"Golpe duplo" é um filme que se reduz a uma mera tentativa. Tenta surpreender no final (não é spoiler) em um vaivém desenfreado e cansativo. Mas no fim, fim mesmo... é previsível. E é previsível que será previsível. Não quer ser previsível. Mas é. Will Smith é o mesmo de sempre. Um pouco mecânico, mas um talento escondido. Quero dizer, há talento, que, no entanto, não soube ser explorado pelos diretores - e não é um roteiro fraco como esse que vai mudar. E também não é Margot Robbie e a tentativa de um romance que consegue explorar o talento de Smith. O ator é como um jogador de futebol que se destaca nas categorias de base de um time. Por enquanto, está no status de mera promessa. Mas pode explodir, ainda que tardiamente. Misturar estilos (ação e romance, no caso) pode ser bom, desde que com um bom roteiro. "Golpe duplo" fica na tentativa - exceto na trilha sonora, que é boa. Por fim, a participação de Rodrigo Santoro é surpreendentemente (espaço para uma ironia gigantesca) diminuta. A atuação, inexiste. Afinal, não é um filme de atuação. Nem de roteiro. Nem de direção. Mas tenta, coisa que nem todos fazem.
Focus é um ótimo filme, que envolve intensamente o telespectador, desda cena do "Apostador" até seu final. O longa possui um desfecho com vários "twists" alguns agradáveis outros desnecessários. A história é bem interessante, assim como a fotografia e a direção, o elenco é outro ponto forte, Will Smith não brilha, mas faz um papel seguro e frio, já a linda Margot Robbie brilha mais uma vez, não melhor que em "Lobo de Wall Street" mas em alta média, Rodrigo Santoro também tem faz uma boa performance. Infelizmente, a história possui alguns pontos negativos, como o clichê exagerado, o fim é totalmente previsível desdo começo. E algumas cenas são apelativas. Fora isso o filme é de extrema qualidade.
Nos principais momentos do filme, assim como os telespectadores, os próprios personagens são enganados, ou melhor, golpeados o que torna o filme surpreendente. Vale a pena assistir.
Com um tema interessante, o longa prende a atenção pelo fato de sempre gerar a expectativa de uma nova surpresa, ou seja, de que um golpe ainda maior está por vir. A direção de Glenn Ficarra e John Requa é segura nesse ponto, com cortes rápidos e uma trilha que conduz cada movimento da ação dos personagens. Sem dúvida, o ápice dela é quando surge Sympathy For The Devil, clássico dos Rolling Stones, na passagem em que os protagonistas estão em um estádio de futebol americano na cidade deNova Orleans. O filme só não ganha mais destaque porque não traz tanta profundidade nos golpes aplicados pelos personagens. E isso é uma pena, pois fica a sensação de que o longa não soube aproveitar o seu ponto mais forte, que são os mistérios por trás de cada trapaça. O que se vê na tela, na verdade, é um foco maior na relação entre Nicky e Jess, personagens de Smith e Robbie, respectivamente. Não que isso comprometa a diversão, afinal, os dois atores seguram bem suas atuações com uma boa química, mas a trama acaba se perdendo em alguns momentos por causa de uma história de amor que não cativa.
O melhor desse filme está no elenco, com um Will Smith sempre carismático, e com a beleza de Margot. Santoro aparece pouco, mas está bem cena. Bom filme.
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