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Pato M.
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2,0
Enviada em 11 de março de 2015
Não dá para entender UMA palavra do que o Thiago Justino fala. Uma lástima. Não existem cursos de dicção para atores? E como que o diretor deixa passar uma falha dessas?
Para avaliar este filme, acredito que tenhamos que ignorar - ao menos por enquanto - os fatos contraditórios e preferências politicas, de modo que fica inegável a brilhante a atuação de Tony Ramos e Drica Moraes, além de uma ótima fotografia. Quanto a critica de enfatizar este episodio ao invés das manifestações populares, a frase "Gosto mais de ser interpretado do que me explicar", responde bem essa questão.
Filmes históricos geralmente pecam pela solenidade, pelo didatismo, pela previsibilidade.
Mas a atuação de Tony Ramos, no papel de Getúlio Vargas (1882-1954) está impecável. A semelhança do corpo de atores aos personagens reais que trabalharam lado a lado com Getúlio está de se tirar o chapéu.
O filme tem ritmo, apesar da cadência, da linguagem de televisão. Tem um time de celebridades, mas não é só a presença deles que sustenta o filme. O filme se sustenta como história e pela boa atuação. Só irrita a insistência da câmera em passar várias vezes pelos lustres do Palácio do Catete.
E é um filme que fala de corrupção, lançado um pouco antes de uma das eleições presidenciais mais tensas da História.
O presidente mais famoso do Brasil, ganha um filme sobre seus últimos dias, que antecede seu suicídio. Com direção de João Jardim, o filme tem seus bons momentos, mas infelizmente não chega a ser um grande filme, ficando muito abaixo do esperado e não representando o ex-presidente Getúlio Vargas como se deve. Por se tratar de seus últimos dias de vida, é necessário que o telespectador saiba a história de governo do ex-presidente, por isso não se deve esperar uma biografia completa. Entretanto, mesmo focando em apenas um trecho de sua vida, o filme foi regular. Em se tratando de atuações, o filme ganha destaque. Tony Ramos transmite bem a personalidade de Getúlio, mesmo não tendo a aparência igual, o ator se saí muito bem em seu papel, sendo um dos maiores destaques do longa. Drica Moraes que sempre foi uma atriz mais voltada para papeis cômicos consegue se destacar. Ela interpreta a filha de Getúlio. Ponto positivo para essa personagem, pois muitos não sabem que a filha de Getúlio também fazia parte de sua equipe na política, além de mostrar uma forte personalidade e ajudar em alguma decisões. Normalmente, o povo só pensa no Getúlio como presidente, mas nesse filme, conseguiram mostrar que sua filha também tinha poder e um sangue político em suas veias. E Drica faz sua personagem se destacar. Alexandre Borges interpreta o principal rival do ex-presidente, Carlos Lacerda, apesar de não ter muito tempo em cena, Borges cumpre bem seu papel. Alexandre Nero faz o coronel que investiga o crime que acontece no inicio do filme. O atentado ao Carlos Lacerda. Infelizmente, seu personagem não tem muito o que fazer e por isso sua atuação é prejudicada. O restante do elenco, se saí bem, mesmo não tendo muito destaque. O roteiro tenta retratar de forma fiel os acontecimentos que levaram ao seu suicídio, mas peca, pois ignora muita coisa. A mulher de Getúlio apareceu muito rapidamente, podendo ser cortada do filme, já que não faria falta. Seu filho também quase não era necessário, mas como existe um história envolta dele, seu personagem não apareceu em vão. O desfecho se resolveu muito rápido. Faltou um pouco mais de investigação, mais suspense sobre quem cometeu o crime. O filme foi muito corrido. Darei destaque aos conflitos internos de Getúlio. O roteiro tentou mostrar o presidente e seus conflitos com ele mesmo. A trilha sonora ganha destaque, com um fundo musical de suspense e fazendo com que o telespectador sinta a agonia do presidente. A fotografia se saiu bem. Tons escuros foram usados para representar os pesadelos de Getúlio. Além de saber como utilizar a luz local nas cenas internas dentro do Palácio do Catete. Enfim, o filme poderia ter sido melhor, mas não chega a ruim. Quem sabe na próxima teremos um filme a altura do ex-presidente Vargas.
Outro filme excelente e mostra uma realidade bastante atual que a política brasileira ainda respira, conspirações, perseguições, crimes e inveja, ingredientes básicos de uma política ditatorial e lastimável. O que não é diferente de hoje, praticamente o Brasil vive esses resquícios.
A nota que eu estou dando não vai pelo filme,mas sim pela direção,que mostra um Getulio "Legalzão",quer fazer com que o cara que enviou uma mulher gravida pra um campo de concentração
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