Filme muito bem feito, produzido e detalhado. Historia bem contada. Tão bem contada que o filme fica longo demais pelo excesso de detalhes que também gera uma sensação de que algo novo irá acontecer, mas nem sempre acontece. Desse tipo de filmes com historias de vida temos vários, então o público já tem um nível critico elevado, espera algo novo, gosta de ser surpreendido. O filme apenas conta a historia, que é o que se espera, mas não arrisca. Talvez pelo medo de Angelina Jolie de arriscar? não sabemos. Vamos aguardar os próximos episódios da saga de Angelina como diretora. Sobre atuações também não temos nada surpreendente, mas também não há erros. Roteiro cansativo em certos momentos. Efeitos especias bem construídos. É lindo demais saber que a historia aconteceu, emociona, e é fascinante e até mesmo irritante saber que já ouve ou há seres humanos como "Louis Zamperini". Sinônimo de resistência, fé, sangue frio, disciplina e cabeça no lugar. Se o mundo fosse feito apenas de pessoas como ele seria incrível e resolveria 90% dos problemas da humanidade, a PAZ reinaria! A historia de Zamperini é para ser aplaudida de pé. Inspira a se levantar para a vida com sangue nos olhos e encarar qualquer desafio. Dá vontade de viver! VIVA ZAMPERINI.
“A fé mostrou-lhe o caminho: não o da vingança, mas o do perdão”. Tenho me deparado com esta verdade de diferentes formas nos últimos tempos. Algumas pessoas são, de fato, invencíveis. Excelente filme! Grande trabalho o da Angelina Jolie e de toda a equipe envolvida!
Apesar da crítica que li sobre o filme resolvi assistir. Fui surpreendido por uma história de vida que se baseia em superação, autocontrole e, principalmente, resiliência. Em determinado momento do filme, a luta pela sobrevivência no meu do Oceano Pacífico, é de tirar o fôlego. Recomendo firmemente.
Angelina Jolie tem um fascínio por grandes histórias e uma queda por retratar dramas humanos em meio à barbárie. Já víamos isso em sua estreia na direção, com o péssimo “Na Terra de Amor e Ódio” (2011).
É inegável que ela evoluiu muito de lá para cá. Longe de ser uma “grande contadora de histórias”, Jolie construiu uma boa “carta de intenções” como diretora. Seu filme tenta manter o pulso e o ritmo, embora em alguns momentos o filme perca força. Há clichês; há falas pífias, óbvias e solenes; há personagens pouco desenvolvidos e há cenas em que sobra gordura (como o excesso de flashbacks que pouco acrescentam à narrativa). O filme tem trilha sonora excessiva, plangente. Desplat quer, a todo momento, nos levar às lágrimas, como se não houvesse segurança no poder das cenas.
Mas, mesmo diante dessas falhas que denunciam uma diretora mais insegura do que ansiosa, Jolie nos brinda com uma comovente história de vida, de fé, de combate, de bravura, sem apelar para o melodrama, em uma forma de cinema clássico.
Se há sinceridade nesse gesto, e isso pode ser encarado como a grande qualidade do longa, ele também pode ser interpretado como defeito. Até porque, Jolie bebe das fontes de um Spielberg em seus piores momentos: o Spielberg ufanista, americaníssimo, patriota, quadrado, maniqueísta, edificante, moralista. E personalista como Eastwood, também em seus momentos pouco inspirados.
O olhar feminino nas batalhas pode até privilegiar a amizade, a lealdade dos soldados, mas enfraquecem de emoção os tiros, o rodopio dos aviões de guerra.
Angelina Jolie persegue a incrível história do ítalo-americano Louis Zamperini (1917-2014), personagem de Jack O’Connell (da série Skins). Zamperini tem altos e baixos superlativos. Da infância pobre e marginal, ao status de um maratonista famoso, ao soldado americano na Segunda Guerra Mundial, cujo avião é abatido, passa mais de 40 dias à deriva, e quando consegue chegar em terra firme, cai em mãos inimigas. Não sabemos se Zamperini é um cara de muito azar ou de muita sorte, mas a sua sobrevivência dá a tônica para o título do filme.
O'Connell tem uma atuação distante, fria, e isso prejudica também a força de seu personagem. Outro personagem desperdiçado é o comandante japonês Watanabe (Miyavi), forte antagonista de Zamperini.
O filme traz a tese de que todas as guerras são iguais, e que não há guerras boas. Mas, mais do que um filme de inspiração e superação, A.J. quer falar que o maior de tudo é o perdão. É essa a sua mensagem principal.
Louis Zamperini. Atleta olímpico da equipe americana de atletismo que foi aos jogos de Berlim. Acaba servindo ao exército americano na segunda guerra. Em uma missão de resgate, seu aviao cai no mar e junto com 2 sobreviventes da queda passam 45 dias a deriva no mar. São resgatados por japoneses e se tornam prisioneiros em um campo de concentração. Sim, baseado em fatos reais, "Invencível" mostra Zamperini como uma pessoa inabalável e persistente. Além de sobreviver a guerra, o filme não tem uma explicação "plausível" as atitudes de Zamperini, o que em alguns momentos o coloca como um super-homem. O antagonismo de Zamperini, "A Ave", poderia ser melhor trabalhado, assim como seus relacionamentos com outros soldados. Uma fotografia belíssima e uma cena inicial de tirar o fôlego sao pontos fortes do filme. Os diálogos do filme podiam ser mais trabalhados, pois o potencial que essa estória tem acaba perdendo um pouco da força com eles. Alguns momentos podiam ser menores, pois sao cansativos dentro de 132 minutos. Realmente, uma estória que merece ser vista.
Então... Abordar temas como "tempos de guerra", "tortura japonesa" e "ficar à deriva em alto-mar", hoje em dia é meio arriscado, já que estão meio batidos e retratados a todo instante. Mas tudo ganha um certo "frescor" quando a todo esse clichê soma-se uma história de coragem, de luta, superação e determinação - um resumo de toda a biografia de Louis Zamperini. Angelina foi brilhante ao abordar uma história tão cheia de detalhes, rica em elementos que prendem e expressam toda a agonia e sofrimento do protagonista, até antes mesmo de ser capturado pelos japoneses. O único problema é que, por ter tanta informação em mãos, o filme acaba se arrastando por alguns momentos, o que pode tornar cansativa a jornada de 2 horas e 10; mas, no geral, o filme tem ares de grandioso, e dá orgulho de ver a eterna Lara Croft dando um show por trás das câmeras.
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