Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
Ricardo L.
63.294 seguidores
3.227 críticas
Seguir usuário
3,5
Enviada em 15 de setembro de 2020
Filme vencedor do óscar de melhor filme estrangeiro em 2014! Aqui temos o bom diretor Paolo Sorrentino, consegue entregar uma direção segura e com uma boa montagem. Elenco é bom, mas nada de extraordinário, trilha sonora é boa e o filme possui bons diálogos, ressalvas para o ritmo que peca em sua lentidão em quase duas horas e meia, acredito que se fosse duas horas cairia melhor e o filme ficaria mais redondo.
É um filme para ser entendido. É crítico, satírico, debochado. Trata de uma parte da vida de um escritor a procura da grande beleza. Rico e mundano, como ele mesmo se auto-define, tem tudo o que precisa sem ter que trabalhar. Ele vai para a cama quando muitos dos seus parceiros estão acordando. Vive de festas e divertimentos, mas nunca deixa de ser uma pessoa vazia a procura de uma razão. Seus amigos são cada vez mais raros e as mulheres não o cativam. É uma volta ao grande enigma da vida. Para que nascemos? Em dúvida se existe um outro lado, prefere ficar neste. Muito interessante.
Um retrato exuberante da rica mais apática e decadente Roma. Através do jornalista Jep Gambadella (Toni Servillo) e sua festa de comemoração dos seus 65 anos, o escritor e diretor Paolo Sorrentino cria uma obra que evoca Fellini de La Doce Vitta e nos oferece um cinema virtuoso, de uma Itália vazia e de uma riqueza decadente. Tem um dos enquadramentos mais inusitados e bonitos do cinema recente. Cenas belíssimas, inusitadas, loucas. E a forma como ele conta a história, sem nexo inicialmente, se justificando em seguida é refrescante. Uma jornada reflexiva sobre o envelhecimento e tempo desperdiçado. Curiosidade. Vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Nota do público: 7.7 (IMDB) Nota dos críticos: 91%(Rotten Tomatoes) Bilheterias EUA - $2,8 milhões Mundo - $18,5 milhões Acesse o blog 365filmesem365dias.com.br para ler sobre outros filmes.
Getting older sucks! Besides... the catholic church too !!! Pra um filme sobre a grande beleza.. nunca vi tanta gente feia junto.. excluindo-se, claro, Toni Servillo.. que esta alem disto..muito simpatico...Pra mim o filme é uma cínica crítica ao cinismo da igreja.. tao forte na Italia... e a irmã Maria me pareceu a madre tereza de calcutá e sua insana vida...O cardeal que gosta de dar receitas... tive vontade de soca-lo inumeras vezes.. enfim...um filme que precisa ser visto..
Ao olharmos de perto uma obra prima nem sempre conseguimos entender ela como um todo. Quando analisarmos a fundo podemos achar muitas coisas que só um olhar atento pode achar. A interpretação de cada um é válida e interessante. O contexto histórico que a obra foi concebida também pode ajudar a se chegar a um denominador sobre a obra. Ao assistirmos A Grande Beleza tive a sensação de estar olhando para uma obra de arte e assim tentar interpretar ao máximo aquele conjunto de imagens maravilhosas que tive o prazer de assistir. A narrativa se passa em Roma e somos apresentados a Jep Gambardella (Toni Servillo) completando seus sessenta e cinco anos em uma festa muito animada junto de seus amigos. Jep é um escritor que realizou apenas um livro. Desde então entrou para a alta sociedade a qual o reverencia como um grande escritor. Há anos que não escreve e por isso é perguntado o porque ele não escreveu mais nada após sua obra “O Aparato Humano”. Aos poucos descobrimos que Jep teve um caso antigo que aparentemente ainda está mal resolvido em seu interior. Através de seus passeios pela cidade iremos vagar com ele através de imagens lindas e diálogos bem elaborados. Paolo Sorrentino não tem uma filmografia tão bem elaborada. Dirigiu filmes que não foram tão bem sucedidos. Neste, além de diretor desenvolveu o roteiro com Umberto Contarello e optou por uma narrativa que não poderíamos chamar de não linear, mas que também não é linear. Há certos momentos que parece fugir um pouco da realidade parecendo onírico. Com uma fotografia de Roma inigualável, o diretor de fotografia Luca Bigazzi capta a cidade de maneira que fiquemos apaixonados. É impossível não ficarmos deslumbrados com tamanha obra de arte que é Roma. A beleza é tão grande que um turista acaba morrendo “sufocado” pela beleza da cidade. Ainda há uma trilha sonora com violinos e corais que fundem com a fotografia e enaltecem ainda mais a beleza da cidade. Com interpretações de extrema sensibilidade todos os atores estão bem, mas é impossível não destacar Toni Servillo. Ele da vida a um Jep extremamente cativante que apesar da idade consegue desfilar um charme intelectual que seduz facilmente. Outro destaque na composição do personagem é o tom de voz. Com uma voz que nunca transparece um nervosismo, calma e suave acaba por ratificar uma grande sabedoria em seus diálogos. O diretor foca a história em uma Roma semelhante a de Fellini e aborda o vazio artístico daqueles que poderiam ser pensadores de uma sociedade (talvez caiba uma comparação com a Roma de Berlusconi). O próprio protagonista entrou para aquela sociedade por ter feito apenas um livro em toda a sua vida. Dessa forma assistimos a festas e bebedeiras de uma alta sociedade artística medíocre que está mais interessada em noites infernais do que em produzir algo substancial. Critica aqueles que querem fazer um tipo de arte tentando um rompimento com tudo já produzido. Acabam realizando algo vazio que nem eles conseguem explicar de maneira concreta o que criaram. Sem contar o incessante desejo de se manter novo que leva as pessoas a cada vez mais ficarem desfiguradas. Abordando o tema vida e morte de maneira maestra Paolo Sorrentino filma desde o início formas redondas, circulares, que enfatizam como a vida é um ciclo. Com sua câmera tenta elaborar movimentos circulares sobre os personagens corroborando com as circunferências. As imagens de jardins, iluminações e cenários sempre apresentam algo circular. O próprio prédio de Jep tem suas escadas nessa forma. O tema fica evidente. Inclusive isso é um tormento para Jep que começa a ver pessoas morrendo a sua volta e se interroga sobre a vida e a morte chegando a uma conclusão brilhante. A busca pela grande beleza faz Jep não enxergar o que realmente está a sua volta. Ao chegar no final percebe que na vida muita coisa está escondida em momentos do dia a dia e que se não nos atentarmos não perceberemos os “frágeis e inconstantes vislumbres de beleza” da vida. Assim quando acabamos de assistir ao filme temos a certeza de ter visto um momento de beleza em nossas vidas e que se compara a uma obra de arte.
A estória centra-se em seu protagonista, Jep Gambardella (Toni Servillo), um jornalista de 65 anos que vive intensamente os agitos da vida noturna e cultural de Roma, e que ganhou fama graças a um livro que escreveu há 40 anos.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade