Transcendence - A Revolução
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3,6
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95 Críticas do usuário

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Valdemir P.
Valdemir P.

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3,5
Enviada em 20 de junho de 2014
Tão satisfeitos com seu jeito de ser e viver e com as posses e poderes que o sustentam, os americanos levam para o cinema que produzem seus fantasmas, seus medos diante das potenciais e imaginárias ameaças ao american way of life, alçado ao ponto de chegada das conquistas universais em termos de sustentação e organização da vida em sociedade. Não raro, forjam nas telas os heróis imaginários, alguns com superpoderes, que os acalmam diante do “outro” (o bárbaro, o infiel). Na berlinda, ora o índio que detém o progresso, ora o imigrante fora-da-lei, ora o russo inimigo da liberdade... Na falta deles, uma epidemia devastadora ou um asteroide sem freio, sempre ameaçando toda a Humanidade e o planeta. Em Transcendence – A Revolução, o perigo iminente é a possível inteligência artificial.
O mote do filme é a criação de um Frankstein pós-moderno: a versão virtual do Dr. Will Caster (Johnny Depp). Sim, porque agora já não se trata mais de simplesmente infundir vida a um corpo humano do qual ela já expirou, mas sim de transferir uma inteligência humana para um programa de computador, criando, assim, uma inteligência artificial com atributos humanos: sentimentos, incertezas, medos, ambição. O desafio é outro, outros também os riscos. Frankstein poderia ser uma ameaça somente aos que dele se aproximassem, enquanto que a PINN (a máquina mesclada com o “disco rígido” do Dr. Will) tende a dominar o mundo.
Tudo começa com o brilhante Dr. Will e sua equipe desenvolvendo um projeto de inteligência artificial (PINN). “Ao contrário de minha esposa, não estou interessado em mudar o mundo, mas em entender como a coisa funciona”, diz ele na conferência após a qual leva um tiro de raspão, desferido pelos opositores do projeto, um grupo que teme a transposição da fronteira do conhecimento a ponto de alçar o humano a uma condição semelhante à de um deus. A bala, envenenada, deixa poucos dias de vida ao pesquisador agora cheio de fãs, entre os quais sua parceira e esposa, que não aceita a morte do amado a quem venera e procura, com ajuda bem-sucedida de outro colega de laboratório, manter viva a mente do Dr. Will, mesclando-a à PINN: fusão de criador e criatura.
Os talentosos e renomados atores, e os cenários futuristas que vão se erguendo na trilha da ascensão de PINN/Will (em contraposição aos ambientes precários e decadentes em que se movem as alarmadas e alertas inteligências humanas) tornam o filme atraente e agradável, enquanto a trama e o roteiro suscitam temas inquietantes (embora não originais): o conflito natureza versus cultura potencializado na disputa entre inteligência humana e inteligência artificial; a impossibilidade de um afeto transcendental entre duas inteligências, quando uma delas se torna artificial e superpoderosa (Ou seria a possibilidade? Ou será que nem entre duas naturais seria possível?); a conveniência das curas medicinais e o risco de sua descoberta levar a mutações indesejáveis, a ponto de gerar uma nova espécie – humana, mas imortal ou quase, excessivamente forte; o medo de um ser (ou uma máquina) tornar-se capaz de agir como um deus em meio à sociedade humana (onipresente, capaz de milagres, um criador e regenerador, ressuscitador) – ou seja, o medo de o transcendente estar aqui, agora, junto de nós, e, pior, não manifestar a bondade e perfeição dele esperada, sendo melhor permanecermos com nossas imperfeições, medos, sofrimentos, finitude.
Quem conhece Pierre Lévy e Jacques Ellul bem pode ter a impressão de que duelam em Transcendence – A Revolução, eles, cujos leitores podem ver como antípodas na avaliação dos avanços tecnológicos: o primeiro, otimista; o segundo, pessimista e antagonista. E quem conhece e lembrou da lei marxista do desenvolvimento em progresso das forças produtivas (cognome avanço tecnológico) transformando as relações humanas graças às mudanças nas condições materiais de vida, deve ter pensado: caramba, o capitalismo, se conseguir levar à inteligência artificial, pode destruir não só a si (máquina substituindo força de trabalho e matando a “galinha dos ovos de ouro” que é a mais –valia, ou seja, trabalho humano não pago), mas pode até mesmo acabar com a humanidade, sobrepondo a ela um tipo de ser que nem é homem, nem é máquina... (riso – e riso humano, como resultado de cócegas no conjunto de miolos a que chamamos cérebro).
Mas, sem desilusões descabidas e inoportunas! O amor – esta imperfeição - haverá de triunfar, na vida, como na sétima arte (afinal ele é o maior “sonho” de qualquer máquina que se torne perfeita e completamente inteligente): quem quiser saber como, não deve perder a ocasião de ver Transcendence – A Revolução, uma película original por, em pleno século XXI, apostar na trama e não nos efeitos especiais, no gênero ficção científica.
MichaellMachado
MichaellMachado

1.122 seguidores 538 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 21 de outubro de 2023
"Esse filme eu relutei para ver, devido uma crítica infeliz do filme. Porém ao assisti-lo recentemente notei que ele não é tão ruim. Ele precisava fazer apenas o básico para ser ótimo, além de contar com um elenco estrelado, faltou apenas não inventar uma estória excedente da ideia principal e utilizar melhor os talentos do filme".
Sandro P.
Sandro P.

7.485 seguidores 572 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 14 de setembro de 2015
O filme começa muito bem, mas depois vai caindo nos exageros de um roteiro sem sentido. O destaque são os efeitos visuais! Achei uma das piores atuações de Johnny Depp.
Juarez Vilaca
Juarez Vilaca

2.918 seguidores 393 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 26 de junho de 2014
Um bom filme, mas poderia ser melhor. O tema é bem recorrente no cinema, o homem contra a máquina. A luta contra a máquina é inglória. Existe há milênios e o homem sempre perdeu. Se não fossem os inventos e inovações o homem nem estaria onde está hoje. Viver sem elas é apenas especulações de filósofos, não há como. O enredo pecou em não dar realce aos combatentes da tecnologia e ao apoio do governo para a eliminação da ameaça. Outro detalhe do enredo que ficou capenga foi a não participação das outras nações no cataclisma, dá a impressão que só existe os EEUU. Muitos trechos sem sentido e um final com o desastre pouco explorado.
Kamila A.
Kamila A.

7.940 seguidores 816 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 30 de junho de 2014
Para a filosofia, transcendente é algo que transcende a nossa própria consciência, permitindo, desta forma, que a nossa mente constitua objetos para nos fazer experimentá-los como objetos em primeiro lugar, da maneira como eles foram concebidos. Para o Dr. Will Caster (Johnny Depp), personagem principal de “Transcendence: A Revolução”, filme dirigido por Wally Pfister, o conceito de transcendência está diretamente relacionado com a inteligência artificial, na medida em que uma máquina tem o poder de, por meio de sua capacidade analítica, superar qualquer inteligência coletiva na sua forma humana em qualquer tempo da nossa história.

É uma premissa complexa, mas é a essa discussão que o filme se dedica em seus 119 minutos de duração, fazendo aquelas típicas concessões aos clichês hollywoodianos de forma a atrair uma plateia o mais diversa possível. “Transcendence: A Revolução” faz uma reflexão em cima de uma questão bastante conhecida no universo do gênero de ficção científica: a do uso da tecnologia pelo homem, especialmente nos seus limites éticos.

Entretanto, a uma discussão muito batida, “Transcendence: A Revolução” acrescenta elementos novos, como a existência de um grupo extremista (liderado pela personagem interpretada por Kate Mara) que luta contra os avanços tecnológicos utilizando, muitas vezes, táticas de guerrilha; e as pitadas de uma história de amor que é determinante para os acontecimentos principais vistos no filme, uma vez que é a impossibilidade de imaginar uma vida sem o ser amado que faz com que Evelyn Caster (Rebecca Hall) transforme a sua própria vida num grande experimento, em que ela é a prisioneira dos caminhos que escolheu.

Porém, existe algo mais importante na trama de “Transcendence: A Revolução” e é a isso que o filme se prende. A abordagem da dualidade entre o lado bom e ruim da inteligência artificial poderosa resultante da mente do Dr. Will Caster passa pela sua finalidade principal ao se perpetuar na rede, influenciando e modificando as vidas das pessoas com as quais entra em contato. Se o uso da tecnologia, de forma responsável e ética, tem o poder de mudar o mundo, por que não fazê-lo, como um grande – e verdadeiro – ato de amor?

“Transcendence: A Revolução” marca a estreia de Wally Pfister como diretor. Está claro que a sua maior influência foi o diretor Christopher Nolan, com quem ele teve a oportunidade de trabalhar em sete filmes. Pfister faz de seu filme um longa que é uma verdadeira peça de quebra-cabeças, com o (bom) uso da trilha sonora como suporte para os momentos de maior intensidade e que, seguindo a linha de “A Origem”, usa o amor como a força motriz para os conflitos principais de seus protagonistas. O problema é que, ao contrário de Christopher Nolan, que consegue sofisticar até o que é relativamente simples; Pfister não consegue “complicar” e intrigar, na medida em que o roteiro de Jack Plagen tem alguns buracos que ficam sem preenchimento.
Roberto S.
Roberto S.

10 seguidores 6 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 16 de novembro de 2014
Filme indicado para aqueles que gostam de ficção científica, porém a "viagem" é muito grande. A história poderia ser plausível.
Bons atores ajudaram a segurar este filme.
Jessicareful
Jessicareful

16 seguidores 12 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 15 de julho de 2014
Entao tinha tudo pra ser um filmaço.
Tudo!
Mas faltou ação,nao tiro e morte mas no sentido de agir mesmo
Muita teoria
Pouca ação da nanotecnologia
No fim nao aconteceu nada demais
Achei confuso
Amei o enredo mas o final do filme me deixou com lacunas vazias
Esperei mais do filme e da atuação do Depp
Heyde H.
Heyde H.

9 seguidores 5 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 6 de dezembro de 2015
Um bom filme mais do mesmo na ficçãk científica que nos leva a avaliar o velho dilema homem × máquina. Como fã do gênero que releva alguns deslizes de roteiro, gostei!
Mariana A.
Mariana A.

15 seguidores 5 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 20 de junho de 2014
Ok, tema batido porém abre discussões sobre até onde iremos com o avanço da tecnologia, se eu tenho medo da Siri no Iphone imagine se ela pudesse estar em tudo?! Gostei do filme mas também adianto não se tratar do melhor filme de Deep e nem chega próximo, é daqueles filmes que você sai do cinema pensando : Ah tá e aí vai ter continuação??
Angela C
Angela C

6 seguidores 7 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 21 de junho de 2014
Alguém aí ouviu que seria um filme romântico?
Tudo pelo verdadeiro amor, engraçado isto em meio a um tema tão frio e temeroso.
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