Carol
Média
4,3
795 notas

66 Críticas do usuário

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Luiz C.
Luiz C.

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4,0
Enviada em 13 de fevereiro de 2016
Amor, essa doce inspiração
...
Um filme doce, sutil, delicado, sobre uma penetrante história de amor, nos finos anos 50 novaiorquinos, que vai te fazer flutuar. Essa é a minha definição para "Carol", do diretor Todd Haynes, indicado a seis categorias do Oscar 2016. A trama conta a história de Carol Aird (Cate Blanchett), uma mulher chique e apaixonante, que está para se separar do possessivo marido Harge (Kyle Chandler), com quem tem uma adorável filha. Ela foi levada a esse casamento pelas condições sociais da época, já que, naquele tempo, era quase que impossível traçar um caminho de vida que não fosse o tradicional. Até que um dia, perto do feriado do Natal, ela conhece Therese Belivet (Rooney Mara) em uma loja de brinquedos, e as duas começam a se relacionar. Só que aquela amizade vai além, claro: a mais velha se encanta com a simplicidade e pureza da mais jovem... E a mais nova descobre na mais experiente o real motivo para as palavras: curiosidade, fascínio, amor. Elas se apaixonam, e um intenso romance surge naturalmente como um botão de rosa se transformando na mais fina flor.
 
Mas nem tudo são flores. Se um romance dessa magnitude já é complicado em tempos mais modernos, imagine no retrógrado e familiar anos 50. Além dos preconceitos da época, o ciúme excessivo do futuro ex-marido, aliado à pressão de Carol ter uma filha, dificultam a relação das duas. E, justamente por esses motivos, o enredo ganha ares sensíveis de desilusão, mas com sensibilidade poética retratada com maestria e perfeição. Sem pressa, o roteiro mostra o que realmente precisa ser mostrado. A começar pelo papel que cada uma das atrizes desempenha em cena. A protagonista tem o dom da serenidade, da elegância, do glamour. A coadjuvante tem no olhar e na expressão facial a maneira mais exata para a procura pela liberdade. E Cate Blanchett e Rooney Mara, indicadas às estatuetas de melhor atriz e melhor atriz coadjuvante, respectivamente, atingem o ápice em cena. Como não reparar na forma como Carol toca os cabelos loiros enquanto a neve cai lenta e deslumbrantemente? Ou como não se emocionar quando Therese treme de desejo ao tocar sua amada pela primeira vez? Impecáveis, as duas atrizes se entregam tanto, que mais parece que os papéis foram feitos especialmente para elas.

Se as duas personagens encantam dessa forma, o diretor e sua equipe fazem um trabalho sagaz, para dar o completo ar de obra-prima à produção. O figurino (o charme da época em casacos de pele, luvas, joias...), a trilha (o som transformado em pura poesia), a fotografia (as paisagens do Oeste norte-americano; as ruas, os carros e os prédios de Nova York; o tom calmo e amarelado de uma era de ouro), e o roteiro (adaptado do livro "The Price of Salt", de Patricia Highsmith), todas as outras indicações ao Oscar, dão o tom célebre merecido.

Bem, já posso finalizar, pois não há mais o que se falar... Apenas da delicadeza do amor como menu, da paixão tão sensível a olho nu, do enriquecedor momento desse sentimento cru. A viagem no tempo e a inspiração melódica que "Carol" proporciona surge como um presente aos olhos, à mente, ao coração. É tudo aquilo que pode ser definido como admiração.
Nelio M.
Nelio M.

22 seguidores 82 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 26 de janeiro de 2016
Quanta elegância, quanto requinte, quantas coisas bonitas em um filme... Minha vontade era acompanhar pra sempre esse romance. Achei a química delas forte. Simplesmente cativante!!!!!!
Kelly Hayd
Kelly Hayd

22 seguidores 2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 1 de março de 2016
Ao esperar uma obra padrão de uma história de amor proibida, me deparei com a surpresa de um filme minunciosamente elaborado. Não foi a primeira obra traduzida para o meio cinematográfico e, com o andar da carruagem, não será a última. Se até Alfred Hitchcock se rendeu aos escritos de Patrícia Highsmith, em “Pacto Sinistro” de 1951, só pode significar que as obras tem seu valor.

Patrícia foi uma mulher reclusa e bastante misteriosa. Não á toa que Joan Schenkar dedicou um bom tempo de pesquisa para desvendar os maiores segredos da autora e publicar em seu livro “A Talentosa Highsmith“. A escritora utilizou de suas próprias experiências para criar suas personagens e envolver os mais desconfiados leitores. Nada mirabolante demais, nem dramático em demasia, tudo na medida certa.

Em “Carol”, a começar pela história adaptada, o filme tece um sutil entrelaçamento de expectativa e sutileza. É fato que todo filme da temática gay tenta ser o mais sutil o possível com o intuito de convencer até as mentes mais retrógradas de que não passa de uma história de amor. “Carol” vai além. A sutileza está na interpretação do diretor Todd Haynes e não no roteiro, que desde o princípio deixa claro o problema central do filme.

A paixão entre Carol Aird (Cate Blanchett) e Therese Belivet (Rooney Mara) não é avassaladora. Não é um amor a primeira vista. É a intriga com o que existe por trás do olhar de cada uma que as une, as envolve e as marcam. Vindas de realidades completamente opostas e tendo Therese, que nunca antes se apaixonou por uma mulher, como alvo dos caprichos de Carol, o romance entre as duas era mais que improvável. Mas ainda não é isso que nos prende.

O ritmo do filme chega a ser contraditório. Ao mesmo tempo em que tudo vai acontecendo na vida de Carol, em relação à guarda de sua filha Rindy e o divórcio com Harge (Kyle Chandler), a relação entre Therese e Carol, apesar das rápidas escolhas de estarem cada vez mais próximas, caminha lentamente. É a leitura de uma poesia em meio ao turbilhão de uma metrópole. E é a expectativa do que está por vir que nos mantém reféns da tela do cinema.

Tanto Cate Blanchett como Rooney Mara estão impecáveis no filme, mas é Cate quem surpreende. Seu olhar austero e ao mesmo tempo sedutor, sua postura imponente que chega a intimidar, ao mesmo tempo que convida à proximidade. Belíssima e intrigante, Cate nos conduz dentre seus mistérios e desejos, nos envolve em suas angústias e nos obriga a perdoá-la por suas escolhas. É uma mistura de amor e paixão, dedicação e abdicação.

A fotografia não podia ser mais peculiar. Sempre nos provocando a ansiedade de saber o que encontra-se do outro lado para onde a câmera está a nos levar vagarosamente. Fundamentada em seus detalhes que nos aproximam das sensações das personagens, nos repetitivos reflexos de Therese nos vidros de trens e carros que nos faz pensar se ela age por ela mesma ou por consequência de sempre dizer “sim” a tudo. A cena de intimidade nunca será como “Azul é A Cor Mais Quente”, mas porque não quer. Não é a intenção e não teria sentido uma imagem tão explícita em um contexto já tão transgressor. Novamente a sutileza da leitura bate à porta e nos deixa embasbacados com a representação do amor, e não do sexo.

Vale ressaltar que os figurinos são obras de ninguém menos que Sandy Powell, indicada 11 vezes e vencedora de 3 estatuetas da academia por suas brilhantes criações. Os detalhes em “Carol” não deixam a desejar. As cores que evoluem conforme a intensificação da sedução, o vermelho vibrante de Carol em meio a uma multidão de tons de cinza, o ar de doçura e pureza de Therese que também se transforma quando ela decide dar andamento ao seu sonho de tornar-se fotógrafa.

O filme, como dito no começo do artigo, é minunciosamente elaborado. Cada elemento complementa o outro de forma única e necessária. É o que faz necessário que você assista a este filme.

H.K.
Gabriela Santos
Gabriela Santos

23 seguidores 452 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 27 de outubro de 2024
Filme encantador, convidativo cheio de sutilezas; as atrizes estão fantásticas e interpretam suas personagens de forma convincente e envolvente. Fotografia peculiar e bela representação dos anos de 1950. O ritmo da trama é provocante, tornando grande a expectativa pelo que virá.
Julio C.
Julio C.

15 seguidores 74 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 6 de outubro de 2017
Sensacional, o filme é sobre duas mulheres que se apaixonaram, em um tempo, em que se revelar, ser gay, era muito difícil, pois o preconceito era muito grande, lembrando que esse filme se passa em 1950. Gestos subtis eram feitos para demonstrar a afeição, poucas pessoas podiam perceber. Esse filme é incrível, toca o seu coração, acende uma chama nele, a sensação é incrível! 5 estrelas! 
Guilherme S.
Guilherme S.

13 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 8 de janeiro de 2016
A direção é boa em qualquer quesito. O roteiro não é nada evidente, mas possível e intrigante. A direção de arte e o figurino nos transportam pra um universo noir, fazendo da Cate Blanchett uma diva imortal do cinema, num cenário acinzentado que contrasta com sua caracterização em cores fortes. A trilha sonora não lhe deixa piscar! As atuações muito bem construídas, lineares e delicadas, não dão margem para o julgamento desta ou aquela cena. Excelente filme!
Joe Alvez E
Joe Alvez E

13 seguidores 24 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de janeiro de 2016
Carol. (Carol-2015) Não tem a pretensão nem a premissa de ser um filme polemico, antes sim tratasse de mais uma história de amor. Ambientado na Nova York dos anos 50, o romance entre uma jovem vendedora, de uma loja de departamentos, Therese Belivet- Rooney Mara, e uma mulher mais velha que está prestes a se divorciar- Carol Aird-Cate Blanchett, Emociona mais do que choca. A direção de Todd Haynes é puramente conceitual e sensível, nada é expositivo ou melodramático. Muitos dos sentimentos e duvidas das personagens são mostradas em closes fechados nos olhos das protagonistas. A fotografia é limpa, quase estéril que lembra muito as fotografias vintages dos aos 50. A reconstrução de época é funcional, ou seja ela funciona em prol do filme não é exatamente um show a parte. Rooney Mara no entanto está numa belíssima atuação, toda a carga emocional de sua personagem é demonstrada de forma contida quase que subjetivamente através de pequenos gestos, há alguns momentos durante o filme que é muito fácil ver porque ela recebeu uma indicação ao Oscar. Carol é um filme sutil que mostra de forma delicada e subjetiva o amor entre duas mulheres numa época em que isso seria um escândalo, contudo o filme não explora essa questão, deixando o espectador apenas com mais uma história de amor com um final feliz. Excelente filme.
Alan
Alan

16 seguidores 361 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 8 de janeiro de 2024
O filme conta com boas atrizes e trata de um tema sensível. Porém, desenvolve-se muito lentamente, e não prende a atenção de espectador.
Natália T.
Natália T.

10 seguidores 6 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 7 de janeiro de 2016
Um bom filme, com ótimas atuações e fotografia incrível. É uma história de amor que passa longe das clássicas histórias água com açúcar, mostrando a dura realidade que um amor passa por muitas vezes. Por isso se você está esperando uma história como ''Um amor para recordar'' não recomendo esse filme, pois é totalmente o oposto.
Michael Pires
Michael Pires

9 seguidores 82 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 27 de abril de 2021
Este filme é perfeito, não há o que por nem tirar, tecnicamente perfeito, figurino, som, trilha, maquiagem, interpretações, direção de arte, fotografia, roteiro, direção, tudo, tudo funciona muito bem e em um ritmo perfeito.
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