Não é fácil fazer um filme com tema bíblico e agradar a um público amplo. Como cristã, não descaracterizando o livro, ou saindo completamento fora, alguma licença poética aceita-se. Pois, a gente não engole, cada roteiro adaptado de livros seculares? Ao meu ver, este filme nesse sentido foi bem. Enxergo como um relato mais para histórico, com incidentes naturais .....nada naturais. Figurino, efeitos especiais, fotografia, excelentes. Christian Bale, maravilhoso como sempre: um Moisés crível, humano e bem atual, que sofreu uma mudança na sua maneira de enxergar toda a vida. John Turturro ( Faraó Seti) e Joel Edgerton (Ramsés), apesar de não me emocionarem, me chamaram para perto, para saber quem eles eram. Ben Kingsley e Aaron Paul foram eficientes. O resto, me pareciam....um blend de nobres ingleses, romanos e egípcios muuito afetados e enfastiados. Era proposital?
Sigourney Weaver desperdiçada em uma ponta, que não entendi até agora a razão do papel.....
Outra limitação: a fuga de Moisés do Egito, e algumas cenas, eram arrastadas, sem uma necessidade aparente.Compensando, gostei da visão de Deus como criança; a oração apareceu no filme, como é: uma conversa com interlocutores se aproximando e se permitindo conhecer mais e mais. Diferente e interessante, como as pragas foram apresentadas, e como Deus anunciou a Moisés como faria. No geral, eu enxugaria algumas cenas
. Mas, ficou a sensação de que Ridley Scott está loucamente querendo fazer um novo Gladiador.... e se for essa a motivação dos filmes épicos dele ( Cruzada, Robin Hood)......