Sob o Mesmo Céu
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3,1
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29 Críticas do usuário

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anônimo
Um visitante
3,5
Enviada em 22 de dezembro de 2015
[...] “é muito mais prazeroso assistir a um filme sem saber tanto sobre ele, seja da sua história na frente ou atrás das câmeras”.

Imagine a sensação de estar dormindo em uma cama confortável enrolado em um cobertor quentinho. Pois essa é a sensação de assistir ‘Sob o Mesmo Céu’ (Aloha). Trata-se de um filme, mesmo considerando todos os seus defeitos, bastante agradável de assistir.
Sob o Mesmo Céu não tenta ser mais do que se propõe. Com diálogos rápidos, confusos e desconexos, o filme aborda uma questão que cada vez mais exacerbada na era da internet e seus curtos tuites: a falta de palavras. Mesmo que todo mundo queira dizer algo, muitas vezes nada é dito. Woody (John Krasinski) é a personificação disso. Todos os dilemas, todos os problemas do longa se dão pelo fato de que ninguém fala exatamente o que quer dizer, o que repercute em relacionamentos quebrados; tanto pessoais quanto de negócios.Tudo acaba ficando nas entrelinhas.
Diversos jornalistas atacaram principalmente a escalação de Emma Stone para o papel de uma descendente de havaianos, por não possuir semelhança física/étnica alguma com eles. Cameron Crowe veio a público pedir desculpas àqueles que se sentiram ofendidos com a escalação da atriz, e afirmou que tinha a melhor das intenções em escolhê-la para dar vida à jovem que é ¼ havaiana e que possui uma salada de nacionalidades em sua árvore genealógica, mas que é extremamente orgulhosa de sua pequena fração de sangue asiático-americano.
Seja por influência das polêmicas ou não, ‘Sob o Mesmo Céu’ já é o filme mais fracassado de Cameron Crowe criticamente. Porém, ele está longe de ser essa bomba que a crítica especializada está dizendo que é. Erra a mão em alguns momentos, principalmente no último ato, que mistura a missão de Brian com o romance e o drama e o resultado parece uma confusão de gêneros, mas esse escorregão não chega a comprometer o filme por completo. ‘Sob o Mesmo Céu’ é bastante agradável e tem as marcas do diretor estampadas do início ao fim: a trilha sonora de presença, uma bela fotografia e senso de humor. Leave Aloha alone!
Crowe pode não ter acertado por completo com ‘Sob o Mesmo Céu’, mas o filme não perde sua importância em determinar o peso das palavras - tanto àquelas que foram ditas quanto as que ficaram presas e nunca saíram.

“Palavras não ditas carregam um peso tão grande quanto as que são proferidas.”

Na trama, o personagem de Cooper é um militar que depois de fracassar em uma missão retorna ao Havaí, sua terra natal, para um novo trabalho. Lá, ele passa a se ver dividido entre dois amores, uma paixão do passado e uma piloto da Força Aérea.
O elenco estrelado é o que garante um pouco de consistência ao longa. Stone se mostra tão confortável no papel da divertida Alisson que é difícil imaginar outra atriz em seu lugar. Intencional ou não, a escolha do cineasta se mostrou acertada pelo menos no campo da atuação e a interpretação da atriz propiciou divertidos momentos ao longo do filme.
E quanto aos méritos, devemos mais uma vez ressaltar o quão excelente trilheiro nosso amigo Crowe é. Numa cena de festa onde Murray e Stone se acabam na pista desfilam hits de Tears for Fears e Daryl Hall & John Oats, no que deve ser a "melhor cena nada a ver com o resto do filme" do ano; se tem algo onde Crowe nunca erra é na soundtrack, e aqui não é diferente.
Algumas boas cenas se destacam como a criativa e interessante cena onde os personagens de Cooper e John Krasinski interagem sem dizer uma só palavra (legendas aparecem descrevendo o "diálogo" sem palavras).
As cenas cômicas e românticas são alternadas de modo orgânico. E por serem muito boas (salvo poucas exceções), o filme se torna gostoso de assistir.
Uma grata surpresa do roteiro de Crowe é a quantidade de referências à cultura do país – as crenças desempenham um papel muito importante e são praticamente um personagem do filme -; Cameron as trata com o devido respeito e ainda abre espaço para uma ou outra rápida crítica à relação EUA x Havaí. É quase uma carta de amor à ilha.
Em resumo, Aloha não se contenta em ser o filme mais fraco de Cameron Crowe, então faz questão de ser, também, um dos mais ambiciosos. A lição que aprendemos é que é melhor levar uma trama despretensiosa de maneira fantástica do que levar uma trama complexa de maneira insuficiente.
Luiz Antônio N.
Luiz Antônio N.

30.872 seguidores 1.298 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 14 de agosto de 2015
ouvi muitas críticas sobre este filme na maioria negativas Mas eu achei no geral até que bem legal tirando algumas partes meio confusas mas até que valeu a pena
Rafael Sales
Rafael Sales

1 seguidor 48 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 13 de novembro de 2024
Um filme simples com grandes atores que faz o tempo passar rapidamente. Confesso que quando verifiquei os atores e atrizes do filme não tive duvida em assistir , porém ao terminar de assisti-lo fiquei com a sensação que esperava uma historia um pouco mais elaborada. Não que o filme seja ruim, porém a expectativa desse elenco me deixou com a sensação que os personagens poderiam ser mais complexos, senti que os problemas dos personagens foram tratados de forma superficial. Como dito anteriormente o filme não é ruim, porém poderia ser melhor trabalhado , diria que ele é uma excelente opção em um domingo de noite ou quando quiser ver um filme leve e despretensioso.
Max
Max

51 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 25 de fevereiro de 2026
Não é um filme que ficou muito marcado pra mim. Não consegui me conectar tanto com a história e, mesmo tendo bons atores no elenco, não me prendeu como eu esperava.
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