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Boston Globe
Dois personagens em quadro andam em direções distintas e a câmera de Godard segue ambos, uma lente para cada e um ponto de visão para cada. Não parece que a câmera está se dividindo — parece que sua mente acabou de expandir um degrau ou dois, para cima, na escada evolutiva.
Chicago Sun-Times
O 3D se torna mais um elemento de fascínio de Godard explorando propriedades formais do cinema, e sua gramática, técnica e tecnologia para melhor ilustrar como os filmes podem dizer ou elidir uma história, revelar ou ofuscar a verdade, ou apenas passar o tempo de tela, distraindo-nos [...]
Critikat.com
"Adeus à Linguagem" é algo que nunca foi visto antes. O espanto é grande diante da proposição plástica totalmente surpreendente, cheia de criatividade e fantasia. Como uma lembrança.
Estado de Minas
É um filme de Godard, então essa “simplicidade” é pura aparência. Trabalhando com cinco câmeras de modelos e marcas distintos, o longa abusa das características de uma filmografia que conta com um pouco mais de uma centena de filmes.
Folha de São Paulo
É o Godard de sempre, ou dos últimos tempos, que temos diante de nós: ensaístico e provocador, lançando uma questão lancinante por minuto, desorientando o espectador, perdendo-o e depois localizando-o novamente, aborrecendo-o e fascinante.
New York Times
Não há nenhum dos efeitos especiais comuns a ser vistos aqui. Godard não tem interesse em capturar a magia do voo ou em fazer monstros parecerem reais. Ao contrário, o mundo cotidiano é vívido e estranho, vertido numa série de rascunhos e composições por um artista de olhar excêntrico e infalível.
O Globo
Godard faz com o 3D a mesma coisa que faz sistematicamente com todos os procedimentos da linguagem cinematográfica, desde seu primeiro longa, “Acossado” (1960): destrói a transparência e a aparência de realidade da imagem e transforma-a em beleza ríspida, desconcertante e questionadora de nossos sentidos.
Screen International
De início, parece uma piada conceitual para imaginar quão raro é um autor como Jean-Luc Godard trabalhando com um meio tão comercial como o 3D. Então você lembra que Godard [...] foi um pioneiro [...] e tudo começa a fazer sentido - se o termo "fazer sentido" não quiser dizer nada nesse contexto.
Variety
Durante 69 densos minutos que parecem uma injeção de adrenalina no cérebro, "Adeus à Linguagem" reafirma continuamente que nenhum outro cineasta fez mais para testar e reassertar as possibilidades da imagem em movimento durante o último meio século da forma de arte.
Almanaque Virtual
Godard é Godard. Se ele pegou o 3D, é para desmistificar, ousar, fazer o que ninguém fez. E começa pelos múltiplos sentidos do título, que o próprio filme explora o tempo todo, usando até o 3D.
Omelete
Não se trata mais de desconfiar daquilo que nossos olhos veem, como o cinema "de arte" europeu discutiu nos anos 1960, mas sim de anular nosso olhar, questionar a facilidade com que a tecnologia de hoje nos permite consumir registros de imagem...
Pipoca Moderna
Godard explorou muito bem a nova possibilidade tecnológica. Fez um filme altamente sensorial, vigoroso, questionador e, como sempre, levantando uma profusão de temas e questões... [...] O octogenário realizador está em grande forma.
Télérama
Não surpreende ver Godard mergulhando no 3D, mexendo e experimentando, ainda e sempre. [...] Resultado: visualmente, o filme não é espetacular, mas é frequentemente mais criativo do que costumamos encontrar. Folhas, paisagens e rostos adquirem outra dimensão, poética.
CineClick
O longa é um verdadeiro exercício estético, com mesclas interessantes entre o jogo de cores e o próprio 3D (tecnologia usada pela primeira vez por Godard), que se apresenta de maneira impecável, com a profundidade necessária para transmitir o caos que vivemos hoje na sociedade moderna.
Críticos.Com.Br
"Adeus à Linguagem" é tão ou mais diletante, pedante e impenetrável quanto os filmes mais recentes de Godard, mas tem no uso do 3D um frescor e uma curiosidade admiráveis.
The Guardian
O último [filme] do grande diretor apresenta um ponto de virada a partir de seu próprio vira-lata, Miéville, edições erráticas, uma trama incompreensível, momentos mesméricos e uma insistente visão de mundo idiossincrática
Zero Hora
"Adeus à Linguagem" é um ensaio visual recheado de imagens das mais diversas texturas, muitas delas totalmente retrabalhadas na pós-produção. Há apenas um fiapo de história: uma mulher e um homem se amam e discutem, em uma relação marcada pela falta de comunicação.
Washington Post
Uma coisa confusa, até mesmo enlouquecedora, um ensaio cinematográfico abstrato, propositalmente opaco, que invoca tudo, de Alexander Solzhenitsyn a Mao Zedong e Adolf Hitler, mas cuja impressão mais duradoura é o olhar fixo radiante de um cão extraordinariamente carismático e espirituoso.
Cineplayers
Godard continua avançando na expansão das possibilidades da imagem e isso merece o devido reconhecimento, mas chegou num ponto em que nada mais importa além da reafirmação pedante e birrenta de suas ideologias de sempre.
Papo de Cinema
Godard é capaz de construir o mais belo e o mais feio dos planos. [...] De determinado ponto em diante, o esgotamento traz consigo boa dose de tédio, algo crescente à medida que o longa abandona a beleza, a diversidade das texturas, focando-se excessivamente na abstração e no vazio.
The Hollywood Reporter
Apenas fragmentos de pensamentos, nada é desenvolvido, e ficará apenas para o pequeno grupo de fãs ferrenhos de Godard tentar dar-lhes algum sentido [...] O que fica claro, no entanto, é o entusiasmo inabalável de Godard em mostrar jovens e graciosas atrizes nuas, com ênfase à extremidade traseira.
Cineweb
É preciso respeitar o nome e a bagagem de Jean-Luc Godard, do contrário, seu mais novo filme, "Adeus à Linguagem", pode ser visto como um mero exercício de ego – como se seus filmes mais recentes estivessem um tanto longe disso.