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Anderson G.
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3,0
Enviada em 29 de julho de 2016
A trajetória do herói, isso é o novo filme do Tarzan, ele contem todos aqueles clichês básicos, os efeitos visuais e dos animais são apenas bons (nada comparado ao planeta dos macacos, por exemplo), as atuações são fracas, com exceção do Samuel Jackson, a fotografia do filme até é bonita e surpreende em alguns momentos, apesar do excesso de Cromaqui, e as cenas com áudio descontextualizado de flashbacks alá Spike Jonzen, e a trilha sonora é imperceptível , eu não li os livros, mas vi a animação dos anos 90 que é bem melhor, o filme peca em não explorar o conflito do Tarzan entre o mundo tido selvagem e o civilizado, que muitas vezes os animais selvagens amam de forma incondicional e sem julgamentos pois são irracionais, isso é pincelado no filme mas muito pouco explorado, fica aqui meus pêsames ao roteiro que decepciona. Tarzan é um filme pra ver com a família num domingo qualquer, apenas isso.
Enquanto Margot Robbie e Samuel L. Jackson se destacam, de praxe, esta nova releitura do "Rei da Selva" enfatiza a dualidade de seu protagonista e as mazelas ainda evidentes do Imperialismo do século XIX.
Um personagem principal, deve de alguma maneira, cativar o telespectador ou vai se tornar incompreendido. Ter tarzan, já sociabilizado e vivendo entre os humanos elitizados foi um grande erro da produção. Não nos simpatizamos com o personagem principal e não se tem apreço por ele, então o filme, muito bem dirigido e espetacular considerando os efeitos especiais, torna-se sem graça. É uma aventura divertida , mas passa disto. Como remake, falhou.
A lenda de Tarzan Leon Rom (Christopher Waktz) precisa ir numa aldeia muito isolada na África pra buscar uns diamantes muito valiosos e evitar a falência de seu chefe, chegando lá seu exército é executado e o Chefe da aldeia MBonga (Djimin Hounsou) está com os diamantes, mas exige algo em troca, uma pessoa que fora embora da selva há algum tempo. John Clayton/Tarzan (Alexander Skarsgard) vive civilizadamente agora com sua esposa Jane Clayton (Margot Robbie) mas por insistência em favores e planos políticos de George Washington Williams (Samuel L Jackson) eles fazem uma visita a antiga aldeia onde viveram grande parte de suas vidas, eles são bem recebidos por seus amigos, lembram das coisas boas que viveram ali e se divertem com os amigos, mas durante a noite Leon Rom ataca a aldeia pra sequestrar Tarzan e Jane, mas George consegue evitar que levem Tarzan e vão em busca de salvar Jane e pessoas da aldeia que foram feito de escravos. Bom galera confesso que nunca fui muito fã dessa história, mas como sei que muitos gostam e sou muito fã de Chistoph Waltz e a jovem Margot Robbie resolvi assistir, bom os efeitos especiais tem horas que falham muito, mas tem horas que agradam, Alexander Skarsgard faz um Tarzan muito bom, sem carisma algum e em forma, Waltz mais uma vez impressiona como o vilão, Margot já é uma das melhores atrizes da atualidade e olha que ela é australiana, Samuel L Jackson sempre ótimo, destaco o elenco neste filme e algumas cenas que ficaram muito boas.
A lenda de Tarzan, recebeu uma nova versão mais realista inserindo a África no contexto da exploração feita pelo homem “civilizado”. Tarzan, criado na floresta tinha seus sentidos mais desenvolvidos, força física e agilidade. Respeitava a floresta e os animais, aos quais se sentia intimamente ligado. Entre eles havia amizade pura e confiança, o que não ocorria com os conquistadores que invadiram o Congo sequiosos de riquezas, as quais julgavam ter direito, mesmo precisando matar e dizimar animais e tribos inteiras de africanos, roubando-lhes a liberdade, escravizando-os. Do marfim, que se obtinha matando manadas de elefantes, ao diamante e outras preciosidades, que obtinham saqueando, matando e trucidando. Triste memória do Rei Leopoldo da Bélgica e seus asseclas sanguinários, que tudo faziam para arrancar a riqueza para satisfazer sua cobiça. Mas não só Bélgica, várias nações europeias se embrenharam pela África para extrair suas riquezas com o uso da força, sem oferecer nenhuma retribuição. O filme agrada por que, mostrando belos cenários da natureza, segue a lei da vida, dando a cada um a merecida colheita de tudo o que semeou.
A história tem uma carga de drama muito forte, quem se acostumou com o clássico desenho da Disney vai estranhar, do meio para o fim o longa melhora muito devido a ação e os efeitos.
Fato, o cinema não se cansa de fazer releituras de grandes clássicos literários que já reinaram nas telinhas. Tarzan é mais um desses ícones que vez ou outra surge readaptado em formato cinematográfico, tendo muitas liberdades tomadas em prol da criatividade narrativa, algo que volta a ser usado nesta produção comandada por David Yates.
Nesta nova adaptação da cria de Edgar Rice Burroughs, Tarzan (Alexander Skarsgård) encontra-se "adaptado" à vida em sociedade, morando em Londres com sua esposa Jane (Margot Robbie). Em paralelo à sua vida tranquila na cidade, a Republica do Congo faz um convite ao parlamento Britânico para que Tarzan simbolize a paz em um território fechado de forma ditatorial pelo então presidente Belga, Leopoldo. Relutante, ele aceita o convite, mas descobre que trata-se de uma estratégia armada pelo Capitão Rom (Christoph Waltz), vassalo de Leopoldo que planeja muito mais com Tarzan do que supostamente pregar a paz.
Embora já tenha início com um protagonista adulto em vida social, supostamente consolidada, o roteiro de Adam Cozad e Craig Brewer se esforça para fazer jus à origens do personagem ao contar seu passado ao longo do filme em forma de flashbacks. Isso até pontua bem seu objetivo, mas em nada adiciona ao desenvolvimento do protagonista, pois muitas vezes soa como desculpa narrativa para encaixar em um momento que nem sempre condiz com o flashback.
Bom, se problemas de cronologia podem ser deixados de lado em prol da diversão, nesse caso Tarzan pode ser um deleite. Seu grandioso orçamento faz jus a sua ostentação visual. O homem das selvas tem a seu lado um rico universo povoado por animais e plantas em CG misturadas com ambientes reais que, muitas vezes surpreende pela qualidade, em especial dos símios. A ação que se desenrola nesse ambiente usa e abusa de recursos cinematográficos para impressionar, nem sempre alcança seu resultado pela artificialidade, mas funciona.
O elenco carismático ainda conta com Samuel L. Jackson e seu divertido George Washington Williams e Djimon Hounsou como o líder congolês Mbonga.
Apesar de não ser uma obra prima, tampouco acrescentar à mitologia do personagem, A LENDA DE TARZAN é um bom filme que não merece ser descartado por sua falhas. Embora os efeitos visuais primem como o foco principal, a produção ainda diverte.
Fui sem esperar muita coisa desse filme e tive uma boa surpresa. Uma ótima história de ação com momentos bem engraçados e o trunfo de mostrar um Tarzan retornando para floresta ao invés do contrário. O roteiro é bem amarrado, os atores atuam de acordo com suas limitações e não forçam a barra. Ou seja vale para se entreter nessas tardes frias de inverno.
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