Não recomendado para menos de 14 anos
Maria Clara mergulha no passado quase desconhecido de seu pai, Carlos Henrique Escobar. As descobertas e frustrações de acessar a memória de um homem e de um período da história brasileira cheio de lacunas. Ele, um intelectual preso e torturado durante a ditadura militar, não fala sobre isso desde aquele tempo.
3,5
Bom
Os Dias com Ele
Cinema no divã
por Bruno Carmelo
Os Dias com Ele não traz uma premissa incomum no documentário, pelo contrário: o filme foca na relação entre a diretora Maria Clara Escobar e seu pai, o filósofo Carlos Henrique Escobar. Através dos traumas pessoais, a narrativa pretende espelhar os traumas da nação, principalmente relacionados ao sombrio período da ditadura militar. As relações família-pátria e público-privado têm constituído o eixo de dezenas de documentários nacionais, e este é mais um exemplar da boa qualidade deste grupo de obras.
O trunfo do filme é a personalidade muito específica de Escobar. Recluso em Portugal e voluntariamente afastado de amigos ou familiares, o entrevistado demonstra grande amargura em relação à história, à política (seja ela de esquerda ou direita) e às pessoas de maneira geral. A misantropia se reflete na relação com a própria filha, que Escobar trata com frieza e certa ironia – ele chega a
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1:11



A realizadora escolhe como personagem de seu documentário o próprio pai, Carlos Henrique de Escobar Fagundes, acadêmico e artista que foi militante de esquerda, preso desde tenra idade por sua militância precoce e, posteriormente, preso e torturado pela ditadura militar brasileira.
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Festivais
Mostra Tiradentes 2013.
Nacionalidade
Brasil
Distribuidor
Vitrine Filmes
Ano de produção
2012
Tipo de filme
longa-metragem
Curiosidades
1 curiosidade
Orçamento
-
Idiomas
Português
Formato de produção
-
Cor
Colorido
Formato de áudio
-
Formato de projeção
-
Número Visa
-