Minha Fama de Mau
Média
3,4
120 notas

14 Críticas do usuário

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Otavio W.
Otavio W.

449 seguidores 247 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 15 de fevereiro de 2019
Hoje dia de assistir uma biografia parcial de um dos maiores cantores e compositores do Brasil, especialmente por ter participado da jovem Guarda e ter uma legião de fãs. O filme conta a melhor época artística de Erasmo Carlos, sem se desviar muito para dramas ou algo que tire graça das situações maior parte do tempo, com muita brincadeira, principalmente com a fama de ser um artista bonito e pegador no meio de canções e história musical. O começo conta algo mais simples, de como alguém simples, enrolado e até mesmo preguiçoso, sonha em ser famoso cantando, tudo parece ser mais uma sátira do que algo mais próximo da realidade, os exageros são um pouco constantes, trazendo uma leveza para a história, que mesmo em momentos mais tensos, parecem tirar o sarro de tudo. Outro ponto bom de observar desde o começo é que tudo é narrado por alguém, e os próprios personagens ficam intervindo e parecendo conversar com o espectador para explicar melhor a história. Depois de obter a fama, o filme mostra algo mais bonito, cuidando bem das amizades que são construídas, e mesmo em momentos que poderiam ser mais dramáticos, há sempre uma cena ou situação para parecer mais leve e cômico. O único momento em que isso não acontece, é no seu fim, que fica bem dramático em relação ao resto do filme, mas que mostra que a construção das cenas foi bem elaborada, contendo muitas músicas que não estão ali por acaso, e sim na construção de algo maior, que não pode ser rompida por alguns momentos, fatos ou atitudes, mostrando como o final feliz do filme não é só do filme, mas também de todos que vivenciaram aquilo tudo. No geral, um filme divertido e que conta uma história legal de forma leve e engraçada, com bastante música, algumas explicações um tanto loucas e sempre acompanhado por alguém narrando algum fato curioso seja por contar ou conversando com o espectador, mostrando uma experiência divertida, mesmo que não seja muito explicativa ou que conte algo além da música e suas composições.

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anônimo
Um visitante
2,5
Enviada em 12 de fevereiro de 2025
Lançado em 2019 sob a direção de Lui Farias, Minha Fama de Mau é uma cinebiografia que busca retratar a trajetória musical e pessoal de Erasmo Carlos, um dos grandes nomes da Jovem Guarda e do rock brasileiro. Inspirado no livro homônimo autobiográfico do próprio cantor, o filme acompanha sua ascensão desde os tempos humildes na Tijuca até sua consagração como o "Tremendão". Apesar da premissa interessante e do apelo nostálgico, a obra enfrenta desafios narrativos e estilísticos, oscilando entre o tom de homenagem e uma abordagem excessivamente romantizada da história.

A narrativa se estrutura de forma linear, iniciando-se nos anos 1960, quando um jovem Erasmo Carlos, interpretado por Chay Suede, começa a demonstrar seu fascínio pelo rock and roll e sua determinação em viver da música. Sua trajetória ganha impulso ao conhecer Carlos Imperial (Bruno de Luca), um apresentador de TV controverso e influente, que abre as portas para sua amizade e parceria musical com Roberto Carlos (Gabriel Leone). O filme cobre a ascensão meteórica da Jovem Guarda, o impacto do sucesso na vida de Erasmo, suas relações pessoais e os desafios que enfrentou ao longo da carreira.

Embora o enredo busque retratar a história de Erasmo Carlos com fidelidade, a construção narrativa peca por uma abordagem superficial de momentos-chave de sua vida. A ascensão do cantor e compositor acontece de forma acelerada, sem um desenvolvimento mais aprofundado dos conflitos e dilemas que enfrentou. A trama não explora com complexidade os desafios do sucesso repentino, as pressões da indústria fonográfica ou as transformações do cenário musical brasileiro. Como resultado, o filme se torna uma sequência de eventos nostálgicos, mas sem um arco dramático forte o suficiente para prender o espectador.

A atuação de Chay Suede como Erasmo Carlos é um dos pontos positivos da produção. Suede consegue transmitir o carisma e a ingenuidade do jovem sonhador que deseja se tornar um astro do rock nacional. Seu desempenho vocal nas performances musicais também é convincente, capturando a essência do cantor sem tentar imitar sua voz de forma exagerada. No entanto, a construção emocional do personagem carece de maior profundidade, em parte devido ao roteiro que não explora seus conflitos internos com o devido peso dramático.

Gabriel Leone, no papel de Roberto Carlos, entrega uma atuação segura, mas sem grandes nuances, limitando-se a uma representação superficial da figura do Rei da Jovem Guarda. Já Bruno de Luca, como Carlos Imperial, adota uma abordagem caricata do apresentador, enfatizando seu lado excêntrico, mas sem trazer camadas mais complexas ao personagem. Malu Rodrigues, interpretando Wanderléa, tem pouco tempo de tela e acaba sendo subaproveitada, o que reflete um dos problemas do filme: a falta de aprofundamento em figuras essenciais para a trajetória de Erasmo Carlos.

O roteiro, assinado por Lui Farias e Letícia Mey, adota uma abordagem convencional, sem grandes ousadias narrativas. A opção por uma estrutura linear e episódica resulta em uma história que, embora fiel aos eventos principais da vida de Erasmo, não apresenta um aprofundamento significativo de seus desafios pessoais e artísticos. O texto evita explorar aspectos mais complexos do protagonista, como os dilemas da fama, os desafios criativos na composição musical e as dificuldades enfrentadas ao longo das décadas seguintes.

Além disso, a narrativa apresenta momentos excessivamente romantizados, o que compromete a autenticidade da história. A ausência de conflitos mais intensos e o tom nostálgico predominante fazem com que o filme se assemelhe mais a uma homenagem do que a um retrato aprofundado da vida de Erasmo Carlos. Essa abordagem já foi criticada em outras cinebiografias brasileiras, como Minha Vida em Marte (2018), que também optou por um tom mais leve e linear em detrimento de uma análise mais profunda de seus personagens.

A cinematografia de Minha Fama de Mau, assinada por Pablo Baião, é eficiente ao recriar a atmosfera dos anos 1960, com uma paleta de cores vibrantes e figurinos que remetem à estética da Jovem Guarda. A direção de arte merece destaque por reconstruir com precisão a ambientação da época, incluindo os estúdios de televisão e os figurinos dos artistas. No entanto, a fotografia, apesar de correta, não apresenta grandes inovações visuais, mantendo-se dentro de uma estética segura e sem riscos estilísticos.

A trilha sonora é um dos pontos altos do filme, trazendo sucessos icônicos da Jovem Guarda, como Festa de Arromba, Minha Fama de Mau e É Preciso Saber Viver. As performances musicais são bem executadas e garantem momentos de entretenimento para os fãs do movimento. No entanto, a escolha de regravar algumas canções em vez de utilizar versões originais pode dividir opiniões, já que algumas performances carecem da energia e do impacto das gravações clássicas.

O desfecho do filme segue a linha de uma cinebiografia tradicional, encerrando-se sem grandes surpresas ou reviravoltas emocionais. A narrativa conclui com uma celebração da carreira de Erasmo Carlos, destacando sua importância para a música brasileira, mas sem aprofundar os desafios e transformações que enfrentou em décadas posteriores. Esse tipo de final, embora coerente com a proposta do filme, deixa a sensação de que a história poderia ter sido explorada com mais complexidade e dramaticidade.

Minha Fama de Mau (2019) é uma cinebiografia que acerta no tom nostálgico e na recriação visual da Jovem Guarda, mas peca pela falta de profundidade narrativa e emocional. O filme funciona como um tributo a Erasmo Carlos, mas adota uma abordagem excessivamente linear e sem grandes riscos criativos. Apesar das boas atuações, especialmente de Chay Suede, e da trilha sonora envolvente, a obra não consegue transcender o formato convencional de cinebiografias musicais, resultando em um retrato simpático, porém superficial, de um dos ícones do rock brasileiro.
Ricardo L.
Ricardo L.

63.042 seguidores 3.148 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 3 de junho de 2019
Bacaninha! Por ser nacional? não!! por ter potencial e perder isso facilmente com atributos negativos que superam os positivos. Roteiro é fraco, tendo primeiro e segunda atos péssimos e um ato final razoável, elenco ruim e atuações idem, todos sem energia e que fisicamente não parecem com os astros da jovem guarda. vale destacar o bom cenário que realmente parece com a aquele movimento que parou o Brasil. para os que gostam do ritmo vale apena conferir.
Isis Lourenço
Isis Lourenço

7.605 seguidores 772 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 23 de dezembro de 2020
Abertura bem original para um filme brasileiro.
O filme é leve,bem musical como tinha que ser,mas as coisas acontecem tão rapidamente e sem a profundidade necessária para quem assim como eu,não foi dessa geração que dá uma desanimada. Acredito que iria ficar muito longo e entediante se seguisse à risca o livro ou talvez fosse mais agradável.
Erasmo muito garanhão né? (tá certo,se fosse minha biografia,também iria querer causar,mas é difícil crer nisso).
Gostaria de ver mais sobre a amizade com Roberto,ficou tudo muito raso.
Bom para ver Tim Maia novinho,não sabia que eles se conheceram dessa forma.
De uma forma geral,dá pra assistir numa boa.
Crismika
Crismika

1.186 seguidores 510 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 5 de janeiro de 2021
O filme traz para telona um pouco do que foi a conturbada vida do Lobo Mau Tremendão. O filme é bem feito, deixando um pouco a desejar sobre o roteiro do filme que deixa de trazer uma Emoção a mais. Mas o filme é muito bem feito, as interpretações de Erasmo e Roberto estão muito boas, um filme gostoso de assistir. A participação da cantora Paula Toller, esposa do Diretor Lui Farias está especialíssima e nos faz viver um pouco de como as coisas eram na época. Vale a pena conferir.
Jorge Eduardo M.
Jorge Eduardo M.

111 seguidores 333 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 24 de agosto de 2023
Um bom filme, leve com otima trilha sonora e essa história de amizade que acaba se misturando. É claro que algumas coisas foram bem superficiais, mas não daria pra contar uma vida num filme de pouco tempo e se fosse muito longo com certeza não iria atrair aqueles que não viveram essa época. Acho q a narrativa e o desenrolar do filme retratou bem e gerou bem mais curiosidade, sobre a vida de todos personagens.
Luiz Antônio N.
Luiz Antônio N.

30.759 seguidores 1.298 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 2 de junho de 2019
Na Tijuca da década de 1960, o jovem Erasmo Carlos alimenta uma paixão: o rock and roll. Fã de Elvis Presley, Bill Haley e Chuck Berry, ele aprende a tocar violão enquanto vive de sonhos, bicos e pequenas delinquências. Sua fama de roqueiro atrai Roberto Carlos, e logo se tornam parceiros e amigos.

Eu gostei demais da história fora que a trilha sonora é sensacional muito legal poder conhecer um pouco mais sobre a jovem guarda e não importa o que falavam mas Eles simplesmente mudaram Uma Geração⭐⭐⭐
Claudio C.
Claudio C.

5 seguidores 31 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 16 de fevereiro de 2019
Para quem gosta de historia da música, filmetes antigos do Rio, tem mais de 50 é maravilhoso. Cantei, chorei, não consegui desgrudar da tela. Muito vibrante acompanhar aos momentos da composição das músicas. E muita, muita emoção rola na apresentação da música amigo de fé do Roberto para o Erasmo. Assistiria de novo fácil.
Mundo e
Mundo e

4 seguidores 14 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 20 de agosto de 2019
spoiler:
eu amei o filme eu gostei da 1 parte do filme o filme é muito legal e divertido
Ricardo “Sheik” Ferraz Andrade de Campos
Ricardo “Sheik” Ferraz Andrade de Campos

12 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 7 de setembro de 2024
Filme sem sal. Muito Roberto e pouco Erasmo. Atuações modestas e narrativa fria, sem compromisso com a real biografia do astro.
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