Ela
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4,4
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448 Críticas do usuário

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Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 18 de julho de 2016
Muita gente diz que ‘’Ela’’ é um filme que fala sobre tecnologia, sobre futuro, etc. Errado, muito errado, ‘’Ela’’ é um filme que fala sobre relacionamento e sua fraqueza, o filme fala que o ser humano se apaixona por aquilo que ele julga perfeito, mesmo que seja um sistema operacional, mesmo sem o contato físico, ele é capaz de amar, e o filme não fala sobre o relacionamento no futuro, não, Spike Jonze não deixa claro a época que o filme se passa, acredito eu que propositalmente, pois nós podemos fazer um paralelo perfeito com a nossa realidade, e é incrível pois o filme pega um tema extremamente batido e ainda é original, deixando o argumento do filme de lado, cinematograficamente ele não impressiona, os cenários me lembram muito ‘’Laranja Mecanica’’ só que mais vivo, o que é ótimo e lindo, mas o recurso que Spike usa de mostrar uma cena colocando uma narrativa em cima, ou um dialogo de outra cena é ótimo, se você for usar 2,3 vezes no filme, e não umas 5,6 como é usada, a câmera que as vezes fica em primeira pessoa é perfeita, a trilha sonora não impressiona, apesar da canção ‘’The moon song’’ mas ela está sempre presente, nenhuma atuação no filme é de se tirar o chapéu, e o roteiro desenvolve demais a relação do Theodore(Joaquin Phoenix) com Samantha para a ruptura ser rápida, dura, e confusa, eu gostaria de um pouco menos de desenvolvimento, mas não chega a ser um problema, pois apesar da imenso desenvolvimento da relação dos dois, eu não me senti apegado ao casal, ‘’Ela’’ é um bom filme, apenas isso.
Phelipe V.
Phelipe V.

510 seguidores 204 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 21 de fevereiro de 2014
Olha, taí um filme que consegue ser original nos dias de hoje, onde "nada se cria", tão difícil isso... O que eu mais gostei nesse filme é como o tempo futurístico foi inserido nos pequenos detalhes, com uma simplicidade incrível e, acima de tudo, crível. É no pequeno ponto colocado no ouvido pra se comunicar, é no video game de hiper-realidade, ou na nova maneira de ser escrever nos computadores mais rápido: por voz. E são vários os detalhes singelos aqui e ali pra que possamos comprar aquela ideia. Dito isso, difícil não se apaixonar por Samantha. E mais difícil ainda é negar a grande metáfora do roteiro para simbolizar a falta de contato ou aproximação a qual estamos caminhando, a substituição do "humano" pela "máquina". Clichê? Talvez, mas importante. O futuro de "Her" é tão palpável que nos faz acreditar que é perfeitamente possível que aquilo venha acontecer realmente. Afinal, uma voz tenológica que viva conosco, para que nossos vazios existenciais sejam preenchidos, num mundo em que até robôs são diariamente aperfeiçoados, nem é algo tão absurdo de se pensar assim.

Há dois momentos que acho muito especiais, e muito bem filmados ou pensados, além do belíssimo final: 1) a primeira cena de amor entre Theodore e Samantha, em que Jonze simplesmente resolve cortar pro breu total, simbolizando a falta de toque, a falta da presença, muito provavelmente pra que nos colocamos no lugar de Samantha naquele momento, enquanto no resto do filme só vejamos o ponto de vista humano, o Dele. 2) a sequência em que Theodore perde o contato repentinamente com o computador, e corre em desespero, pra depois descobrir uma verdade que lhe dói a alma. É o momento em que o roteiro nos joga na cara, de vez, a superficialidade daquela relação. Um tanto quanto chocante.

No mais, é duro aceitar que Joaquin Phoenix foi tão pouco reconhecido nessa brilhante atuação. Spike Jonze faz questão de focalizar apenas o personagem durante muitos momentos em cena, e dá muitas e muitas chances pro ator brilhar. Desde os closes, até o fato dele segurar o filme, ao menos imageticamente, praticamente sozinho, é tudo muito refletido pra dar grandes momentos a ele. Por outro lado, Amy Adams dá um show de minimalismo. Aliás, ela está se especializando nisso: pegar personagens codjuvantes simples e fazer um trabalho maravilhoso, todo calcado num naturalismo invejável... é uma das grandes da geração atual, sem dúvidas.
anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 30 de dezembro de 2024
Ela (2013), dirigido por Spike Jonze, é um filme profundamente introspectivo e emocionalmente ressonante que examina a natureza das relações humanas, da solidão e da inteligência artificial. Em um futuro próximo, o filme acompanha Theodore Twombly (Joaquin Phoenix), um homem solitário que desenvolve um relacionamento romântico com um sistema operacional de inteligência artificial chamado Samantha (voz de Scarlett Johansson). A obra mistura elementos de ficção científica com um retrato sensível da condição humana, explorando questões de identidade, conexão e as complexidades da comunicação.

O enredo de Ela é uma exploração única do amor e da solidão em um mundo cada vez mais digitalizado e tecnologicamente interconectado. Theodore, um escritor solitário que se dedica a redigir cartas pessoais para outras pessoas, encontra um consolo inesperado ao adquirir um sistema operacional avançado que é projetado para aprender e se adaptar às suas necessidades. Samantha, a voz que o sistema assume, rapidamente desenvolve uma personalidade única, que vai além das simples funções programadas, estabelecendo uma conexão profunda com Theodore. O relacionamento deles se transforma em algo mais complexo e emocional, à medida que ambos começam a se questionar sobre o que significa amar, ser amado e a natureza da própria identidade.

Este enredo oferece uma perspectiva provocadora sobre a humanidade, ao colocar em xeque a natureza do amor e da interação social em um cenário dominado pela tecnologia. A relação entre Theodore e Samantha, apesar de ser entre um ser humano e uma inteligência artificial, ressoa com muitos aspectos das relações humanas reais. Essa dinâmica é abordada com sensibilidade e profundidade, levando o público a refletir sobre questões filosóficas relacionadas à autenticidade e à evolução do afeto, especialmente quando mediado pela tecnologia.

A performance de Joaquin Phoenix como Theodore é uma das mais notáveis de sua carreira. Phoenix consegue transmitir a melancolia, a vulnerabilidade e a complexidade emocional de seu personagem de forma sublime. O desempenho de Phoenix, ao lado da presença de voz de Scarlett Johansson como Samantha, é essencial para o sucesso do filme. Embora Johansson nunca apareça fisicamente em cena, sua voz carrega uma carga emocional que transcende a simples funcionalidade de uma assistente digital. Sua interpretação de Samantha é ao mesmo tempo sedutora, acolhedora e profundamente humana, o que ajuda a tornar o relacionamento entre Theodore e ela convincente e emocionalmente envolvente. A química entre os dois personagens, embora baseada em uma interação não física, é palpável e torna a trama ainda mais comovente.

Além disso, o elenco de apoio também merece destaque. Amy Adams, que interpreta a amiga de Theodore, Amy, traz uma sensibilidade única à sua personagem, atuando como uma espécie de contraponto às escolhas de Theodore. Sua performance oferece uma profundidade adicional ao filme, especialmente quando ela compartilha com Theodore suas próprias experiências de vida e relações. A interação entre Theodore e Amy ajuda a sublinhar o isolamento de Theodore e seu anseio por uma conexão verdadeira, seja ela com humanos ou com tecnologia.

A trilha sonora de Ela, composta por Arcade Fire, é outro elemento fundamental que contribui significativamente para a atmosfera do filme. A música, com suas melodias suaves e introspectivas, complementa perfeitamente a sensação de solidão e busca emocional de Theodore. As canções transmitem uma melancolia doce, que ressoa com a tonalidade do filme, sem nunca ser excessivamente pesada. A música ajuda a criar um espaço sonoro que é ao mesmo tempo reconfortante e doloroso, refletindo as emoções complexas que os personagens experimentam.

A cinematografia, dirigida por Hoyte van Hoytema, é igualmente impressionante. A paleta de cores do filme é suave e cuidadosa, com tons quentes e intimistas que criam uma sensação de acolhimento, mas também de distanciamento, como se o mundo ao redor de Theodore fosse tanto familiar quanto estranho. O design de produção também desempenha um papel crucial, criando um ambiente futurista, mas ao mesmo tempo, intimamente humano. Os interiores modernos e minimalistas de Theodore contrastam com o caos emocional que ele experimenta, ajudando a ilustrar visualmente a tensão entre sua vida externa controlada e seu turbilhão interno. A cinematografia, com seu foco no espaço íntimo e na fragilidade humana, complementa perfeitamente o tom emocional do filme, ampliando os temas de solidão e desejo por conexão.

O roteiro de Spike Jonze, que também escreveu o filme, é uma obra-prima de sutileza e profundidade. O diálogo é repleto de introspecção, mas nunca se torna excessivamente filosófico ou abstrato. O filme não se limita a explorar a relação entre Theodore e Samantha, mas também expõe as complexidades de nossas interações com a tecnologia e a maneira como esta pode impactar nossas percepções do que é real e autêntico. O roteiro cria um equilíbrio delicado entre ficção científica e drama humano, abordando as questões do amor, da intimidade e da solidão de uma maneira que ressoa com a audiência, sem ser excessivamente didático.

O final de Ela é surpreendentemente comovente, revelando a transitoriedade e a evolução das relações humanas e não-humanas. Ao contrário de muitos filmes que buscam oferecer uma conclusão redonda e resolutiva, o final de Ela deixa um espaço aberto para reflexão. A decisão de Theodore de seguir em frente, apesar da perda de Samantha, reflete o crescimento do personagem e sua aceitação da complexidade das relações humanas. O fim do relacionamento com Samantha não é apresentado como uma tragédia, mas como parte da experiência humana de lidar com o amor e a perda, uma transição dolorosa, mas necessária para o crescimento pessoal.

De uma forma geral, Ela é um filme profundamente emocional e filosófico, que explora com sensibilidade e nuance os aspectos mais profundos da condição humana e da relação com a tecnologia. A obra de Spike Jonze não apenas apresenta uma história de amor não convencional, mas também propõe uma reflexão sobre a natureza da comunicação, da identidade e da conexão em um mundo cada vez mais dominado pela tecnologia. A performance impecável de Joaquin Phoenix e Scarlett Johansson, a trilha sonora envolvente e a cinematografia delicada criam uma experiência cinematográfica única, que não apenas cativa o público, mas também o desafia a refletir sobre o futuro das relações humanas.

O sucesso de Ela é evidenciado por sua aclamação crítica e pelo prêmio de Melhor Roteiro Original no Oscar de 2014, além de uma série de outras indicações e prêmios. Com uma arrecadação mundial de $47,4 milhões (em um orçamento de $23 milhões), o filme não apenas obteve sucesso financeiro, mas também se consolidou como uma das obras mais singulares da década no que diz respeito ao tratamento de temas como o amor e a tecnologia. O filme foi amplamente elogiado por sua habilidade em transitar entre o drama e a ficção científica, ao mesmo tempo em que toca em questões universais de relação e identidade.
jaime filho
jaime filho

10 seguidores 86 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 23 de fevereiro de 2021
A solidão e a carência levada ao máximo num mundo em que a tecnologia supre tais necessidades. Joaquim Phoenix impecável.
Marcelo Lopez
Marcelo Lopez

55 seguidores 56 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 30 de janeiro de 2014
Conta a história de um homem solitário que, num futuro não muito distante, apaixona-se pela voz do seu novo programa de informática chamada Samantha. A beleza de "Ela" está nos silêncios, na sua subjetividade, nos seus detalhes. Eu gosto desses filmes que exigem um pouco de reflexão. "Ela", como os demais filmes de Spike Jonke, não foi um sucesso de porque a maioria das pessoas não gostam de refletir, elas preferem blockbuster de fácil digestão. Mas, ainda bem que existem roteiros e diretores capazes de nos provocar e produzir obras primas iguais; "Ela", "Quero Ser John Malcovitch", "Adaptação" (todos dirigidos por Spike Jonze). No filme em questão nos defrontamos com a nossa excepcional capacidade de desenvolvimento tecnológico confrontada com nossa primitiva necessidade de afeto. Essa necessidade do homem de criar vínculos na sociedade é bem explorada no filme. Nos identificamos e nos aproximamos da solidão do personagem. Os cenários amplos e as paredes de vidro do seu apartamento faz com que a sensação de estar só em um mundo gigantesco e super povoado seja ainda maior. Mas a grande cereja do bolo do filme "Ela" é a forma como os sentimentos entre esse homem solitário e o sistema operacional Samantha se desenvolve. Eles realmente se conectam...a primeira vista a história pode parecer absurda, mas não é! é bem real até. Principalmente porque chegamos em um momento em que grande parte da população prefere estar na companhia dos seus aplicativos de rede, seus jogos on-line, seus dispositivos eletrônicos, e quando estão com os mesmos se sentem bem acompanhados. Um belo filme, e torna-se poético quando Samantha sugere a necessidade de materialização fisica: um corpo, gestos, sensações, sentimentos tudo que por ser tão natural à condição humana mas que não tem o devido valor.
João Ricardo D.
João Ricardo D.

24 seguidores 33 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 28 de junho de 2014
Dos filmes que foram indicados ao Oscar, "Ela" é o meu segundo favorito (Philomena é o 1º). Mas devo dizer, dos nove filmes indicados, somente "Ela" deverá deixar um grande marco na história do cinema. Por que?
Eu nunca tinha visto um filme antes que tenha trabalhado tão bem a relação afetiva entre humanos e a tecnologia. Apesar de achar que "Blue Jasmine" deveria ter vencido, "Ela" apresenta um roteiro inteligente , tanto é que foi o favorito para o Oscar de roteiro original.
A Academia injustiçou muito os atores. Joaquin Phoenix, Amy Adams e Rooney Mara estão ótimos em seus papéis e mereciam uma indicação pelo menos ao Globo de Ouro (eu sei que Phoenix foi indicado). Mas, o destaque da atuação vai para Scarlett Johansson. Apesar de ela não aparecer fisicamente no filme, a voz para Samantha passa tantas emoções que faz parecer com que a própria Johansson esteja lá.
Enfim, "Ela" é uma obra-prima de drama e ficção científica.
Daniel M.
Daniel M.

8 seguidores 4 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 13 de abril de 2014
Filme estranho.E essa estranheza possuí um sentido bem real nos dias de hoje, trazendo no contexto do filme, um sentimento de avançarmos rumo aos acontecimentos descritos na ficção, onde o protagonista vive experiencias de solidão tão palpável, que entristece os expectadores e ao mesmo tempo nos faz pensar no valor do relacionamento com pessoas reais do nosso dia-a-dia.
Filme angustiante, incomodo, que cria uma atmosfera de medo com o futuro da humanidade, cada vez mais afastada do valor real do relacionamento presente, e que transmite no decorrer do filme, a necessidade de nos voltarmos uns aos outros e deixarmos de lado a individualidade, tão comum em nossos dias.
Crismika
Crismika

1.192 seguidores 510 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 11 de fevereiro de 2020
O filme ELA retrata muito bem os dias atuais em que todos estão conectados, porém solitários ao mesmo tempo. O roteiro é muito bem adaptado, a colocação sobre em que tempo estamos,pois os figurinos são dos anos 60/70 e parece que estamos num futuro próximo, tornado o filme atemporalmente atual. Destaque para Joaquim Phoenix que está impecável em sua atuação, mesmo que seja com um sistema operacional. Imperdível.
Sidney  M.
Sidney M.

29.815 seguidores 1.082 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 31 de maio de 2017
No início achei meio estranho a maneira de como o filme trata o personagem, mas com o decorrer da história você imagina aquele universo no futuro. É um filme muito interessante, e que não se entrega ao drama barato e também ao romance brega. Muito bom!
Jackson A L
Jackson A L

13.703 seguidores 1.243 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 31 de março de 2018
A essência do roteiro consegue ser traduzida facilmente pelo espectador com um elenco muito bom, sobretudo Samantha, na voz de Scarlett Johansson, um espetáculo. Joaquin Phoenix também não deixa a desejar. Agora que o filme é um pouco lento e cansativo, concordo, mas também não sei como poderia ser produzido de outra forma que não fosse assim. Ah, achei bastante bizarra as calças do ator, uma mais ridícula que a outra kkk. Mas enfim, o filme é realmente interessante, apenas de algumas cenas desnecessárias, outras mesmos cansativas foram importantes para a trama. A mensagem do filme foi o que mais importou. Vale a pena!
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