Sete Homens e Um Destino
Média
4,2
869 notas

76 Críticas do usuário

5
14 críticas
4
34 críticas
3
19 críticas
2
5 críticas
1
0 crítica
0
4 críticas
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Eduardo Santos
Eduardo Santos

338 seguidores 183 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 25 de setembro de 2016
Há gente que torce o nariz para os filmes de western americano. Faroeste definitivamente não é dos gêneros mais populares hoje em dia, mas ainda tem um público cativo. De vez em quando surgem alguns exemplares como este nas telonas, e como é bom ver um filme tão bem realizado como este! Um filme de gênero e que demonstra muito orgulho em sê-lo. Trata-se praticamente de uma ode a todas as referências do Velho Oeste americano, com todos os exageros, clichês e estereótipos. Mas ainda assim é um filme excelente. Nunca fui um grande fã do trabalho do cineasta Antoine Fuqua, pois as obras que vi de sua filmografia sempre me pareceram medianas e nada marcantes, sendo a mais famosa o filme Dia de Treinamento, que rendeu o Oscar de Melhor Ator pra Denzel Washington (figura fácil nos filmes de Fuqua). Aqui, Washington representa Sam Chisolm, um caçador de recompensa que acaba se juntando a outros seis bravos pistoleiros para buscar justiça e/ou vingança contra um temível explorador (interpretado pelo sempre competente Peter Sarsgaard). Todos sabem que esse filme é uma refilmagem de um clássico dos anos 60, que contava com a presença de ícones como Charles Bronson e Steve McQueen, que já era versão bastante livre do filme Os Sete Samurais, de Akira Kurosawa. Este novo filme felizmente não seguiu a besteira de tentar simplesmente copiar seu famoso antecessor. Somente a espinha dorsal é a mesma. Apesar de ser um filme que tenha todos os ingredientes clássicos do bangue-bangue tradicional, incluindo aí a previsibilidade e a crítica social, o filme busca incrementar a mesmice com ideias muito bem-vindas e que funcionam muito bem. A escolha acertada do elenco é uma delas. Protagonizada por um negro, com a participação de um personagem asiático, um índio, um mexicano e um irlandês, além de uma forte personagem feminina que não se fazia presente no filme de 1960, o filme faz essa interessante miscelânea cultural e étnica, que embora não desenvolva muito bem os personagens secundários (como o índio, o mexicano e o oriental), traz uma proposta bastante válida do batido tema “unidos venceremos”. Destaques óbvios do elenco vão para Washington, Chris Pratt, Ethan Hawke, Sarsgaard, Vincent D’Onofrio e Haley Bennett que infelizmente é única personagem feminina relevante na trama. Visualmente falando, o filme é lindamente fotografado e prende a atenção do início ao fim. Os personagens são carismáticos, principalmente o que cabe ao Chris Pratt, e há um senso de humor muito bacana espalhado pela projeção, com aquele humor bem rasteiro e característico do cinema americano, mas que funciona a contento. E o vilão, embora extremamente caricato, é mais cruel e covarde que o do filme de 1960. Neste filme aqui há mais ação, mais brutalidade, mais bom humor, e também mais empatia. É um filme pra fãs do gênero se deliciarem, e para quem não está familiarizado com faroestes, se interessarem pelo estilo western. Não é um filme que vá mudar sua vida, contudo é uma obra que usa e abusa de todas as ferramentas que tem para alcançar um novo público, mais jovem. Ótimo entretenimento.
Francisco F.
Francisco F.

120 seguidores 181 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 6 de novembro de 2019
Filme muito bom, com ação e um enredo divertido. Fora os famosos em ótima atuação. Mas não é tão bom quanto o primeiro, clássico faroeste.
Renan S.
Renan S.

111 seguidores 124 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 24 de setembro de 2016
Sete Homens e Um Destino não surge na melhor das hipóteses, mas consegue aliviar o peso que carrega consigo, onde o diretor Antoine Fuqua crava uma identidade própria a seu filme. Contudo, carecia de mais para realmente ser lembrado, pois influencia negativamente ao filme a necessidade de se dissolver um tom mais sério em muitos alívios cômicos, que raramente funcionam como devem. Assim, se o filme se sobressaí, é na maneira como estabelece e tem suas sequências de ação conduzidas, bem como na química e dinâmica propiciada pelos sete homens do título. Entretanto, parece fadar a si próprio somente ao papel de pura diversão e entretenimento.
F. V. Fraga
F. V. Fraga

108 seguidores 64 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 28 de setembro de 2016
[Parágrafo] Quando 'Sete Homens e Um Destino’ (‘The Magnificent Seven', 1960) dirigido por John Sturges transportou a narrativa de ‘Os Sete Samurais’ (‘Shichinin no Samurai’,1954) do diretor japonês Akira Kurosawa para o faroeste americano, o contexto da história original foi subvertido, mas manteve sua essência narrativa. Ainda que perdesse em qualidade em relação ao original, fez tanto sucesso que rendeu continuações e releituras em muitos filmes, mesmo décadas mais tarde. Tais como a animação da Pixar ‘Vida de Inseto’ (‘A Bug's Life’, 1998), o “Cult B”, produzido pelo Roger Corman, um dos maiores realizadores do gênero, ‘Mercenários das Galáxias’, (‘Battle Beyond the Stars’, 1980) e em sátiras como ‘Três Amigos!’ (¡Three Amigos!’, 1986), estrelado Steve Martin, Chevy Chase e Martin Short.

[Parágrafo] 'Sete Homens e Um Destino’ se inspirou em ‘Os Sete Samurais’ transformando os Samurais, símbolo da cultura japonesa, em Cowboys, ícones da cultura norte-americana. A transição funcionou de forma muito interessante, ainda que a versão americana perdesse em capacidade de representação histórica em relação ao original nipônico. Por outro lado, ‘The Magnificent Seven', ganhava em valor de entretenimento, se tornando muito mais atrativo para os espectadores ocidentais e se tornou tão popular dentro do gênero, que rendeu três continuações: ‘A Volta dos Sete Magníficos’ (‘Return of the Seven’, 1966), ‘A Revolta dos Sete Homens’ (Guns of the Magnificent Seven, 1969) e ‘A Fúria dos Sete Homens’ (The Magnificent Seven Ride!, 1972). Teve, também, uma série produzida pelo canal CBS, no final dos anos 90: 'Sete Homens e Um Destino’ (Ghosts of the Confederacy, 1998).

[Parágrafo] A refilmagem de 2016 dirigida por Antoine Fuqua (‘Dia de Treinamento’, de 2001) segue a mesma narrativa dos antecessores, onde um herói tem que reunir outros pistoleiros, para ajudar a treinar os habitantes de uma vila e se defenderem dos ataques de um grande número de bandidos, chefiados pelo vilão que os oprime, Bartholomew Bogue (Peter Sarsgaard). O remake de Fuqua, segue o espirito do original, privilegiando a diversão em detrimento da reflexão, modernizando a linguagem audiovisual e mesmo que ele desenvolva um pouco mais alguns personagens, ele opta por não se aprofundar. Mesmo assim o longa-metragem se atualiza em termos de diversidade de representação político-social, pois no enredo quem toma a iniciativa de ir em busca de ajuda, desta vez é uma mulher, Emma Cullen (Haley Bennett), que posteriormente, também ajuda na luta pegando em armas.

[Parágrafo] O personagem principal Sam Chisolm (Denzel Washington) ser vivido por um ator negro representa uma louvável mudança, em relação ao original, que tinha em sua maioria atores brancos. Na franquia americana, um ator negro só foi introduzido no elenco principal, no terceiro filme. Temos ainda o oriental Billy Rocks (Byung-Hun Lee), o mexicano Vasquez (Manuel Garcia-Rulfo) – papel que quase foi interpretado por Wagner moura – e ainda o nativo americano Red Harvest (Martin Sensmeier). É um grupo etnicamente improvável para época e contexto histórico-social em que o longa-metragem se passa, mas é para este tipo de abstração que o cinema serve, se a realidade não era “boa” o suficiente, nos resta imaginar um contexto melhor.

[Parágrafo] O longa nos apresenta cenas visualmente impressionantes, com os característicos planos abertos de deserto e enquadramentos típicos do gênero. A edição consegue nos imergir nas cenas de tiroteio, tornando as cenas de ação empolgantes em algumas partes, principalmente pelo fato de a produção não se importar em cometer exageros cênicos, por entender que pode “brincar” com o próprio gênero. Porém, a trilha sonora está longe de ser tão marcante quanto a de Elmer Bernstein, que posteriormente virou tema dos comerciais dos cigarros Marlboro. Ainda que o experiente e premiado James Horner se esforce, sua música não permanece ressoando em nossas mentes após o final do filme, como acontecia com a primeiro citada.

[Parágrafo] Após dirigir o premiado ‘Dia de Treinamento’, Antoine Fuqua investiu nos thrillers de ação, com foco maior na diversão, como em ‘Invasão a Casa Branca’ (2013), ‘O Protetor’ (2014) e mesmo no drama ‘Nocaute’ (2015) o valor de entretenimento prevaleceu. Ainda que seus filmes mais recentes tenham vários méritos como qualidade de diversão, nenhum tem a “brutalidade dramática” de ‘Training Day’. Em ‘The Equalizer’, retomou a parceria com Denzel e agora em 2016 reúne novamente a dupla Washington e Hawke, que ainda que dividam espaço com outros competentes atores, marcam uma presença de familiaridade.

[Parágrafo] O elenco é imensamente carismático e a interação entre eles é satisfatória, entretanto, isso faz com que o roteiro se debruce demais nos clichês e frases de efeito, esquecendo de desenvolver os personagens através dos diálogos. Alguns são melhor explorados do que no filme da década de 60, como o personagem “traumatizado” pela guerra, interpretado por Ethan Hawke, mas havia espaço para muito mais. O ponto mais fraco ainda é o vilão Bartholomew Bogue (Sarsgaard), que apesar de conseguir impor presença nas primeiras aparições, vai cansando a paciência do espectador que for minimamente mais exigente, conforme a narrativa se desenvolve. Estes “defeitos” vão desagradar a plateia mais crítica, mas vão passar despercebidos ao público médio.

[Parágrafo] Quanto aos méritos do longa, no quesito atuação, o destaque certamente vai para Denzel Washington, que sempre convence quando aparece com suas expressões de “bom moço”, porém firmes e de “poucos amigos” quando as situações pedem. Vale mencionar ainda a participação de Vincent D'Onofrio, que apesar de aparecer pouco, desperta o interesse por seu personagem sisudo, de poucas palavras, mas que impressiona por sua corpulência. Chris Pratt praticamente faz uma versão de Peter Quill / Star-Lord do velho-Oeste, que pode agradar pela familiaridade, mas não deixa de ser criativamente preguiçosa.

Como já destacado, além de ter potencial para divertir diferentes públicos, principalmente os que assistirem na tela grande, o remake de Fuqua renova a linguagem audiovisual e abre espaço para a representatividade político-social de minorias raciais e culturais. Entretanto, apesar de ter melhorado alguns aspectos, perdeu a chance de se igualar aos melhores faroestes contemporâneos, como ‘Os Imperdoáveis’ (1992), ‘Jango Livre’ (2012), ‘Os Oito Odiados’ (2015), ‘Slow West’ (2014) e ‘Bone Tomahawk’ (2015). A refilmagem de 'Sete Homens e Um Destino’ segue a mesma identidade do original norte-americano, apresentando-o para uma nova geração, mas continua aquém de ‘Os Sete Samurais’ e perdeu a chance de “melhorar” o que já havia sido feito nos anos 60. Se ele conseguir o mérito, de além de entreter o público mais jovem, fazer com que eles se interessem por assistir os originais, tanto ‘The Magnificent Seven', quanto ‘Shichinin no Samurai’ já justificará sua existência.
Fernando L.
Fernando L.

29 seguidores 79 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 23 de setembro de 2016
O filme é ótimo. Faroeste de primeira categoria. Diversão garantida para quem gosta do gênero. O filme foge um pouco do padrão no que se refere ao destino dos pretensos heróis do filma. Assista e confira!
Gabriela Santos
Gabriela Santos

17 seguidores 388 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 12 de novembro de 2024
Um filme dinâmico, com um elenco diversificado, personagens cativantes, uma bela fotografia do Velho Oeste norte-americano ótimas cenas de confronto.
Marco G.
Marco G.

538 seguidores 244 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 13 de outubro de 2016
Refilmagem de um clássico com elenco de primeira. Na falta atual de filmes de faroeste modernos, vem como uma boa diversão para os aficcionados do genêro.
Dagoberto M.
Dagoberto M.

260 seguidores 202 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 14 de maio de 2017
O tema é muito bom, apesar do passar dos anos, considerando cópia de uma versão antiga, ainda diverte muito
valmyr b
valmyr b

57 seguidores 273 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de janeiro de 2022
Bem, sou suspeito, mas considero esse um filmaço. Se já não bastasse eu ser fã de "faroeste", ainda tem esse elenco estelar 'capitaneado' pelo extraordinário Denzel "McCall" Washington e, para adornar, a linda e não menos telentosa Haley Bennett. Tem todos os clichês, sim: cavalos, Winchesters, Colts, duelo, índio do bem e índio do mal, chinês, igreja incendiada, mineiros, saloon, whisky, vingança, dinamite...Leva cinco estrêlas!
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

20 seguidores 727 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 18 de maio de 2024
A nossa versão de uma das obras mais amadas do faroeste da década de 1960 tem uma nova roupagem, agora tal filme é mais um dos necessários dentro desse gênero para ressignificar e torna-lo mais representativo. Isso ocorre quando se aproxima mais da realidade do velho oeste trazendo o negro e o indígena a tona. A diversidade é o que torna o filme interessante, pois não perdeu em nenhum momento a sua essência. Tirando isso, o que resta do filme são personagens clichês. No mais o grupo formando consegue um bom funcionamento, tem um ótima fotografia e um terceiro ato de tirar o folego.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa