Para quem estava esperando UMA AULA DE HISTÓRIA sendo contada na grande tela do cinema: SE FERROU.
Agora, para quem estava aguardando ver AS 3 FASES DE GETÚLIO, lamento, SE FERROU novamente.
Agora sim. Se vc se animou e foi pro cinema com vontade de querer ver a total construção das leis trabalhistas, ponto a ponto, fase por fase, construção por construção, aí sim, TU SE FERROU LEGAL MERMU, pois teve nada disso também.
O filme meramente mostra as angustias de uma democracia ainda frágil e o total sofrimentos DOS ÚLTIMOS 19 DIAS de Getúlio.
Só isso.
Sua depressão.
Seus medos NÃO DEMOSNTRADOS.
E o TOTAL AMOR de um povo para com ele, em sua morte.
Pessoas mais novas, como eu e muitos aqui, não viram, mas se você pegar as imagens do velório do piloto Airton Sena, AINDA ASSIM, VC NÃO TERÁ CONDIÇÕES DE COMPARAR A QUANTIDADE DE PESSOAS QUE FORAM PRA RUA… Pois foi muuuuita gente em seu velório.
Atuação ótima do Tony Ramos.
Momentos difíceis de assistir na hora decisiva do filme…
Mas, tipo, NADA DE MAIS NÃO…
Não será um de meus favoritos.
Meramente SIMPLES, tão somente SIMPLES, e unicamente SIMPLES o filme.
Getúlio Dornelles Vargas. Talvez ele seja a figura política mais importante da história do nosso país. Ora ditador, ora presidente da república, Vargas comandou o Brasil por 18 anos e meio. O gaúcho foi importante para o Brasil, principalmente para os trabalhadores brasileiros. Conhecido como "pai dos pobres", Getúlio foi uma figura controvérsia, mas representativa para a história do Brasil. Já estava na hora dele ganhar um filme! O filme acompanha Getúlio (Tony Ramos) em seus últimos dias; desde o atentado ao jornalista Carlos Lacerda (Alexandre Borges) até o seu suicídio.
O roteiro é de George Moura ("Gonzaga: De Pai pra Filho") em parceria com João Jardim ("Pro dia Nascer Feliz"). É muito bem escrito. A dramaticidade do protagonista é muito bem trabalhada. Suas dúvidas e indecisões são muito bem trabalhadas pelos roteiristas. Mesmo tratando-se de um curto espaço de tempo em que a história se desenvolve, o roteiro teve a habilidade de focar nas partes importantes, de modo que o filme não tornou-se monótono. O desenvolvimento dos personagens foi condizente com a realidade, apesar de enaltecer os pontos positivos de Getúlio e não desenvolvendo seus pontos negativos. O atentado ao jornalista (ponto em que o filme começa) é um mistério até hoje. Não se sabe o mandante do crime. Muitas pessoas foram ao cinema para descobrir o desfecho da história e ao não serem explicadas criticaram o longa por conta disso. Porém, o filme não se propõe em nenhum momento a explicar os verdadeiros fatos daquela noite. O objetivo do filme é demonstrar a pressão que Getúlio sofria e que mesmo vivendo rodeado por muita gente, acabava sozinho.
A direção também é de João Jardim. Seu movimento de câmera é muito fluido e acompanha a história naturalmente. O longa apresenta-se na maior parte do tempo no Palácio do Catete e tratando-se de um ambiente limitado, a movimentação de câmera foi bem feita de modo que o espectador não se sentisse claustrofóbico, mas ao mesmo tempo usando bem do ambiente para o desenvolvimento do roteiro. A caracterização de época do filme foi bem feita, decorrente de um bom trabalho no figurino. A direção de João Jardim preza por mostrar as emoções dos personagens, focando sempre em suas expressões faciais.
O elenco é muito forte. Tony Ramos está excelente interpretando Vargas. As expressões faciais são muito bem trabalhadas e o cansaço que o personagem vai sofrendo durante a história é muito bem transmitido pelo ator. A caracterização visual do ator também ficou muito boa, remetendo a figura física de Getúlio. Aliás, todo o elenco está muito semelhante aos personagens reais. O elenco coadjuvante consegue fazer um ótimo trabalho. Destaque para Drica Moraes que interpreta a filha de Getúlio. Sua atuação é primorosa e extremamente sentimental. Um ponto fraco, porém, é a atuação de Alexandre Borges que representa seu personagem de uma forma exageradamente forçada. O filme, para padrões brasileiros, é surpreendentemente bom. Mesmo não dando muitos detalhes sombrios sobre o ex-presidente, o longa serve como uma forma de aprendizado ao grande público. Contando com uma grande atuação de Tony Ramos, filme político se destaca pelo seu aprofundamento sentimental.
Assisti ao filme ontem em Botafogo com o cinema lotado. O filme tem uma dinâmica muito boa ao focar um período curto de 19 dias (ao contrário do medonho Lula - o filho do Brasil), a direção de arte e fotografia é primorosa, o elenco bastante afinado com destaque para Drica Moraes e Tony Ramos que estão totalmente em sintonia em cena, a trilha sonora também é muito boa. O roteiro tenta deslizar pelo fato histórico sem entretanto aprofundar conflitos anteriores certamente relevantes ao desfecho (poderia haver algum flash back), porém serve ao seu propósito. Filme bom, com atuações muito sensíveis e altamente recomendável.
Ainda não assistir mas estou ancioso porque já li um pouco sobre sua história.E sem dúvida, apesar, de eu não concordar com suas atitudes, não têm como passar uma borracha sobre uma vida tão significativa para o Brasil.
Cinema Nacional e História do Brasil. É o que precisamos p colocar nossos jovens mais cívicos, patriotas e corajosos.. Ver história, mesmo q triste, mas discutir , opinar e principalmente sair de Londres e das ficçoes e sagas é maravilhoso.
Uma grata surpresa, afinal, filmes de qualidade de políticos estrangeiros vemos vários por aí e não lembrava de um filme de um presidente brasileiro tão bem produzido como filmes estrangeiros. Atuações muito boas e roteiro bem delineado, o filme conta os eventos que sucederam o atentado a Carlos Prestes e culminaram no suicídio de Getúlio. Acho estranho é a maneira em que Getúlio é retratado no filme, onde a imagem de ditador passa longe. O filme nos faz comparar eventos da época com a política atual.
Filmaço, conta muito bem os dias que antecedem o suicídio de Vargas deixa claro que ele foi vitima de uma conspiração oposicionista. Sem contar a atuação surpreendente de Tony Ramos
Após ter visto filmes sobre líderes políticos influentes, como A DAMA DE FERRO e LINCOLN, é uma grande e grata surpresa poder dizer que GETÚLIO é um dos melhores filmes políticos de toda a história do cinema. O filme acerta em tudo: atuação, roteiro, cenário, contextualização histórica, etc. As atuações são realmente boas, tendo artistas de grande calibre como Tony Ramos e Drica Moraes conseguindo passar para o público o sentimento de constante perigo vivido durante a crise política de agosto de 1964, e o roteiro sabe ser objetivo, conciso e direto, sabendo explicar o que precisa ser explicado para o público com pouco entendimento sobre a política da época, mas sem menosprezar a inteligência da plateia. E algo que merece grande destaque é a maneira como o cenário é usado para representar o conflito vivido por Getúlio Vargas nos últimos dias de vida. O filme todo se passa no histórico Palácio do Catete e, ao mesmo tempo que a câmera exalta a beleza do edifício, o mesmo é mostrado com um jogo muito interessante de sombras e luzes que ajuda a construir o constante clima de claustrofobia e perturbação que a instabilidade política da época causou àqueles que viram, de dentro, um dos momentos mais marcantes e complexas da história do país.
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