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Ravi Oliveira
24 seguidores
502 críticas
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4,5
Enviada em 18 de abril de 2024
Elena, um filme que não tem como se resumir, e algo surpreendente, o filme e uma grande poesia, Elena é um Documentário Brasileiro de 2012 dirigido por Petra Costa. A obra é baseada na vida de Elena Andrade – irmã mais velha de Petra, que havia se mudado para Nova Iorque com o sonho de ser atriz. Petra nos proporcionou um filme extraordinário.
Antes de conseguir o grande feito que foi a indicação ao Oscar 2020 de Melhor Documentário, pelo filme Democracia em Vertigem, a diretora Petra Costa dirigiu um documentário com os elementos que são típicos de sua – ainda – curta filmografia, e que envolvem a total imersão emocional de sua figura na narrativa. Elena conta a história de sua irmã mais velha, cujo nome dá título ao longa.
Elena era uma jovem cujo sonho era se transformar em atriz. Em busca disso, ela embarca para a cidade de Nova York, deixando para trás a família e Petra, sua irmã mais nova. Está claro, desde a primeira cena de Elena, que a irmã mais velha é a grande heroína de Petra. E é com o objetivo de descobrir quem Elena foi que Petra Costa mergulha em filmes caseiros, recortes de jornal, em cartas, em diários.
Elena é um documentário bastante forte e contundente sobre como a ausência da personagem título se transformou numa enorme presença, spoiler: a partir do momento em que sua morte trágica ocorreu e Petra se banhou daquilo que a irmã era. A sensação que o filme nos passa é de que estamos diante de uma grande expiação: da dor do luto e da perda. Agora, é preciso deixar Elena para trás para que Petra e sua família possam continuar a vida.
Triste. Muito triste. Tristeza mostrada sem concessões. Nada se esconde por detrás do véu diáfano da hipocrisia. Coragem. Muita coragem. Para conseguir desnudar uma família no que ela tem de mais dolorido e, condição "sine qua non", de mais verdadeiro. Dói observar os olhares lançados para o infinito, espelhando o descrédito em uma, mesmo que incompleta, felicidade no presente. É permitido chorar.
Triste. Muito triste. Tristeza mostrada sem concessões. Nada se esconde por detrás do véu diáfano da hipocrisia. Coragem. Muita coragem. Para conseguir desnudar uma família no que ela tem de mais dolorido e, condição "sine qua non", de mais verdadeiro. Dói observar os olhares lançados para o infinito, espelhando o descrédito em uma, mesmo que incompleta, felicidade no presente. É permitido chorar.
Tocante, sensível, me emocionei muito. Indicação para salas de estudos aprofundados da Psicanálise e Psicologia (salas que levem a sério os estudos da alma, traumas, etc). Fotografia sensacional. Embora um documentário, me lembrou Lars Von Trier em alguns momentos. Parabéns, Petra. Elena (sem o meu 'H') está te iluminando, com toda certeza.
O documentário é de qualidade. O drama dessa família é tocante, e a forma como Petra Costa contou essa história é de encher os olhos. A montagem do documentário ficou excepcional, incluindo arquivos familiares, depoimentos da mãe e a visão da própria diretora. As músicas também são ótimas. Não se trata de um documentário tradicional que apresenta fatos de maneira seca, pois há todo um trabalho artístico para representar as emoções vividas por essas mulheres. Tudo indica que a depressão é um problema genético nessa família , pois a mãe também teve crises na adolescência, e a própria Petra Costa tem sintomas depressivos. É uma triste doença que tem causado dor em muitas famílias. Mas o documentário é muito bom, bem denso e merece o reconhecimento que obteve da crítica.
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