A Caça
Média
4,4
975 notas

120 Críticas do usuário

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Lana B.
Lana B.

1 seguidor 10 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 28 de dezembro de 2014
Não é a toa que este filme concorreu ao oscar de melhor filme estrangeiro este ano, Jagten parte do conceito de que uma criança não mente, e nos faz pensar em várias coisas até em rever este conceito, a atuação da garotinha e espetacular para a pouca idade dela, preste a atenção em que cada vez que ela mente ela não consegue segurar um tique nervoso, a atuação do ator dinamarquês Mads Mikkelsen é espetacular.
vfemerson
vfemerson

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 16 de agosto de 2014
Filme inteligente que mostra como ideias pré- concebidas e julgamentos superficiais e tendenciosos podem mudar a vida de outras pessoas. Com final que te faz pensar sobre os próprios conceitos.
Anderson V.
Anderson V.

7 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 7 de agosto de 2014
Um filme fantástico, com enredo lento e sem exageros ou algo que te desconcentre da temática. Impressionante como você se sente na "pele" do personagem principal.
Dalva N.
Dalva N.

6 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 2 de maio de 2014
spoiler:
Filme que te prende do início ao fim. Belíssimas fotografias, bons desempenhos dos atores e excelente direção. Um drama corajoso, com uma abordagem assustadora. A sociedade de uma pequena cidade julga do protagonista com base na declaração de uma criança, sem prova alguma que o condene. Todos, apesar de o conhecerem há longo tempo, o julgam e condenam. Revela o comportamento hipócrita de uma sociedade que tem muita facilidade em julgar e condenar. Aplausos para o comportamento do protagonista que, apesar de tudo pelo que passou, sua vida praticamente destruída, consegue dar a volta por cima e perdoar.
Wesley F.
Wesley F.

28 seguidores 6 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 15 de março de 2014
filme imperdível. espetacular. aborda de forma certeira as consequências que podem ser infligidas, injustamente, a um ser humano por se adotar prematuramente axiomas, no caso "criança não mente", e jogar ao vento como "verdade absoluta", sem se ter a devida cautela no trato da informação. % estrelas fácil! um dos melhores filmes de 2013"
Thiago Petherson
Thiago Petherson

168 seguidores 259 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 27 de dezembro de 2013
Um filme pra grande reflexão. A maioria (Nunca assisti diferente) dos filmes com esse tema, retratam o lado da pessoa ou família que sofreram o abuso sexual de suas crianças. Já esse filme não, retrata o lado do suposto 'molestador de criança' , e nos faz pensar que pode sim acontecer injustiça por parte do acusado. Apesar de não ser um filme pequeno, ele em momento algum se torna cansativo. Pelo contrário, em determinado momento, no final, eu torcia pro filme não acabar e acontecer uma reviravolta na vida do protagonista. O Protagonista, que por sinal, teve uma excelente atuação. Eu jamais tinha visto um filme do tema, com uma atuação tão grandiosa do personagem adulto principal. Durante todo o filme, sofremos com as acusações e agressões incabíveis sofrida pelo personagem principal. E UMAS DAS CENAS MAIS FORTE E TENSA JÁ VISTA EM FILMES, NA MINHA VIDA, spoiler: Foi a parte final, em que ele pega a garotinha (Que o acusou de abuso) no colo
. Não sei pq, mas me passou uma aflição enorme. Um filme que passou batido pelo grande público, mas não pode deixar de ser assistido. Merece uma Nota 9,5
RonaldLuis
RonaldLuis

14 seguidores 26 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 26 de novembro de 2013
"A Caça" é um longa que aborda o tema da pedofilia, na visão de um homem que foi acusado injustamente. Trata-se de Lucas (muito bem inter pretado por Mads Mikkelsen, que em 2012, ganhou merecidamente o prêmio de melhor ator em Cannes. O ator consegue atuar de forma plena apenas com o olhar...), ele trabalha em uma creche infantil, e brinca o tempo todo com as crianças e inclusive ajuda os meninos quando eles precisam fazer o número dois...

O filme começa mostrando que o sujeito é amigo de todos, e está tentando reconstruir sua vida após um divórcio complicado, no qual perdeu a guarda do filho. Até um novo interesse amoroso surge em sua vida. Tudo as mil maravilhas, até que, a pequena Klara (Annika Wedderkopp), de apenas cinco anos, diz à diretora da creche que Lucas lhe mostrou suas partes íntimas.

Klara não tem noção do que está dizendo, apenas quer se vingar por se sentir rejeitada em uma paixão infantil que nutre por Lucas. Seu irmão adolescente, lhe mostra imagens pornográficas e logo ela forja a acusação, que ganha credibilidade perante a diretora da creche, que trata logo de afasta-lo do trabalho. Em uma reunião da escola, ela espalha o boato, mesmo sem que haja algum tipo de comprovação, e isso fez com que Lucas fosse perseguido pelos habitantes da cidade em que vive.

Após a denúncia, ele chega a ser preso, mas é solto por falta de provas. As crianças da escola deram declarações que ele as levava para o porão de sua casa, sendo que ao investigarem, deram conta que sua casa não possui porão...

O assunto é extremamente importante de ser abordado. Existem crianças que sofrem abuso sexual, geralmente de pessoas próximas, ou da própria família. Muitas são oprimidas ao longo de sua vida e guardam para si este segredo. No entanto, a imaginação de uma criança é fértil, e o caso do filme mostra a bola de neve que se formou da inocente declaração da garota.

O ser humano gosta de julgar. Assim, todos, inclusive seu melhor amigo, pai da Klara, trata de condená-lo previamente, mostrando como nossa sociedade é intolerante e suscetível a mentiras. Existe um ditado dinamarquês que diz que crianças não mentem. Baseado nisso, ficamos angustiados ao presenciar a injustiça em tela neste magnífico filme.

O nome do filme talvez não ajude a vendê-lo, mas tem tudo haver com a história. O filme se passa às vésperas do Natal, e deve entrar pra lista de excelentes filmes que se passam nessa época. Em 2011, o filme representante da Dinamarca "Em Um Mundo Melhor" ganhou o oscar de melhor filme estrangeiro. Acho que em 2014 já tenho um favorito... Ver "A Caça" concorrendo ao Oscar com o brasileiro "O Som ao Redor" me deixará extremamente feliz.

O dinamarquês Thomas Vinteberg, que é um dos criadores do "Dogma", movimento que propunha um cinema mais realista e menos comercial. O filme é simplesmente um dos melhores que vi no cinema este ano. Recomendo demais, especialmente para pais e educadores. Nota 10/10.
Cinetrix
Cinetrix

20 seguidores 55 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 28 de setembro de 2013
A premissa de "A caça" não é novidade. Impossível não lembrar da temática sobre pedofilia provocada por uma menor de idade em "Confiar" e da passividade e recriminação sobrida pela protagonista de "Precisamos falar sobre o Kevin". Aqui, essas ideias se mesclam para mostrar a reviravolta na vida de um professor que é injustamente acusado de pedofilia e tem sua dignidade afetada. Aos poucos, a história ganha contornos dramáticos esplendidamente perturbadores e bem desenvolvidos pela narrativa, seja pela injustiça para com o personagem principal, por seu comportamento inerte, pela mentira que se dispersa como verdade ou pelo desfecho reflexivo que faz jus ao título. Tudo é conduzido de forma segura e eficiente por Thomas Vinterberg, que também assina o ótimo roteiro. Destaque para a atuação de Mads Mikkelsen.
Jesse d.
Jesse d.

1 seguidor 3 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 25 de setembro de 2013
Enredo bastante tenso realmente, conforme é notório a língua é uma arma poderosa, aliada à ignorância inerente ao ser humano é uma mistura terrível.
Leandro G.
Leandro G.

15 seguidores 2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 15 de agosto de 2013
O novo filme do dinamarquês Thomas Vinterberg é uma genial personificação dos temores de uma sociedade numa época onde a cultura do medo domina todas as convicções, uma indignação coletiva que se torna imensurável quando a figura da pureza e inocência de uma criança pode estar ameaçada ou pode ter sido corrompida e violada por algum adulto, como os fatos podem se transformar em verdades quando o receio é posto como algo real e a fúria transpõe o delírio levando a baixo quaisquer chances de um julgamento justo para àquele que está sendo acusado de algum crime hediondo, como a pedofilia. Este filme nos mostra que a mentira pode ser dita e usada por qualquer um.

Vivemos hoje reféns de ilusões macabras, com medo de guerras entre nações, ataques de maníacos, crimes bárbaros contra nossos filhos e filhas, apocalipse econômico, assassinatos, assaltos, sequestros e por aí vai. Digo ilusão, porque, por mais que sejamos cuidadosos e nos fechamos a sete chaves numa bolha de receio e medo, comprando descontroladamente tudo aquilo que não precisamos para nos sentir vivos, o mundo não nos esquece, e devaneios e infortúnios estão à espreita assim como tudo àquilo que podem nos fazer felizes e nos dar uma razão maior de vida e existência, o medo não pode ser considerado algo que molde nossas convicções refletindo em nossas vidas, mas sim um sentimento de alerta e nunca de autoridade que também nos priva de nosso bom senso.

Este filme não tem medo de nos mostrar a verdadeira face da ignorância humana quando ela é colocada à prova, ele não quer nos chocar mostrando um crime hediondo ou condicionar ainda mais nossa convicção sobre a pedofilia, mas tem a pretensão de nos alertar sobre os nossos julgamentos que podem moldar e definir o que é real e ilusão, algo que pode facilmente destruir a vida de um inocente que apenas deseja viver em paz.

O filme nos alerta sobre o poder da mentira, até onde ela pode ser considerada algo perigoso e hostil para àquele que está sendo o seu alvo, a mentira tem um poder muito grande nesta cultura de medo que estamos inseridos, ainda mais quando ela é dita por uma criança que aparentemente está denunciando um abuso sexual que sofreu. As crianças são a válvula de escape de nossos medos e frustrações, elas são o ponto frágil de nossos temores por causa da sua inocência e pureza, temos um medo terrível de que maníacos que vemos diariamente nos noticiários da TV podem fazer contra suas integridades, por isso sentimos a obrigação incondicional de protege-las e resguarda-las.

A sociedade da pequena cidade em que o professor de uma creche local Lucas (Mads Mikkelsen) reside, o tem como uma pessoa pacata, amiga, confiável e simplória e confiam plenamente seus filhos à seus cuidados, tudo ia bem até Klara (Annika Wedderkopp) influenciada pelo o meio em que vive, inocentemente, inventa uma mentira de que Lucas a molestou, isto desencadeia a fúria dos moradores da cidade que começam a acusa-lo de pedofilia e querem a todo custo justiça por uma crime que ele não cometeu, então, impotentes, nós vemos a derrocada brutal de um inocente. Isto é transposto como algo bem cru e real, nos faz pensar que qualquer um pode ser alvo fácil da insanidade coletiva desencadeada por uma mentira e que devemos investigar melhor uma acusação tão séria antes de fazermos qualquer tipo de julgamento.

A maioria dos filmes do pequeno mas significante e influente currículo de Thomas Vinterberg, brincam com o poder da mentira e de dogmas, deste o seu segundo filme e sua grande obra-prima Festa de Família. O dinamarquês quase sempre cria uma atmosfera depressiva nos seus filmes como uma metáfora da verdadeira natureza humana, mas também eles de certa forma são otimistas, porque as ficções que ele cria são poderosos sinais de alerta sociais, e quase sempre seus filmes super realistas possuem personagens com caráter íntegros que infelizmente são vítimas da intolerância e brutalidade desta natureza humana, e é isto que torna suas obras tensas e depressivas, elas conseguem despertar nossos sentimentos de angústias trazidos pela piedade e compaixão por algo que é bom e correto.
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