Notas dos Filmes
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    Miss Julie
    Média
    3,2
    31 notas e 8 críticas
    distribuição de 8 críticas por nota
    2 críticas
    1 crítica
    3 críticas
    1 crítica
    1 crítica
    0 crítica
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    8 críticas do leitor

    anônimo
    Um visitante
    3,0
    Enviada em 26 de agosto de 2015
    É inconfundível não presenciar trabalhos da diretora japonesa Liv Ullmann.Ela sempre explora bem as atuações,focando o máximo possível em um elenco curto.Em "Miss Julie" não é diferente.Aqui temos um início,meio e fim,inteiramente trabalhado por Colin Farrel,Jessica Chastain e Samantha Morton.Com a exceção da pequena Nora McMenamy,que interpreta Julie na infância.É prazeroso acompanhar a história vivida pelos três personagens,já que é totalmente centrada neles.Com um figurino e fotografia de época,que o faz tornar lindo e muito emocionante.Ullmann consegue trazer a tona,a relação entre o subordinado- vivido por Colin Farrel- e ela própria.Vimos isso com frequência no começo da trama,já que ela própria se sente atraída pelo o empregado.A atmosfera do filme,é voltada realmente ao teatro,já que se passa quase que inteiramente dentro do casarão,e nunca aborda a parte externa da locação.O que se torna interessante,porque,podemos ver a inquietação dos mesmos.Além disso,tem uma narrativa interessante,são poucos momentos,mas são essenciais ao longa.
    Eduardo Santos
    Eduardo Santos

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    4,0
    Enviada em 11 de fevereiro de 2015
    Este filme é baseado na peça homônima do dramaturgo e romancista sueco August Strindberg, sendo esta sua principal peça. O autor é considerado um dos maiores escritores escandinavos, ao lado de Henry Ibsen e Hans Christian Anderson, por exemplo. Eu havia gostado muito da peça quando a vi encenada aqui no Brasil, e fiquei bem curioso em ver essa versão da icônica Liv Ullmann para o cinema, com Jessica Chastain, Colin Farrell e Samantha Morton. Primeiramente, vale dizer que a interpretação desses 3 atores fantásticos já valeriam por si só a apreciação deste filme. Se Chastain consegue dar uma profundidade fantástica a essa personagem cheia de nuances, que sofre por não saber o que quer da vida, e se impõe por sua classe social, é Colin Farrell que surpreende com uma interpretação bastante digna, e bem diferente da canastrice que lhe costuma ser peculiar. E Samantha Morton aparece pouco, mas abrilhanta a tela quando surge. Incrível a química entre este pequeníssimo elenco, com personagens muito bem construídos e auxiliados por um roteiro muito bem servido de diálogos bem intensos, que dão margem a cada um brilhar um pouco. Eu particularmente adorei o filme. Adoro esse choque de realidades onde dilemas morais vão sendo descontruídos de maneira tão impactante devido maioritariamente por um excelente texto. A direção de atores por parte de Ullmann se mostra extremamente eficaz. Claro que o que incomoda no filme é algo que pode incomodar muito gente. Não se parece muito com um filme e sim que você está assistindo uma peça de teatro filmada. Os exageros cênicos estão lá, apesar da minha já confessa admiração pela interpretação dos atores. Toda essa turbulência emocional parece meio fora do padrão cinematográfico atual. Por não ter um ritmo exatamente ágil, o filme pode causar certa falta de empatia por parte de um público que esteja acostumado com os dramas cinematográficos mais costumeiros. Mas tirando esse mero detalhe, que não necessariamente é um defeito do filme, esta obra me parece um deleite. Para quem gosta de um bom texto, mesclando dilemas, tragédias, e tristezas, o filme é um prato cheio.
    Marco G.
    Marco G.

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    2,5
    Enviada em 26 de maio de 2015
    Para quem gosta de teatro clássico com longas falas o filme é aceitável. Na verdade o que salva o filme é a qualidade dos protagonistas.
    cinetenisverde
    cinetenisverde

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    3,0
    Enviada em 17 de janeiro de 2017
    O que mais gosto do início de Miss Julie é o sotaque irlandês de Colin Farrell. Esse sotaque é rebuscado, bem trabalhado. Mas não é só isso que o torna magnético. A forma com que Farrell explora apenas através da voz e de suas expressões as amarguras da vida do seu personagem, John, um serviçal que trabalha para um Barão que era o vizinho de seu pai, é o tipo de coisa que faz com que Miss Julie seja um trabalho intimista no mínimo curioso.
    Clara B.
    Clara B.

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    1,5
    Enviada em 2 de junho de 2015
    Achei muito ruim, muito teatral e cansativo. Fiquei com vontade de ver assistindo o trailer, mas não esperava que fosse praticamente uma peça de teatro dramático....Não gostei, não recomendo.
    anônimo
    Um visitante
    3,5
    Enviada em 15 de julho de 2020
    Em um filme elegante desse,não poderia ter outra atriz no protagonismo se não fosse a bela Jessica Chastain.É a delicadeza de Liv Ullmann em cena.O romance existente é muito bem criado e explorado pela diretora.Lugares fantásticos que combinam perfeitamente com cada situação.
    Bruna P.
    Bruna P.

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    5,0
    Enviada em 28 de maio de 2015
    Depois de ter visto Miss Julie eu vou parar um pouco pra fazer minha crítica ao filme porque eu me surpreendi tanto que sinto essa necessidade. Eu não conheço a peça original, então não posso fazer uma comparação entre ambas, mas não acho que isso levaria ninguém à lugar algum, dado que releituras, refilmagens e re-qualquer-outra-coisa-do-gênero mudam de acordo com a visão e objetivo pessoal do responsável pelo projeto. O filme possui uma trama que muito interessa, é extremamente sugestivo, erótico e até um pouco romântico na primeira hora do filme, o desenvolvimento das personagens se dá de uma forma bem estruturada – e, contando que o filme se passa em cerca de seis cenários, tendo uma cozinha como o principal, onde vemos apenas três atores contracenando durante duas horas. – não era necessário o uso dos diálogos para se envolver com as emoções de cada um deles. Na segunda hora o drama toma conta e perturba a sanidade de cada expectador, embora possa se tornar maçante caso ele esteja esperando um simples romance dramático do fim de século XIX. Ao meu ver, o foco do filme está aí: psicológico. O entendimento das motivações de cada personagem e suas atitudes. Os diálogos muito bem formados nos fazem ir além e, principalmente a partir da segunda hora de filme, há todo o cenário puxado para o drama com extremo teor psicológico, abrindo ainda mais a personalidade de cada um. Quanto à atuação do Ferrel, além da imitação fraca de um sotaque anglo-irlandês e momentos cujas emoções lhe pareciam muito teatrais - o que eu entendo, dado ao fato do filme ser originalmente uma peça teatral - seu papel foi bastante bem feito, tanto que eu não sei até que ponto meu ódio pelo personagem termina e o pelo ator começa. Eu, como seguidora da Chastain preciso focar na minha absoluta surpresa com sua atuação no filme – e o auge dele. Extremamente diferente de qualquer outro trabalho que ela tenha feito até então, o melhor deles, em minha opinião. Sua entrega à personagem é absurdamente notável e de caráter ridiculamente perturbador, o que me engoliu por inteira e destruiu cada pedaço da pouca sanidade que havia em mim. Talvez pelo sofrimentos em seus olhos, talvez por ser a atriz que mais admiro nos dias de hoje, talvez por me identificar com os distúrbios visíveis de Julie. Caso você se atente aos detalhes e se permita receber a “benção” de cair de cabeça no filme, não vai segurar as lágrimas. Eu não segurei e garanto que não fui a única naquela sala de cinema.
    Thiago S.
    Thiago S.

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    5,0
    Enviada em 10 de julho de 2015
    Como um amante do Cinema de Ingmar Bergman não pude deixar de assistir esse filme que é dirigido e escrito por Liv Ullmann, baseado na peça de mesmo nome. Liv, que trabalhou durante anos com o genial dramaturgo sueco, pode nos mostrar que, além de ter sido uma das melhores atrizes de sua era, sabe muito bem como dirigir um bom filme. Detalhe maior, a grande influência de Bergman na construção do filme. Não conheço a peça, mas é notável como Liv utiliza a dramaturgia teatral com poucos personagens e um profundo teor psicológico, que surge em cada um dos personagens ao longo dos conflitos, criados pelos mesmos. A escolha da peça foi muito adequada, ao que ela se propôs a fazer. Em uma época, na qual os filmes se tornaram entretenimento banal, bom que ainda estejam trabalhando pessoas, como a Liv que vivenciou como atriz a era do cinema como arte, e agora continua o legado deixado pelo mestre Ingmar Bergman.
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