Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
Mauro
3 críticas
Seguir usuário
3,0
Enviada em 26 de dezembro de 2023
Como toda comédia desse subgênero "besteirol", as opiniões se divergem bastante. O filme é extremamente direcionado aos fãs desse subgênero e, portanto, não agradará qualquer amante de comédias. Em particular não me agradaram os exageros com palavras impróprias e piadas de conteúdo sexuais, mas nem tanto se comparado a "Trovão Tropical", com conteúdo muito apelativo para fazer humor. A ideia de uma dupla de americanos contribuir para tentar democratizar um país comunista comandado por um ditador não passa de um típico e velho pensamento patriota estadunidense, sutilmente empregado como propaganda. Se as citadas apelações, a comédia poderia ter um destaque melhor mesmo com piadas já conhecidas, mas com leves toques de pastelão e non sense ao melhor estilo dos irmãos Zucker e do genial Mel Brooks!
Realmente a trilha sonora é destaque do filme, mas não é um tipo de comédia inovadora. spoiler: Além disso o filme em determinado momento vira uma comedia sanguinaria, só que esse momento é tão curto e forçado que temos a impressão errada sobre o genero quase trash.
Está aí uma boa comédia. Nos primeiros minutos, o filme parecia ser uma bomba, pois o personagem de James Franco é muito forçado, chegando a ser insuportável. Deveriam ter tomado mais cuidado nesse aspecto, pois muitos espectadores menos persistentes podem abandonar o filme no inicio. Mas quando tudo parecia ser um desastre, entra o personagem de Kim Jong-Un e o filme muda da água para o vinho. Até o personagem de James Franco fica melhor interagindo com o líder norte-coreano. O filme tem um humor de qualidade, fazendo piada com diversas polêmicas relacionadas à Coreia do Norte. Muito bom o filme.
A forma como retratam Kim Jong-uh é muito engraçada. Enquanto ele tenta projetar essa imagem de deus para seu povo, na realidade ele é apenas uma pessoa "normal" em sua vida pessoal, um fã da Katy Perry. Como político, ele é um ditador sanguinário que faria qualquer coisa para se manter no poder, até mesmo deixar seu próprio povo morrer de fome. Skylark só vê seu lado pessoal, enxergando apenas uma pessoa inocente injustiçada pela mídia. Depois de descobrir a verdade, ele se depara com o que todos já sabem. O mais engraçado é que isso acontece na vida real. Pessoas idolatrando ditadores e achando que são injustiçadas pela mídia.
As cenas de ação são bem divertidas e animadas. São muito bem feitas para um filme que não é sobre ação. A morte de Kim foi muito engraçada.
A comédia é bem ao estilo Seth Rogen que conhecemos. Humor bobo com direito a participação até do Eminem.
A atuação é simples, o ator que interpreta Kim é muito bom.
Em resumo, é um bom filme. O filme mistura política, comédia e ação, e funciona muito bem. Gostei.
Uma revolução pode muito bem começar através de uma câmera capaz de filmar e uma lista de perguntas. Essa é a premissa central de A Entrevista e, apesar de não ser muito inteligente ou profunda, não é de se jogar fora. A Entrevista é um filme saturado e desconfortável, visto que sua proposta narrativa se enquadra no gênero Dark Comedy (Comédia Obscura). Os diálogos são super invasivos e artificiais, gerando uma sensação de estranheza que acompanha todo o filme. O roteiro é chulo e bem raso, não nos conduzindo para muito longe e não nos cativando de verdade. Parece que tudo que importa no filme é sua premissa peculiar, permitindo que o filme tenha sentido e engrene de alguma forma e que você tenha interesse em acompanhá-lo até o final. Sim, qualquer ideia artística que envolva revolução deve ser ponderada. Em um certo sentido, uma revolução pode se dar sim com programas de entrevistas ao invés de guerra de guerrilhas, tiroteios e fuzilamentos. Pegar em armas é uma ideia tão perigosa que deve ser averiguada com minúcia antes de ser considerada viável. E, nesse sentido, o filme acerta, porque a sociedade está sempre mudando e as mudanças mais profundas ocorrem quando menos esperamos. No entanto, A Entrevista não sai do básico, não inova e não causa um impacto muito profundo. Esse é o resultado de elaborar uma obra de arte onde só a premissa, a ideia fundamental é que confere um sabor especial à coisa. Pelo menos não é de todo inútil. Poderia ser mais inteligente e mais evocativo, ainda assim, é tolerável.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade