Tim Maia
Média
4,2
755 notas

100 Críticas do usuário

5
33 críticas
4
34 críticas
3
22 críticas
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6 críticas
1
2 críticas
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Marco G.
Marco G.

540 seguidores 244 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 20 de novembro de 2014
O filme é bom mas se estende um pouco e acho que podia dar uma enfase maior ao lado musical do a história de vida do personagem..
Leonardo A
Leonardo A

12 seguidores 187 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 9 de outubro de 2023
Gosto do som do artista mas o filme confirmou que a pessoa Tim Maia era desagradável, mesmo sob o olhar amigo de Nelson Motta, a quem admiro mais.
anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 12 de fevereiro de 2025
Lançado em 2014 sob a direção de Mauro Lima, Tim Maia é uma cinebiografia que se propõe a retratar a intensa e conturbada trajetória de um dos maiores nomes da música brasileira. Baseado no livro Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia, de Nelson Motta, o filme busca reconstruir a ascensão do cantor, desde a infância humilde no Rio de Janeiro até sua consagração como um dos mais influentes artistas da música nacional. No entanto, a produção não esteve isenta de críticas, tanto pela forma como manipulou certos eventos biográficos quanto pelo seu impacto cinematográfico.

A narrativa segue uma estrutura linear tradicional, acompanhando o protagonista desde sua infância no bairro da Tijuca até sua morte prematura aos 55 anos. O filme destaca momentos cruciais, como sua viagem aos Estados Unidos, onde teve contato direto com o soul music e aprendeu inglês, além de se envolver com crimes que resultaram em sua deportação. A transição para o estrelato é pontuada por episódios de rejeição inicial e pelas suas relações com artistas como Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Jorge Ben Jor.

Contudo, a adaptação da biografia não se atém rigorosamente aos fatos, fazendo uso de licenças dramáticas que, segundo pessoas próximas ao cantor, distorcem a realidade. Hyldon, cantor e amigo de Tim Maia, contestou a cronologia do filme e criticou a maneira como a personagem Janaína foi utilizada para condensar múltiplas mulheres da vida do cantor (O Globo, 2014). Além disso, Erasmo Carlos afirmou que a narrativa exagera ao representar um suposto desprezo de Roberto Carlos por Tim Maia, um elemento essencial no arco dramático do protagonista, mas questionável do ponto de vista histórico. A despeito dessas controvérsias, a trajetória é apresentada com fluidez, e o filme consegue equilibrar momentos cômicos e dramáticos, refletindo a personalidade irreverente e explosiva do cantor. Ainda assim, a falta de precisão biográfica compromete a credibilidade da obra como um retrato fiel da vida do artista.

Um dos grandes trunfos do filme reside na performance de seus protagonistas. Babu Santana, no papel de Tim Maia na fase adulta, entrega uma atuação visceral e convincente, capturando a energia, o carisma e os excessos do cantor. Sua transformação física e a entrega emocional ao papel foram amplamente elogiadas pela crítica especializada (Folha de S.Paulo, 2014). Robson Nunes, que interpreta Tim Maia na juventude, também oferece uma performance sólida, conseguindo transmitir a ambição e a rebeldia do personagem em seus primeiros anos. No entanto, a transição entre os dois atores ocorre de maneira um tanto abrupta, sem um elo narrativo forte o suficiente para suavizar essa mudança.

O elenco secundário, com destaque para Cauã Reymond como Fábio (uma adaptação ficcional de Nelson Motta) e Alinne Moraes como Janaína, cumpre bem suas funções, embora não tenha o mesmo impacto de Babu Santana. Em especial, a figura de Fábio como narrador da história soa deslocada e muitas vezes desnecessária, tirando protagonismo do próprio Tim Maia.

O roteiro de Mauro Lima adapta o livro de Nelson Motta, mas toma diversas liberdades artísticas para condensar a história de Tim Maia. A decisão de incluir um narrador externo, representado pelo personagem de Cauã Reymond, é uma escolha questionável, pois desvia o foco da figura do cantor e cria uma mediação desnecessária entre o público e a história. Além disso, o roteiro falha ao aprofundar aspectos fundamentais da trajetória de Tim Maia, como seu pioneirismo na introdução do soul e do funk no Brasil. Embora o filme destaque sua paixão pelo ritmo americano, não há um aprofundamento nas influências musicais que o levaram a criar um dos legados mais ricos da música brasileira. Os diálogos, em sua maioria, são funcionais, mas em alguns momentos caem no didatismo excessivo, explicando situações que poderiam ser melhor desenvolvidas visualmente. Isso prejudica a fluidez da narrativa, tornando algumas cenas mais artificiais do que deveriam ser.

A direção de fotografia de Adrian Teijido contribui significativamente para a imersão na atmosfera das décadas de 1960 a 1990. O uso de tons quentes e uma iluminação que remete ao clima de casas noturnas e palcos de shows confere autenticidade ao visual do filme. As cenas de apresentação musical são particularmente bem filmadas, utilizando enquadramentos que ressaltam a presença magnética de Tim Maia no palco. A montagem, por sua vez, é ágil, mas em alguns momentos peca pelo excesso de cortes rápidos, que prejudicam a conexão emocional com determinadas cenas.

A trilha sonora é, sem dúvida, o maior ponto forte do filme. Canções icônicas como Azul da Cor do Mar, Gostava Tanto de Você, Vale Tudo e Primavera permeiam a narrativa, criando uma conexão imediata com o público e reforçando a importância de Tim Maia na música brasileira. Além das músicas originais do cantor, a trilha sonora também inclui faixas que ajudam a contextualizar cada período retratado, criando uma ambientação sonora eficaz. A sonoplastia e a mixagem de som garantem que a voz potente de Tim Maia seja devidamente valorizada nas cenas de show.

O desfecho de Tim Maia acontece de forma relativamente abrupta. A morte do cantor, que poderia ter sido um momento de grande impacto emocional, é tratada com certa pressa, sem dar ao espectador o tempo necessário para processar a perda de um ícone. Além disso, o filme não explora com profundidade o legado deixado por Tim Maia. Seria interessante ver mais sobre sua influência na música brasileira após sua morte, incluindo depoimentos de artistas contemporâneos que foram inspirados por ele.

Tim Maia (2014) é uma cinebiografia que acerta em capturar o espírito irreverente e explosivo do cantor, mas que falha em alguns aspectos narrativos e históricos. As atuações, especialmente a de Babu Santana, são o ponto alto da produção, enquanto a trilha sonora enriquece a experiência cinematográfica. No entanto, a escolha de um narrador externo e algumas imprecisões biográficas comprometem a fidelidade do filme à trajetória real do artista. Apesar de suas falhas, Tim Maia é um filme essencial para quem deseja conhecer mais sobre um dos maiores nomes da música brasileira. Como produto cinematográfico, é eficiente, mas poderia ter sido ainda mais grandioso se tivesse dado mais profundidade ao personagem e ao seu legado.
Eduardo F.
Eduardo F.

183 seguidores 157 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 11 de novembro de 2014
Tim Maia! um dos maiores nomes da musica brasileira! além de figura folclórica e polêmica, então fazer um filme sobre a história de sua vida é um prato cheio, e o filme ficou muito bom! Babu Santana e Robson Nunes estão bem no papel, além de Aline Moraes e Caua Reymond que também estão no filme. vale a pena ver!
Peter B.
Peter B.

87 seguidores 127 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 11 de janeiro de 2015
A abordagem do filme , misturando os fatos reais , personagens reais com a ficção foi muito feliz , Babu Santanna está muito bem no filme diga se de passagem porem a atuação deles nos palcos não chega nem perto , o fato de algumas coisas da vida do cantor ficar de fora também não atrapalha o filme. No geral o filme agrada bastante.
Alexandre S.
Alexandre S.

153 seguidores 116 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 2 de novembro de 2014
Quando se pensa em Tim Maia, não estamos falando apenas do artista, mas sim da história da musica no Brasil. Esse tijucano, que começou como entregador de marmita e resolveu encontrar na música sua vida, mesmo tendo que "dar um jeito" pra chegar aonde chegou, é muito bem representado no filme. Quando você espera que seja uma biografia do cantor, muita coisa é colocada de lado (polêmicas) e se resume a sua vida de juventude e passagem para uma carreira consolidada, citando passagem por seitas e sua vida regrada a drogas e mulheres (sim, no filme não mostram esse passagem), mas mostra não só o bom humor como também o seu "lado sombrio". Um filme muito bem produzido, com seus "2 Tims" muito bem nas interpretações e uma trilha sonora de fazer os "ouvidos sorrirem", fale uma visita ao cinema.
Leonardo J.
Leonardo J.

72 seguidores 115 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 2 de janeiro de 2015
Bom,sabemos que é típico a Globo Filmes fazer filmes deste tipo,o que me deixou um pouco surpreso foi a introdução de grandes cantores da música popular brasileira,foi como se fosse um documentário mais cinematográfico,mas,isso foi até bom,afinal,não foi algo tão extenso.Boa escolha de atores,uma boa mistura de depoimentos,boa trilha sonora,um bom filme.
Guillermo M.
Guillermo M.

54 seguidores 103 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 22 de novembro de 2014
Foi uma boa adaptação, embora pudesse ter se aprofundado mais em algumas temáticas.
Eliseu C.
Eliseu C.

44 seguidores 82 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 1 de novembro de 2014
O roteiro de Mauro Lima se baseia no livroVale Tudo: O Som e a Fúria de Tim Maia, de Nelson Motta, mas também pega material de Até Parece Que Foi Sonho - Meus 30 Anos de Amizade e Trabalho com Tim Maia, de Fábio, além de entrevistas que o próprio cineasta e a roteirista Antônia Pellegrino fizeram com músicos e pessoas que foram próximas a Tim. Histórias não faltavam e, apesar das longas 2h20 de duração do filme, eles foram até que sucintos ao mostrar a infância dura, a descoberta da música na adolescência, a realização do sonho de morar nos Estados Unidos (onde teve seu contato com a soul music e o movimento negro - até ser preso e deportado), a insistente busca pelo sucesso musical, a mágoa com Roberto Carlos, o (enfim!) sucesso, as drogas que o sucesso proporcionaram e seu fim melancólico aos 55 anos. Enfim o filme é muito bom sem falar que é um grande pedaço da história da música Brasileira e eu Recomendo!
F. V. Fraga
F. V. Fraga

108 seguidores 64 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 10 de novembro de 2014
Tim Maia - O Filme (2014) já nasceu como uma boa experiência na telona, por contar com a trilha sonora do músico retratado. Se você é fã das músicas, dificilmente sairá da sala do cinema sem ter batido o pé ou até mesmo cantarolado ao som de canções como Vale Tudo ou Ela Partiu. O filme sobre Tim Maiasegue a linha de outras cinebiografias, como o recente Não Pare Na Pista - A melhor história de Paulo Coelho(2014), onde as interpretações somadas com a musicalidade, tem o poder de nos transportar para o contexto dos personagens.

A cinebiografia é baseada no livro Vale Tudo: O Som e a Fúria de Tim Maia - Nelson Motta. A película conta ainda com a narração de Cauã Reymond, fazendo ás vezes do autor Nelson Motta (que além de ter escrito a biografia, ainda fez a narração para uma ótima versão em audiolivro). Reymond se inspirou em Mota, para sua competente participação para a fita, como narrador e na interpretação do personagem que incorpora vários amigos e músicos que participaram da trajetória de Tim, principalmente do ex-companheiro de banda Fábio, que publicou o livro Até Parece que Foi Sonho - Meus Trinta Anos de Amizade e Trabalho com Tim Maia, que também serviu de base para o filme.

O "Síndico" é interpretado por Robson Nunes e Babu Santana, que dão conta do recado muito bem. E mesmo quem está acostumado a ver o cantor ser interpretado por Tiago Abravanel, no teatro ou TV, vai descobrir que mesmo sem ele, o longa escolheu muito bem seu elenco. Tanto eles quanto o restante dos atores estão bastante inspirados, até mesmo George Sauma, que recebeu a difícil incumbência de interpretar Roberto Carlos. Destaque para Luis Lobianco (Porta dos Fundos), no papel do fanfarrãoCarlos Imperial.

O filme, assim como os discos do artista, garante a diversão. Você vai se emocionar com a trajetória do personagem. Vai ficar feliz quando ele lançar seu primeiro hit. Irritar-se-á com a forma como ele vai lidar com o sucesso. Achará esdrúxulo o seu envolvimento com o culto que levou à composição do Tim Maia Racional. Por fim irá se embalar ao som da Musica Soul brasileira de Maia e descobrir que assim como ele dizia "Na vida a gente tem que entender; que um nasce pra sofrer; enquanto o outro ri... Mas quem sofre sempre tem que procurar; pelo menos vir achar; razão para viver..."

Nota: 7,5 (Ótimo).

"Ah! Se o mundo inteiro me pudesse ouvir. Tenho tanto pra contar, dizer que aprendi."
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