Star Trek: Sem Fronteiras
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Lucas Alcântara
Lucas Alcântara

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4,5
Enviada em 11 de setembro de 2016
Há alguns anos, foi triste saber que o diretor J. J. Abrams estava se afastando da direção do terceiro Star Trek para enfim dirigir o retorno triunfante — diga-se de passagem — de Guerra das Estrelas aos cinemas na produção de Star Wars — O Despertar da Força (2015). Sendo assim, a Paramount e os produtores da franquia precisavam encontrar um novo diretor para dar continuidade às aventuras da Enterprise. O escolhido foi ninguém menos que Justin Li. Conhecido principalmente por dirigir quatro longas da franquia Velozes e Furiosos e ter iniciado o novo formato de filme de Ven Diesel e companhia, Li ficou a encargo de dirigir Star Trek — Sem Fronteiras. E antes de mais nada é preciso dizer: Sem Fronteiras é mais uma grande — e fascinante — surpresa para os fãs da franquia intergaláctica.

Justin Li, para o desinformado, foi quem dirigiu os fracos Velozes & Furiosos — Desafio em Tóquio (2006), Velozes & Furiosos 4 (2009), o inovador e estereotipado Velozes & Furiosos 5 — Operação Rio (2011), e o fascinante Velozes & Furiosos 6 (2013). E para quem não sabe o cineasta será responsável por Space Jam 2 (ainda sem data de lançamento prevista). Isso só comprova que como um bom diretor Li vem conquistando espaço em Hollywood. A pergunta que fica é: tendo poucos filmes com destaque em seu currículo, será que Li estaria apto para dirigir um Star Trek? Claro. Por que além de tudo Li é um bom diretor de blockbusters, o que Star Trek além de tudo é.

Star Trek de 2009 foi inovador, original e nostálgico. Além da Escuridão — Star Trek (2013) foi uma aventura sombria e de tirar o fôlego — e lágrimas. E o atual Star Trek — Sem Fronteiras é, metaforicamente falando, "um episódio de duração de duas horas da série clássica". Tem toda a nostalgia do filme de 2009 e o ritmo constante — e os erros — da continuação de 2013.

O Capitão James T. Kirk (Chris Pine) e tripulação da Enterprise estão no terceiro ano da missão de exploração do universo. Durante uma missão de resgate a tranquilidade da tripulação é abalada quando atraem Krall (Idris Elba), um tirano que ataca a Enterprise atrás de uma arma que a tripulação guarda. Agora separados em grupos num planeta desconhecido, Kirk tentará resgatar a sua tripulação ao mesmo tempo que tenta descobrir o que Krall quer com a arma que, nas mãos erradas, é capaz de fazer estragos inimagináveis.

Como uma boa continuação, Sem Fronteiras tem um ritmo constante, que de longe atrapalha a produção. O problema realmente está — assim como no vilão Khan (Benedict Cumberbatch) de Além da Escuridão — nas motivações de Krall. Assim como todos os antagonistas apresentados nessas novas aventuras, Krall é fascinante: é apresentado como um vilão clichê e quando menos esperamos a verdade se revela e o antagonista não é mais um simples vilão. Então em que quesito a composição do personagem de Elba erra? A motivação, que assim como a de Kahn, é bastante subjetiva, implícita. Apesar de tudo, o espectador nunca tem certeza do por que de Krall estar fazendo o que está fazendo, e a simples explicação de que é louco e nutre ódio pela Federação não cai bem.

Apesar disso, o personagem de Elba não é o único que sofre com motivações fracas. A excelente Jaylah — interpretada por Sofia Boutella — é uma personagem que cai facilmente nas graças do público, mas tudo isso se deve ao carisma da atriz que a interpreta. Não sabemos muito da personagem, apenas como caíra no planeta desconhecido, e não fica muito claro o motivo dela estar ajudando Kirk e companhia. Apesar disso, esperemos que Jaylah apareça numa das continuações, que muito diferente da insuportável doutora Carol Marcus de Além da Escuridão, tem todo o mérito de acompanhar a Enterprise em mais algumas aventuras.

Os aspectos positivos do filme é, definitivamente, um mar de surpresas. A maior vantagem de Star Trek, que são os personagens carismáticos, continua presente em Sem Fronteiras, mais aguçada que nunca, e com momentos tão engraçados quanto os dos filmes anteriores. E é preciso dizer: mesmo que pequenas, homenagens a atores mortos — como Nimoy e Anton Yelchin — através de momentos nostálgicos — vide o de Spock (Zachary Quinto) verificando os pertences do Embaixador Spock — e diálogos estão presentes.

O roteiro, que carrega o filme no geral, é bem simples, e através dos elementos que ele usa o motivo do filme ser nostálgico se revela. Ao fã saudoso, não há como não se lembrar de um episódio da clássica série que marcou infâncias: da tripulação separada e perdida num planeta desconhecido as fantásticas batalhas de nave é um mar de nostalgia — e um respeito ao material original, que a nova franquia mantém desde o primeiro: esse respeito também se deve a Abrams, que mesmo não tendo participado da direção de Sem Fronteiras é um dos produtores.

E apesar de ser o mais fraco dos últimos três, Sem Fronteiras é o primeiro a abordar descaradamente a verdadeira mensagem de Star Trek, que vai além de uma aventura intergaláctica. Para as crianças que vão curtir a aventura, Sem Fronteiras reforça doutrinas que a franquia vem construindo desde o seu início, no século XX: o companheirismo, confiança e a amizade. E o principal de tudo: a guerra entre nações pode ser facilmente resolvida pela paz.

Sem Fronteiras tem momentos marcantes — como a solução que a tripulação acha para atravessar o "mar" de abelhas — e as piadas continuam presentes — agora que a atmosfera leve voltou. Estas tem timing e conseguem o seu propósito to: aliviar a tensão.

O 3D infelizmente é indispensável. Não há uma cena se quer, muito menos uma tirada de câmera para fazer a tecnologia útil, na qual a técnica já monopozada se faz presente. E como se não fosse o suficiente, o 3D de Sem Fronteiras escurece bastante a fotografia, e em determinadas cenas é preciso se inclinar na poltrona para entender o que diabos está acontecendo na cena. Isso piora ainda mais nas cenas — a maioria delas de ação — na qual a fotografia já está bastante escura.

O filme tem uma ação constante, cenas de ação de tirar o fôlego e que prendem o espectador, inclusive o não fã da franquia, na poltrona. Mas o a direção de Justin Li e o roteiro de Simon Pegg — que faz parte do elenco do filme — e Doug Jung desenvolve a história propriamente dita e continua desenvolvendo a relação dos personagens — vide e Spock e Magro (Karl Urban) que passam boa parte do filme juntos.

Sem Fronteiras pode se resumir basicamente a um dos melhores blockbuaters do ano, mas não deixe a aventura passar. Fascinante, de tirar o fôlego ego, nostálgico e memorável Sem Fronteiras prova mais uma vez que Star Trek é atemporal!

Nota: 8.5/10
Carlos B.
Carlos B.

3 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 11 de setembro de 2016
Filme muito bom!! Eu achava que ia ser bem mais ou menos pois o JJ Abrams saiu da direção. Mas o Justin Lin foi substito a altura dele e ele produzindo formaram uma ótima dupla e deixaram o filme redondo!!
Luis R.
Luis R.

24.057 seguidores 759 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 10 de setembro de 2016
Um dos melhores filmes que já assisti,a trama é conduzida de maneira eletrizante e agradável,os personagens são desenvolvidos de modo carismático e espetacular,as situações vividas por Kirk e sua tripulação são formidáveis e interessantes,a homenagem feita no final do filme a serie clássica foi emocionante.
Valéria D
Valéria D

1 crítica Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de setembro de 2016
Star Trek: Sem Fronteiras, terceiro filme da nova franquia e que deveria marcar as comemorações dos 50 anos de Jornada nas Estrelas. Não estava muito animada para assisti-lo, confesso que os trailers e a associação do terceiro filme aos realizadores de Velozes e Furiosos, me fez torcer o nariz. Depois de ter visto a película, devo dizer que o efeito Velozes e Furiosos em Star Trek: Beyond é inócuo e não compromete em nada o resultado. O problema, a meu ver, é o roteiro frouxo, cheio de buracos que exige mais que suspensão de descrença do expectador. Agora, é preciso ressaltar que o elenco funcionou bem, talvez melhor até que no primeiro filme e, sim, desta vez, o Kirk de Chris Pine está muito bem.
Vitor H.
Vitor H.

2 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de setembro de 2016
Mesmo não sabendo muito sobre a série de TV, deu à entender a cronologia das coisas. Pequenas cenas de transição de câmera, no 3D perdeu muito fps" ficando embaçadas, mas de resto, ta jóia.
Marco G.
Marco G.

541 seguidores 244 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 9 de setembro de 2016
Uma continuação comum, um 3D pouco emocionante, tornam o filme razoável. O estúdio se preocupando com a bilheteria ao contrário da inovação.
Diácono Marcio C.
Diácono Marcio C.

20 seguidores 54 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 8 de setembro de 2016
filme muito bom Agrada aos antigos fãs e diverte os novos telespectadores Roteiro acertou em dividir a turma pois deu mais destaques aos personagens secundários
Carlos Eduardo L.
Carlos Eduardo L.

2 seguidores 9 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 7 de setembro de 2016
Entretenimento em estado puro! Nítida a mão de J.J.Abrahms e Roberto Orci que dão uma nova vida para Star Trek e colocando a estória em ritmo de século XXI para criar uma nova geração Trekkers. Não perca.
felipe m.
felipe m.

13 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 7 de setembro de 2016
Filme mais fraco da série. História fraca e previsível as cenas de ação não te prende ao filme e olha que vi no cinema. Tem alguns efeitos legais e bons atores, mas deixou a desejar tendo em vista que os 2 primeiros foram infinitamente melhores.
Nilton A.
Nilton A.

2 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 5 de setembro de 2016
O filme é empolgante e nos remete as aventuras da série clássica, só que agora com os recursos dos efeitos especiais e das grande disponibilidade de recursos financeiros. Mas, se pudesse mandar um recado aos futuros criadores de roteiros, por favor deixam em paz a Enterprise. Vamos poupa-la para os próximos filmes!
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