Média
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Sendo professora de música e cinéfila, fui assistir ao filme com boas expectativas, pois a sinopse é muito interessante... lembra um pouco o excelente Billy Elliot (uma jovem, em situação adversa, desabrocha um talento artístico), porém infinitamente menos denso. Uma comédia leve, boa música, ótimos atores, linda fotografia. Há momentos comoventes, algumas poucas cenas desnecessárias e uma mensagem bacana sobre a deficiência auditiva (o pai da menina é excelente, rouba o filme, já a mãe é meio "pastelão", mas linda). O final seria previsível se fosse filme norte-americano, mas sendo francês me surpreendeu o final feliz. Adorei tanto que me empolguei a escrever aqui pra estimular vocês a assistirem (como tantas vezes fui estimulada por críticas publicadas no Adoro Cinema).
Ouvintes familiares e amigos de surdos podem gostar do filme, como eu, pois nos vemos representados na tela em algumas situações tragicômicas, é divertido. Mas eu assisti com um grupo de surdos e nenhum deles gostou, quase não entenderam, pois a narrativa é feita por ouvintes para ouvintes, não levaram os próprios surdos em consideração, uma pena; poderia ter sido bem melhor.
Música. Surdos. Sinais. Escola. Sessão da tarde. Emocionante. Família. Engraçadinho. França. Adolescentes. Legal.
Com a quantidade de filmes que assisto e a quantidade de informações sobre eles que recebo é bem mais raro pra mim acontecer uma surpresa como este A Família Bélier, o que é algo altamente recompensador. O que eu sabia sobre o filme? Que era sobre uma família de surdos-mudos, com exceção da filha adolescente que, por ironia do destino, descobre ter um grande talento para o canto.
Filme sobre talentos em meio à adversidade já geraram muitos filmes, como o clássico moderno Billy Elliot. O que este filme tem de diferente é que passamos a praticamente conviver, conhecer e nos afeiçoarmos desta pequena família rural do interior da França, seguindo seu dia-a-dia, suas dificuldades e pequenos problemas, mas tudo com muita leveza e simplicidade. Não é preciso possuir alguma deficiência para nos identificarmos com esta família, que é apresentada como uma família comum, igual a todas as outras, com a vantagem de serem muito unidos e amorosos entre eles. Um elenco fabuloso e convincente ajuda bastante a criar este vínculo com o público, mesmo que em alguns momentos seja preciso o uso de legendas para entendermos a linguagem de sinais que utilizam entre eles.
Muito do conteúdo de todos os filmes sobre adolescência e amadurecimento estão lá: a descoberta do amor, a busca de um sonho, os conflitos e indecisões típicos desta fase da vida. Mas a metáfora sobre os pais "surdos-mudos" que retrata a incompreensão e a falta de comunicação que os adolescentes enfrentam acaba sendo usada de forma sutil, visto que os membros da família são apresentados como pessoas de carne e osso, com defeitos e qualidades como qualquer outro ser humano, sem uma visão condescendente e paternalista a respeito de sua deficiência. Além da história de Paula e sua difícil decisão de deixar a família em busca de um sonho, acompanhamos as tramas paralelas: a iniciação sexual do irmão mais novo, a decisão do pai em entrar para a política - este último tema rende algumas boas observações e críticas pertinentes para nossa reflexão, apesar das diferenças entre o Brasil e a França.
A Família Bélier segue uma mesma linha narrativa do recente Questão de Tempo: a leveza da comédia que domina boa parte do filme ganha uma virada dramática em seu final, quando se apresenta o tema da separação da família, revestindo o filme de uma emotividade mais latente. Para os pais que estão vivendo ou já viveram a Síndrome do Ninho Vazio - que representa a saída de casa dos filhos - o filme vai tocar mais fundo, mas esta comédia simpática e emotiva com certeza vai agradar muita gente, principalmente aos apreciadores de clássicos da canção francesa dos anos 60-70
Filme sobre talentos em meio à adversidade já geraram muitos filmes, como o clássico moderno Billy Elliot. O que este filme tem de diferente é que passamos a praticamente conviver, conhecer e nos afeiçoarmos desta pequena família rural do interior da França, seguindo seu dia-a-dia, suas dificuldades e pequenos problemas, mas tudo com muita leveza e simplicidade. Não é preciso possuir alguma deficiência para nos identificarmos com esta família, que é apresentada como uma família comum, igual a todas as outras, com a vantagem de serem muito unidos e amorosos entre eles. Um elenco fabuloso e convincente ajuda bastante a criar este vínculo com o público, mesmo que em alguns momentos seja preciso o uso de legendas para entendermos a linguagem de sinais que utilizam entre eles.
Muito do conteúdo de todos os filmes sobre adolescência e amadurecimento estão lá: a descoberta do amor, a busca de um sonho, os conflitos e indecisões típicos desta fase da vida. Mas a metáfora sobre os pais "surdos-mudos" que retrata a incompreensão e a falta de comunicação que os adolescentes enfrentam acaba sendo usada de forma sutil, visto que os membros da família são apresentados como pessoas de carne e osso, com defeitos e qualidades como qualquer outro ser humano, sem uma visão condescendente e paternalista a respeito de sua deficiência. Além da história de Paula e sua difícil decisão de deixar a família em busca de um sonho, acompanhamos as tramas paralelas: a iniciação sexual do irmão mais novo, a decisão do pai em entrar para a política - este último tema rende algumas boas observações e críticas pertinentes para nossa reflexão, apesar das diferenças entre o Brasil e a França.
A Família Bélier segue uma mesma linha narrativa do recente Questão de Tempo: a leveza da comédia que domina boa parte do filme ganha uma virada dramática em seu final, quando se apresenta o tema da separação da família, revestindo o filme de uma emotividade mais latente. Para os pais que estão vivendo ou já viveram a Síndrome do Ninho Vazio - que representa a saída de casa dos filhos - o filme vai tocar mais fundo, mas esta comédia simpática e emotiva com certeza vai agradar muita gente, principalmente aos apreciadores de clássicos da canção francesa dos anos 60-70
Uma cascata de sensibilidade, amor, emoção, alegria. Um filme simples e lindo, personagens deliciosos, parece que a vida é fácil, pelo menos na França..
Fabuloso. Imperdível. Saí do cinema com gosto de quero mais. Veria mais 2h do filme.
Deixou um gostinho de quero muito mais.
ótimo filme, eu queria ter ouvido o dueto completo do casal.
ótimo filme, eu queria ter ouvido o dueto completo do casal.
Ótimo filme, embora acredito que seja para maiores de 14 anos, porém, gostei do enredo, boas atuações e drama controlado
Mais completinho impossível. Igualável ao "Maravilhoso destino de Amelle Poulain" mas sem os cortes e efeitos mirabolantes. Cronológico e paradoxalmente previsível. Tão previsível que surpreende várias vezes com a forma como as coisas acontecem. Fácil, fácil de a gente cometer um "spoiler"... Vale a pena, demais....
Adorei! Super bem feito, a história é muito diferente e criativa, um filme para se emocionar e se divertir!
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