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Thales R.
1 crítica
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1,5
Enviada em 20 de fevereiro de 2016
demoraram 20 anos pra lançar esse arremedo de filme. a historia do.personagem é fantastica mas nao contam direito... ficam no vai e vem de um julgamento idiota..
O filme faz uma opção radical por uma edição quase caótica, misturando fatos com sonhos e alucinações, fazendo contínuos cortes cronológicos. É quase uma mistura de Macunaíma com Frederico Fellini. Como obra de ficção, é bastante interessante. Mas não pode ser considerado uma reconstituição histórica.
Queria deixar uma recomendação a quem ainda não assistiu o filme: não percam tempo nem gastem dinheiro com esse filme. Dos piores que já vi. Comédia pastelão, estereótipo baixo, niilismo sem sentido, pra sugerir que todo mundo é picareta, talvez como o próprio diretor parece o ser (e ele ainda diz que, depois de 20 anos, o filme foi censurado e barrado por um tal 'sistema', que ninguém sabe o que é). Essa estratégia é conhecida e bem legitimada no Brasil: quando sou corrupto, irresponsável ou incompetente, dissipo isso dizendo que minhas falhas não são minhas, mas sim de um sistema etéreo, ou então de vis delinquentes que me perseguem (talvez a elite branca, a direita golpista, algum encosto, ou o diabo, quem sabe). A entrevista dele na Jovem Pan é límpida. Vejo absurdo nesse cinema brasileiro que capta dinheiro público pra financiar produções de baixo nível de construção, de desrespeito ao biografado e ao espectador. Só caí na armadilha de gastar meu tempo com mais esse 'lixo' do cinema brasileiro porque me deixei atrair pela crítica que se diz especializada. Caí nessa no ano passado, quando assisti o sem sentido "Últimas conversas", e mais uma nessa. Mas registro a quem ainda não teve esse prejuízo: vá assistir coisa melhor. Um pedido aos críticos: parem, por favor, de exaltar porcarias e ajudem o espectador a não ter prejuízo. Isso só deprecia o interesse em ver filmes nacionais. É decepção em cima decepção.
O filme é uma grata surpresa. Claro que a pessoa, para entender o enredo totalmente anacrônico, tem que gostar da sétima arte e não simplesmente esperar uma narrativa linear, tão presente e exaustiva em nosso cinema nacional. É um filme com uma produção de arte primorosa; fotografia forte e moderna, que não deixa a desejar a nenhum Blockbuster Hollywoodiano. Um elenco primoroso, com destaque ao brilhante Marco Ricca que cumpre totalmente a leitura do diretor para a Obra e de Andréia Beltrão, com sua feme-fatale. Enfim, é uma grata surpresa ver uma obra original, não engessada, sem aquela sensação de "comercial de tv", e, principalmente, com um humor inteligente, tão escasso atualmente nesta seara a nível nacional. Para quem é cinéfilo, com certeza será diversão garantida.
Uma comédia pastelão estereotipadora de um dos mais importantes personagens da comunicação nacional. Depois dessa, não só pelos débitos fiscais, Guilherme Fontes merece cadeia por essa aberração cultural.
O filme explora de forma pobre e caricata uma história que poderia e deveria ser melhor contada. O momento seria ótimo para expor as tristes e lamentáveis origens da nossa imprensa O roteiro, o cenário e a direção deixam MUITO a desejar. É um filme ChatÓ!
Minha expectativa era de que, pelo custo, que tanta polêmica causou e pelo tanto de ficção que foi acrescentada à história, o filme seria pelo menos uma obra de entretenimento. Nem isso. É confuso, d parece nais um delírio. Chateaubriand está caricato, como nordestino. Getúlio também não convence. Salvam-se apenas o figurino e os cenários.
Movido mais pela curiosidade do que pelo amor ao cinema (que também exerço), fui ver CHATÔ, o filme de Guilherme Fontes que parecia inacabado, quase uma lenda urbana. E não é que o filme é legal? Pois é, claro que essa classificação 'legal' é puramente movida pela minha inquietação relacionada a qualquer produto ou manifestação artística. E, condição essencial, é preciso gostar de cinema pra gostar de CHATÔ. Explico o que penso ser o 'gostar de cinema' : apreciar um filme pelo que ele tem de revelador, quando ele, de algum modo, dialoga com a gente. Para mim, cinema não é só entretenimento. E, com isso, ouso afirmar que cinema não é só comédia. Sim , há dias em que precisamos daquele filme despretensioso, entrar numa sala de cinema e esquecer de tudo lá fora, rindo de qualquer bobagem. E há dias em que até uma comédia precisa ser, minimamente, inteligente. E quem poderá dizer que a comédia QUANTO MAIS QUENTE, MELHOR de Billy Wilder (com Marilyn Monroe, Tony Curtis e Jack Lemmon) não é um daqueles sublimes exemplos de comédia inteligente? CHATÔ pertence a uma outra categoria, é como uma ópera bufa (versão italiana da ópera-cômica): farsesco, mas dramático, grandiloquente, mas comezinho. O diretor, apesar de sua empáfia e ambição (coisas de um galãzinho da Globo à época do início da realização do filme), conseguiu realizar um filme palatável e divertido e, acima de tudo, tremendamente irônico.
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