como o coronel Kurtz: “Eu vi o horror, o horror”. Porém quem consegue tende a se sentir melhor.
cinetenisverde
cinetenisverde

29.473 seguidores 1.122 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 17 de janeiro de 2017
Woody Allen é um contador de histórias mediano, pois ele consegue utilizar (ou manipular) os personagens dos seus filmes (que dirige e escreve) ao seu bel prazer. Seu objetivo não é criar uma trama muito complexa, mas apenas discutir os temas recorrentes de sua cinegrafia mais recente. Dito isto, o que pode talvez elucidar porque há muitas pessoas que não gostam dos seus filmes, por outro lado essa ambição de sempre explorar ao máximo as premissas de seu raciocínio sobre questões além-vida (e a própria vida) são fascinantes _per se_, e na maioria das vezes não precisaria mais trama do que aparece em seus filmes para gerar uma boa discussão. Seus diálogos, pode-se dizer, são um monólogo constante sobre filosofia. Só isso já torna não apenas seus trabalhos altamente assistíveis, mas, em geral, muito acima da média de Hollywood (que busca justamente o oposto: quanto menos o espectador precisar pensar, melhor).
Mário C Maia M.
Mário C Maia M.

27 seguidores 2 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 4 de setembro de 2014
Excelente. Quando o amor vence um danado de um pessimista e o torna uma pessoa mais alegre.
Igal F.
Igal F.

3 seguidores 2 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 25 de setembro de 2014
tem gente que vai aos filmes de Woody Allen para se divertir. Só que Woody, aos 78 anos de idade não quer mais fazer divertimento e sim fazer as pessoas pensar!!!!!!!!!!!!!!!. para essas que vão em busca do divertimento...fiquem em suas casinhas
H31TOR
H31TOR

3 seguidores 16 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 10 de setembro de 2016
Me surpreendeu negativamente a crítica do adoro cinema(que por praxe é incrogruente), mas mais ainda dos usuários que se acham cinéfilos...Esse filme retrata bem o niilismo e a misantropia como poucos filmes, diálogos interessantes e o filme retratou com precisão o paradoxo de um personagem vestido pela lógica e pela razão se conflitando pra não aceitar uma irracionalidade... ótimo filme, talvez tantas críticas negativas não reflitam à realidade por simplesmente não entenderem a proposta do filme.
Fazer uma crítica baseada em comparações com outros trabalhos do diretor explica a limitação desses "cinéfilos".
Johnatan D.
Johnatan D.

13 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 10 de janeiro de 2015
Repleto de um lirismo a la Meia Noite em Paris e um deboche a la Vick Cristina Barcelona, Woody Allen prova mais uma vez à sincronia com o tempo em que vive, sem com isso perder a temática que mais custa-lhe debater e rebater: a existência do mundo invisível, leia-se sagrado.

Com isso, temos uma linda história de.... cheia de conflitos... enlances e desenlances. Uma obra prima, que só não é de primeira por não explorar e não querer ser tido como sério. Um doce de filme para o que se propõe ser: Um doce!
João Pedro S.
João Pedro S.

3 seguidores 4 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 8 de setembro de 2014
Bom dia amigos,
Ontem foi dia de dose dupla de cinema e um dos filmes escolhidos foi Magia ao Luar!! E o que esperar de um filme dirigido por Woody Allen? Mais um filme delicioso que nos prende do início ao fim e apesar de ser o terceiro filme com temáticas parecidas, não foi uma obra maçante e repetitiva.
O filme não é o melhor de Allen, uma filme leve, agradável ao olhos e ouvidos e perfeito para uma quem busca um romance com certo sarcasmo que é típico do diretor.
Woody abusou nos seus próprios clichês, utilizando da ninfeta languida, uma paixão envolvendo um homem mais velho, um jovem idiota (cada vez mais presente nas obras do diretor) e um trama ao avesso fazendo surpresas o tempo inteiro.
Um ótimo filme sem nenhuma grande pretensão, diria que a palavra que melhor o descreve seria "Agradável".
Stephanie M.
Stephanie M.

8 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 30 de dezembro de 2014
Woody Allen sempre inteligente com seu humor e suas críticas nem sempre escancaradas. Ótimo filme!
Tmprado P.
Tmprado P.

3 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 6 de setembro de 2014
Desta vez, Woody Allen quase me enganou, fazendo pensar que a idade o tivesse feito jogar fora tudo o que já havia feito. Leve, divertido, sarcástico... Vale a pena ver!
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa