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Yuri
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527 críticas
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5,0
Enviada em 20 de setembro de 2024
Baseado em uma história real do Sniper Americano Chris Kyle, o filme é uma Obra-Prima. O filme tem muita ação, guerra e é muito emocionante. A história mostra um pouco como é a vida de um Sniper que vai para a guerra e serve seu país e mostra também um pouco da vida dele pós-guerra. O elenco é bem razoável e, para mim, é o melhor filme do ator Bradley Cooper com uma atuação impecável. Recomendo.
“Eu estava apenas protegendo meus rapazes, eles estavam tentando matar nossos soldados … e eu … Eu estou disposto a encontrar o meu Criador e responder por cada tiro que eu dei.” – Chris Kyle (Bradley Cooper
Este seria um filme perfeito para se comentar sobre controle da mente. Entretanto com o surgimento artificial do termo Islamofobia e os atentados ocorridos na França, quero tratar apenas do patriotismo americano e como ele é usado nas muitas guerras.
Inicialmente eu gostaria que ficasse bem claro que o povo, ou mesmo o governo americano, passado ou presente não inventaram a guerra. Ela faz parte do mundo desde que Cain matou seu irmão Abel.
Resumindo o filme: ele mostra as várias indas e vindas de um soldado americano para combater no Iraque e o efeito que sua profissão militar tem sobre sua família.
Minha primeira resistência em assistir a este filme foi que eu creio que este tema de guerra está um tanto superexposto no cinema e não existe mais muita coisa a ser mostrada além de mortes e mais mortes. Não é um filme legal de assistir e nem mesmo tem muita ação. É mais um filme de tensão. Tanto que em uma parte dele o soldados Cspoiler: hris Kyle vai em uma consulta com sua esposa e não aceita o fato de que sua própria pressão arterial está excessivamente alta.
Apesar de ser dito com todas as letras o número de pessoas que ele matou, 160 ou mais, o importante desta obra de Clint Eastwood é mostrar quando o dever para com a Pátria é mais importante do que o dever para com a família. O soldado em momento algum é mostrado como um louco que não sabe o que faz. Ele vai para a guerra voluntariamente e o faz para “proteger o seu país”.
Para cumprir sua missão ele torna-se um marido e pai ausente, mesmo quando está ao lado de sua família. spoiler: Uma parte bem interessante que mostra o efeito da guerra sobre ele acontece quando ele está em uma espécie de oficina mecânica e o som de uma máquina apertando parafusos o incomoda. Creio que naquele momento seu cérebro o leva a pensar nos sons dos combates.
Interessante também ver o relacionamento dos outros soldados com aquele mesmo assunto. O irmão dele diz quando eles se encontram no Iraque: eu odeio tudo isto aqui. Ele está falando do mesmo dever de combater por seu país que o Chris considera sagrado. Outros têm a mesma opinião.
spoiler:
Outro instante que mostra que ele se tornou um escravo patriótico ocorre na mesma oficina mencionada anteriormente quando um outro soldado o agradece por salvar sua vida. O garoto está todo emocionado e faz inclusive a saudação militar. Ele no entanto responde sem emoção alguma como se aquilo fosse apenas sua obrigação e ninguém tivesse o direito de ficar emocionado em não morrer.
O ponto alto do filme ocorre quando Chris deixa de ter uma mente coletivista, ou seja ele para de pensar na obrigação que ele tem com o país. Afinal de contas este coletivo de milhões de pessoas podem ser protegidos por outras pessoas também e ele percebe que tem uma outra obrigação tão sagrada quando lutar pela pátria. Esta obrigação é cuidar de sua família. E depois de um combate no qual sua equipe inteira, inclusive ele, quase morre ele diz para a esposa: “eu estou pronto para voltar para casa”.
As questões filosóficas que me veio à mente assistindo SNIPER AMERICANO:
Como os americanos e ingleses vivem indo a lugares como Iraque, Afeganistão e outros e matam, e tomam armas e o povo continua cheio de armas? Como eles conseguem viver na miséria e mesmo assim ter como financiar homens bombas e outros matadores? Não estou dizendo que eles não têm direito de se proteger. Estou apenas mostrando que, como em toda guerra, provavelmente quem os financia são os mesmos milionários que financiam os exércitos aliados. Afinal de contas os únicos que realmente se beneficiam com as guerras são os fornecedores de armas. E obviamente que o filme não deixa de insinuar o apoio explícito da TOYOTA com os exércitos muçulmanos. Quando falo muçulmano é porque a impressão que se tem do oriente médio atualmente é que é um grande Exercito Islâmico se unindo para combater o mundo ocidental.
Os muçulmanos são violentos e usam suas próprias crianças para assassinar pessoas por desespero ou isto é algo tão cultural quando o patriotismo americano? O normal de ser humano é proteger as crianças como é mostrado a inquietação de Chris quando ele quase mata um menino de mais ou menos 5 anos que brinca com uma bazuca. Como eles podem achar normal usar uma criança como arma de guerra? Creio que nem mesmo os Nazistas ou os Comunistas, os maiores carniceiros matadores de todas as guerras, parecem ter usado suas crianças para matar seus inimigos. Ou será se sou Islamofóbico por mostrar este lado perverso da alma humana?
O que é profundamente triste no filme é saber que o Chris não foi morto em combate, mesmo tendo passando tantos anos na guerra. Ele foi morto em seu próprio país por um soldado igualmente traumatizado a quem estava tentando ajudar. Para qualquer um que ainda tenho sentimento de pátria, embora eu ache que este conceito é inexistente no Brasil, é impossível não emocionar-se com as cenas finais do filme que mostram seu funeral digno de um herói.
Que raiva eu tenho de mim de não ter ido ver este filme no cinema. Excelente! B. Cooper mais uma vez brilhante. O roteiro, a direção de fotografia, os efeitos, o cenário. Tudo perfeito! Um ótimo filme de guerra, se não um dos melhores.
Exatamente no mesmo estilo dos filmes de guerra americanos, como Guerra ao Terror e tantos outros, porém que me fez dar cinco estrelas foi a história, o enredo, a base, que mostra a vida de Chris Kyle, que até então, não o conhecia - ou me lembrava - contando o que ele passou, como passou, as dificuldades que entrentou, claro, existem muitos outros anônimos como ele, não só nos Estados Unidos como em todo o mundo, mas o fato de ele ser um franco-atirador que foi para o Iraque em missão quatro vezes, presenciando a morte de dois de seus amigos, parceiros, entrando às vezes em conflito com sua mulher por causa do seu trabalho, teve uma inesperada, ou até "ridícula" morte levando em consideração o tempo que ele passou fora de casa, os números que construiu como atirador, as vidas que salvou.
Pode assistir que é garantido! Filme envolvente, a história é bem distribuída. O filme traz a tona um tema controverso, que é a guerra do oriente, e o filme retrata situações que nos permite fazer vários questionamentos. Gostei e indico.
Clint Eastwood dirigindo coloca este filme em alto nível, segue o padrão dos melhores filmes de guerra atuais, trata da história e drama psicológico de um soldado do Iraque. Para quem gosta de filme de guerra é um espetáculo
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