Nunca fui muito fã de filmes de guerra. Porém ultimamente os filmes estão se superando. A Angelina Jolie soube como contar uma história incrível de superação do nosso caro Louis Zamperini.
Tudo em Invensível soa como um melodrama de Lässe Halstrom. O roteiro repleto de clichês e frases bonitinhas, a trilha sonora que insiste em ficar lá nos momentos mais errados, a lente de Angie Jolie que fazia de tudo pra deixar bonito o que não era pra ser. O que parecia promissor depois de uma bela sequência de abertura, revelou um filme muito regular e muitas vezes arrastado. As atuações foram bem agradáveis, exceto, é claro, Miyavi, que parecia um garotinho mimado que não conseguia o que queria. A fotografia e a arte são o que Invensível tem de melhor.
Um filme bem feito e direção apenas razoável. Um drama da segunda guerra, envolvendo os EEUU e o Japão. Feito com muito cuidado e com endereço certo, criar mais um herói e justificar as bombas atômicas jogadas no Japão e todas as barbaridades cometidas por suas tropas lá e em outros países. Com certeza é um filme da indústria de guerra daquele país. Fazer um filme de prisioneiros de guerra americanos é ser sádico e querer criar um trauma na sociedade americana. Provavelmente os prisioneiros inimigos que ficaram sobre o jugo dos americanos devem ter sofridos horrores piores que esses do filme. Se tiverem dúvidas leiam sobre a prisão de abul grhaib, no Iraque, onde os americanos torturavam seus prisioneiros. O filme é quase todo em cima do sofrimento de alguns militares americanos. Primeiro quando ficaram perdidos no mar por 45 dias. Depois quando foram resgatados por militares japoneses e levados para um campo de prisioneiros. Para piorar, o personagem principal, Louis Zamperini foi especialmente perseguido e tratado com crueldade por Watanabe, responsável pelo campo de prisioneiros. É claro que tudo isso é um exagero, embora com o rótulo de história real. Uma das cenas finais, quando Zamperine é obrigado a levantar um tronco de madeira, como castigo, a intenção era compará-lo com Jesus Cristo, carregando a cruz. Achei muita apelação.
A origem de Louis e a parte que ele esta a deriva no mar em um bote rodeado de tubarões salva o filme e justifica o título, a parte com os japoneses é sem sal e monótona, praticamente ele fica choramingando e apanhando de bambu do general japonês lá, abaixo do esperado, se não fosse pelas duas coisas que mencionei no começo, o filme seria pior ainda, não mereceu mais indicações ao Oscar do que recebeu, Angelina tem que dirigir com mais contundência da próxima vez.
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