Até o Último Homem
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4,6
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Anderson  G.
Anderson G.

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4,0
Enviada em 15 de fevereiro de 2017
“Até o ultimo homem traz aspecto de outros filmes como: “O resgate do soldado Ryan”, “Nascido para matar” e até mesmo “Apocalipse Now”. Que são todos ótimos filmes para se inspirar, mas mesmo assim, o novo filme de Mel Gibson tem sua personalidade própria sim, ele é lindo, tocante, chocante, violento, deslumbrante e quase místico, pois a historia de Doss é quase mitológica. Temos aqui um roteiro que não trabalha com a linearidade, começamos pelo final, vemos o inicio, o meio, o início e depois é só avanço, mas essas mudanças são tão sutis, que se você não estiver atendo, nem percebe, é um roteiro que poderia desenvolver mais algumas questões como o seu irmão ter ido a guerra e também o seu relacionamento que é muito repentino, mas no final você entende porque tomou o rumo que tomou e acaba aceitando. Temos a historia de Desmond T. Doss (Abdrew Garfield), um soldado que vai a segunda guerra sem ao menos portar um arma, e acaba sendo o homem mais corajoso de seu batalhão trabalhando como medico entre as trincheiras e sendo guiado por sua fé. O filme trata sobre religião de uma maneira excelente, não somos obrigados a aceitar a fé de doss, ele não obriga ninguém, e apesar de todos os comentários contrários e questionadores a sua fé, ela está lá, e sua coragem não vem de segurar uma arma, Doss prova que a coragem está no ideal do homem, também é tratado os horrores da guerra, Gibson não tem pudor algum ao mostrar corpos dilacerados, vísceras e banhos de sangue, isso é uma guerra, é para você ficar desconfortável mesmo, é para você repudiar isso, e o filme não trata o drama da guerra apenas em batalha, vemos o drama de Tom Doss –Pai de de Desmond- que perdeu amigos na grande guerra, e agora teme perder seus filhos, temos alguns relances sobre violência domestica, mas tudo com o olhar de flashbacks e muito superficialmente. Os destaques técnicos não ficam para a fotografia ou trilha sonora, embora ambos sejam bons, não há nada que se destaque mais que a mixagem de som desse filme que é espetacular, cada tiro passando de raspão você sente que passou em você, cada carregamento de arma, cada facada de mosquete, cada homem que cai no chão, cada explosão ou disparo é extremamente vivo, você repara em todos, não é algo comum como na maioria dos filmes de guerra. Andrew Garfield tem uma atuação espetacular, ele está completamente perfeito, quando ele chora, você chora, quando ele ri, você ri, quando ele se emociona, você já está completamente emocionando junto a ele, vale uma estelinha também para o Hugo Weaving, que eu achei espetacular como coadjuvante interpretando pai de Desmond, embora o mesmo tenha pouco tempo de tela. Mel Gibson não pode ficar mais dez anos sem produzir nada, nenhum de seus filmes é uma grande obra de arte, mas todos são ótimos. “Até o Ultimo homem” não é perfeito, tem muita repetição de ideia, e alguns recursos técnicos que não tocam o telespectador como deveria –Sorte que a atuação de Andrew soterra esses problemas-, alguns pontos de roteiro não desenvolvidos como expliquei anteriormente, mas somos brindados com ótimas cenas de batalha, boas atuações, e uma historia que tocara até o mais dos carrangudo telespectador, e foi muita sensibilidade de Gibson terminar o filme do jeito que terminou.
Jake D.
Jake D.

101 seguidores 109 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 11 de março de 2017
Até o Último Homem... Mel Gibson não dirige um filme faz dez anos, ele recentemente atuou no filme Herança de Sangue, mas eu gosto dele tanto como diretor, quando como ator, ele dirigiu os excelentes Coração Valente, Apocalypto e A Paixão de Cristo, então pode se dizer que este filme era muito aguardado, e ele atendeu as expectativas. O filme conta a história de Desmond T. Doss (Abdrew Garfield), ele se torna médico do exército durante a segunda guerra mundial, e se recusava a tocar em uma arma, mas o seu heroísmo durante a Batalha de Okinawa faz com que ele seja o primeiro Opositor Consciente da história norte-americana a receber a Medalha de Honra do Congresso. A direção do filme é do Mel Gibson, e ele faz um excelente trabalho, tanto que foi indicado ao óscar, e ele dirige muito bem as cenas durante a guerra, e a violência é retratada de maneira perfeita. A edição também merece muito destaque. O roteiro conta com ótimos diálogos, mas sinto que faltou algo, talvez o personagem central deveria ter ganhado mais destaque durante as cenas da guerra, mas isso não atrapalhou em nada minha experiência. O Andrew Garfield dá um show aqui, ele mereceu ser indicado ao óscar, e mesmo ele sendo o maior destaque aqui, os atores secundários também se saem muito bem. Vince Vaughn, Teresa Palmer e Hugo Weaving estão excelentes também. O visual do filme é impecável, as cenas de guerra são excelentes, a cinematografia é muito bonita e os efeitos são excepcionais. Até o último homem é um ótimo filme que marca o retorno de Mel Gibson dirigindo, não é o melhor filme dele, mas mesmo assim vale muito a pena. Recomendo!
Alvaro Triano
Alvaro Triano

98 seguidores 97 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 25 de janeiro de 2017
Depois de "Paixão de Cristo" este é o melhor filme com temática cristã que assisto, pois levando em consideração as produções de filmes cristãos recentes é tudo a mesma coisa, filmes de baixo orçamento com direção e roteiro que deixa a desejar, além da própria mensagem que passam, produções que restringem o evangelho ao crente e não dialogam com o grande público de maneira plausível. Aqui em "Até o Último Homem" (Hacksaw Ridge), o ótimo diretor Mel Gibson (Coração Valente, Paixão de Cristo, Apocalypto), consegue ultrapassar a barreira do preconceito hollywoodiano com produções com essa temática, fazendo um filme de guerra da década de 40 com ideais e bases cristãs presente em seu protagonista, filme esse indicado a 6 Oscars, incluindo melhor filme, diretor e ator. Até o Último Homem vai contar a história real de Desmond T. Doss (Andrew Garfield) um médico do exercito considerado covarde pelos seus amigos por não tocar em armas, devido suas convicções cristãs. Doss foi considerado um herói guerra ao salvar 75 de seus amigos sem disparar um tiro na Batalha de Okinawa. O diretor consegue deixar bem claro a mensagem do longa na primeira cena com um plongée de corpos retalhados na tensão da guerra, e ao fundo recita a passagem bíblica presente em Isaías 40.28-31 que diz basicamente que aqueles que esperam no SENHOR renovam suas forças. Voam alto como águias; correm e não se fatigam, caminham e não se cansam. Essa é a convicção que faz Doss passar por todo seu sofrimento e humilhação em seu treinamento, além da batalha travada na corte marcial que pretendia expulsá-lo do batalhão. Gibson é muito competente em filmar cenas de batalhas campais e não deixar de lado toda a violência produzida nos confrontos, tanto que as cenas de Okinawa são recheadas de explosões, tiros e corpos mutilados de forma visceral aos olhos do público, mas o diferencial de sua produção é justamente a força de vontade do protagonista em ajudar as pessoas e se doar por elas. Em certo ponto podemos comparar o filme como uma espécie de "Paixão de Cristo na Guerra", já que, Doss faz o papel daquele que foi humilhado, ferido e no final traz a redenção, tanto que a cena final é a pura analogia a Cristo no Calvário (cumprindo sua missão salvadora). Até o Último Homem é um filme obrigatório para todos, tem muitas lições edificantes e de fato libertadoras para a vida.
Roger I.
Roger I.

7 seguidores 39 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 7 de fevereiro de 2017
Muito bom o filme, excelentes interpretações, um pouco de humor, historia real nem dirigida, vale o ingresso, só uma observação, assista dublado. Pra poder prestar mais atenção nas cenas.
Kamila A.
Kamila A.

7.940 seguidores 816 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 16 de fevereiro de 2017
Se você olhar para Desmond Doss (Andrew Garfield, numa atuação indicada ao Oscar 2017 de Melhor Ator), você vai enxergar alguém sensível, que possui uma certa fragilidade, e que é extremamente fiel aos seus princípios. Será difícil imaginá-lo num ambiente tão inóspito quanto o de uma guerra. Na verdade, quando a personagem anuncia que irá se alistar no Exército norte-americano, durante a II Guerra Mundial, o pensamento que virá à sua cabeça é: “ele não vai sobreviver ao treinamento militar, quanto mais a uma guerra”.

Você vai se envolver tanto assim com esta personagem, pois uma das maiores preocupações do roteiro de Até o Último Homem, filme dirigido por Mel Gibson, é nos fazer entender quem é Desmond Doss. Desta maneira, quando chegamos, posteriormente, ao conflito principal do longa, nós não iremos questionar as suas escolhas e, muito menos, a sua postura e a sua fé.

Acontece que Desmond Doss é Adventista e sonha em ser médico. Como uma pessoa totalmente apegada à sua fé, ele segue, fielmente, os 10 mandamentos que Jesus Cristo nos deixou, com ênfase em dois deles: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei” e “não matarás”. É por causa dos seus valores que, ao chegar no Exército, ele se declara um objetor de consciência (pessoas que seguem princípios religiosos, morais ou éticos de sua consciência, que são incompatíveis com o serviço militar) e, em decorrência disso, recusa-se a portar qualquer tipo de arma, solicitando a gentileza de poder cumprir o dever em prol do seu país como médico socorrista.

Até chegar ao conflito (sangrento e retratado com maestria na obra) na Cordilheira Hacksaw (que dá nome ao filme), a jornada de Desmond será de muito sacrifício, dor e sofrimento. Mas, talvez, o obstáculo mais complicado a enfrentar seja a falta de compreensão dos outros à sua escolha. E é justamente na Cordilheira Hacksaw que Doss se transforma num herói de guerra ao salvar 75 militares do Exército norte-americano da artilharia pesada dos japoneses.

A trajetória de Desmond Doss se confunde com a do diretor Mel Gibson. É público e notório o quanto Gibson - um católico fervoroso - lutou, nos últimos anos, contra os seus próprios demônios internos, contra o vício em álcool, para poder reerguer não só a sua vida pessoal, como a profissional. A grande dualidade de Até o Último Homem é confrontar (com o perdão do trocadilho) uma situação de extrema pressão física e psicológica como a de uma guerra com a fortaleza do pensamento de alguém que não quer comprometer aquilo que ele é, mesmo diante de tantos argumentos contrários.

Desmond Doss nos mostra, de uma maneira muito bonita e resiliente, que se o mundo te oferece dor, intolerância e incompreensão, você deve oferecer justamente a outra face: a do amor, a do altruísmo, a da compaixão e, principalmente, a do não-julgamento.
Birovisky
Birovisky

229 seguidores 196 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 29 de maio de 2018
O mais incrível é esse homem ter existido mesmo. O que a fé não faz com o homem, independente de crenças, se usá-la de uma forma sã pode ser benéfica a todos em volta. Confiram: h t t p s : / / rezenhando . wordpress . com /2018/05/29/rezenha-critica-ate-o-ultimo-homem-2016/
Nelson J
Nelson J

51.030 seguidores 1.977 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 1 de fevereiro de 2017
Biografia do paramédico que se recusava a usar armas e mesmo assim foi herói americana na batalha de Okinawa, quando salvou 75 soldados. O filme apresenta ainda as pessoas retratadas no filme. Muita ação, carnificina, mas o herói merecia uma interpretação mais elevada.
Yanko Rodrigues
Yanko Rodrigues

369 seguidores 254 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 5 de janeiro de 2020
As cenas de batalhas são incríveis, tem varias cenas emocionantes e tem uma história muito boa. Não dei 5 estrelas, pois achei o personagem principal sem carisma.
Luis R.
Luis R.

24.053 seguidores 759 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 21 de abril de 2018
Filme tem uma trama muito boa baseada em fatos reais,os personagens empolgam junto com o desenvolvimento da historia,tem cenas bem feitas e marcantes.
Crismika
Crismika

1.192 seguidores 510 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 2 de agosto de 2019
Baseado numa história real, o filme tem excelente atuação do ator principal, que lhe rendeu a indicação ao Oscar e também de melhor filme e diretor. Mas merecido mesmo foram os Oscars técnicos que ganhou de edição e mixagem de som. Apesar das contradições entre a fé do personagem principal e o que o diretor passa sobre o que realmente aconteceu na guerra, pois mata-se por matar e Desmond Doss sequer pega numa arma, somente salvando vidas, vale a pena assistir. Mel Gibson na direção focou mais na perfeição das batalhas, jorrando sangue para todos os lados do que explicar o porquê que realmente estava acontecendo. Enfim, apesar dos senões recomendo o filme a todos.
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