A Caça
Média
4,4
974 notas

120 Críticas do usuário

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Chris Alves
Chris Alves

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0,5
Enviada em 15 de fevereiro de 2020
Filme horroroso.. perdi meu tempo segurando o sono e o filme páhhhhhhhh
acabou do nada! Aff que merda
Sidnei C.
Sidnei C.

127 seguidores 101 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 29 de setembro de 2013
O ator dinamarquês Mads Mikkelsen está no auge de sua carreira. Após uma pequena participação em Casino Royale, ele é hoje o protagonista da série de TV americana, Hannibal. Mas continua participando de vários filmes na Dinamarca, como O Amante da Rainha e este A Caça, com o qual ganhou o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes em 2012.
No filme, Mikkelsen interpreta o funcionário de um jardim de infância de uma pequena cidade que sofre a acusação de ter abusado sexualmente de uma pequena aluna de apenas 5 anos, Klara, filha de um casal de amigos. Desde o início, o filme não deixa dúvidas de sua inocência, pois acompanhamos os fatos como eles foram se construindo, não sendo esta a intenção do filme. O que o filme procura abordar é a rapidez com que costumamos pré-julgar as pessoas e os acontecimentos. No caso específico da trama, embora como espectadores saibamos da inocência de Lucas, não podemos culpar as pessoas em formar uma opinião tão apressada a seu respeito, visto que todos se baseiam na inquestionável verdade de uma criança, sob a alegação de que uma criança não mente. Além do mais, no lugar deles, será que agiríamos diferente?
spoiler: Tudo acontece muito rapidamente, e a partir da história de Klara, começam a surgir mais e mais depoimentos de outras crianças, todas apontando para a participação de Lucas em episódios libidinosos envolvendo os alunos da escola. Até sua namorada e também funcionária da escola, a princípio cética a respeito das acusações começa a demonstrar dúvidas, o que faz acabar o relacionamento. As notícias se espalham e Lucas e mesmo seu filho Marcus, que passou a morar com ele, passam a sofrer hostilidades de todos os moradores da cidade. Um ano após, Lucas reencontra Klara em uma festa - a Jagten do título original, data em que seu filho recebe a licença de caça, marcando sua passagem para a vida adulta. Através de uma metáfora excelente, o diretor coloca a rede de mentiras, acusações e desentendimentos que os afastou a partir de uma pequena mentira inocente de Klara, apenas uma criança, sem condições de prever as suas consequências. Na primeira caça em que seu filho participa um pequeno incidente irá demonstrar que Lucas ainda não convenceu a todos de sua inocência. O passado ainda não foi enterrado e não há direito a final feliz. Exemplos como o do filme existem vários na vida real. No Brasil, mais especificamente, já vimos várias vezes os envolvidos serem pré-julgados e condenados com a ajuda da mídia. O filme não chega a abordar este aspecto - talvez as coisas sejam um pouco diferentes na Dinamarca. Mas especificamente em uma cena o diretor demonstra claramente que não está falando apenas daqueles que os espectadores podem julgar como provincianos ignorantes. Quando Lucas encara Theo, olho no olho na igreja, ele está efetivamente olhando para a câmera, olhando para nós, espectadores, nos encarando e nos acusando de sermos todos capazes de cometer a mesma injustiça.
Marcio S.
Marcio S.

108 seguidores 126 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 17 de novembro de 2013
O diretor Thomas Vinterberg (que também é um dos roteiristas com Tobias Lindholm) nos entrega um drama em que nos mostra uma face que procuramos manter escondida dentro de nós: julgamos sem sermos imparciais.
Lucas (Mads Mikkelsen) trabalha em uma creche e busca se reerguer após um divórcio. Gostaria que seu filho morasse com ele. É um indivíduo de bom coração e possui vários amigos. Quando um dia uma das crianças da creche e filha de um dos seus grandes amigos diz para a diretora da creche que ele se insinuou sexualmente para ela, sua vida é transformada em um inferno e aqueles que se diziam seus amigos passam a desejá-lo pelas costas.
Mads Mikkelsen realiza um bom desempenho na caracterização de seu personagem. Em uma cena em que sai da creche após ser acusado, vejo em seu rosto uma dúvida, um atordoamento de não saber ainda ou de não ter caído à ficha ainda do que está acontecendo. Annika Wedderkopp interpreta Klara e apesar da idade realiza um trabalho muito bom. Com seu olhar vago ou um tique consegue nos indicar uma tristeza ou doença velada (ela tem TOC). Ao mesmo tempo consegue estar em um momento com uma expressão alegre e se fechar em seguida.
Thomas Vinterberg estabelece o quanto Lucas é querido tanto pelos alunos quanto pelo seu grupo de amigos. Assim acaba nos manipulando para sofrermos mais com o que Lucas irá passar. Sabemos de informações que os personagens não sabem e isso nos tortura e nos irrita. Somos expectadores de uma caça ao protagonista e não podemos fazer nada. Acabamos passivos como em muitos casos em nossa vida. Às vezes a passividade não é uma inércia e sim as circunstâncias que nos obrigam a essa paralisação. Sem contar que inúmeras vezes julgamos pelo simples fato do horror que é a situação, sem ponderarmos fatos e versões. Dessa maneira acabaríamos apedrejando Lucas como as pessoas a seu redor fizeram.
Por o diretor nos manipular dessa maneira, ele não se preocupa, em minha opinião, em ser verossímil, pois é nítido que Klara tem um problema e que aceitar tudo que vem de sua mente é um pouco forçado. A maneira como ela é interrogada ou a maneira com que o caso é tratado na creche faz com que nos afastemos um pouco da trama. Passamos a não aceitar muito bem a situação e acabamos nos revoltando mais com o diretor (e com o filme) por ver que o mais importante que o diretor quer é ir fundo na possível destruição da vida de Lucas a fim de que assistamos uma verdadeira injustiça.
Dessa maneira apesar de ser um filme interessante não consegui apreciar tanto a caça realizada ao personagem.
anônimo
Um visitante
3,5
Enviada em 23 de setembro de 2024
O filme A Caça (2012), dirigido por Thomas Vinterberg, é uma obra densa e perturbadora que provoca debates profundos sobre justiça, moralidade e a fragilidade das relações humanas. A narrativa foca em Lucas (interpretado por Mads Mikkelsen), um homem que, após dar entrada em seu divórcio, começa a reconstruir sua vida em uma pequena comunidade. Ele arranja um emprego numa creche, se envolve com uma nova namorada e anseia pela visita de Natal de seu filho, Marcus. No entanto, todo esse progresso é interrompido quando Klara, uma menina de cinco anos e filha de seu melhor amigo, faz uma acusação de abuso sexual contra ele.

O filme retrata de maneira crua e realista as consequências dessa acusação, que, embora não tenha sido feita com malícia pela criança, é rapidamente aceita como verdade pela comunidade. Lucas se torna alvo de desconfiança, ódio e violência. Amigos de longa data e colegas de trabalho, que antes o viam com respeito e estima, passam a tratá-lo como um pária. A acusação se espalha rapidamente, e Lucas, que sempre manteve uma postura tranquila e responsável, é imediatamente condenado sem provas concretas, demonstrando o poder destrutivo de rumores e acusações infundadas.

A premissa do filme é polêmica e altamente complexa, abordando a sensibilidade de um tema difícil: a acusação de abuso infantil. A forma como Vinterberg constrói a narrativa é brutalmente eficaz, revelando a rapidez com que uma comunidade pode transformar uma pessoa de estimada a marginalizada, baseada apenas em suspeitas e medo. A maneira como o filme aborda essa questão é extremamente relevante, uma vez que trata de uma problemática contemporânea que desafia a sociedade: como equilibrar a proteção infantil com a busca pela verdade e a justiça para todos os envolvidos?

Mads Mikkelsen entrega uma atuação excepcional como Lucas. O ator é conhecido por sua capacidade de interpretar personagens com profundidade emocional, e aqui não é diferente. Ele transmite com maestria a dor, o desespero e a impotência de um homem injustamente acusado e que luta para manter sua dignidade e sanidade em meio a um colapso social. A atuação de Mikkelsen confere ao personagem uma mistura de vulnerabilidade e resistência, fazendo o público simpatizar com seu sofrimento, mesmo quando ele parece estar à beira de sucumbir ao desespero.

Ao longo do filme, Lucas é verbalmente atacado, agredido fisicamente e isolado de todos ao seu redor. Esse isolamento é intensificado pelo desgaste em seus relacionamentos pessoais, particularmente com seu filho Marcus e sua namorada, que se encontram divididos entre acreditar em sua inocência ou ceder à pressão social que insiste em sua culpa. Essa dinâmica revela não apenas o impacto devastador da acusação na vida de Lucas, mas também o efeito corrosivo que tal suspeita tem sobre as pessoas mais próximas a ele. A forma como essas relações são abordadas no filme faz com que o espectador questione o papel da confiança e da lealdade em momentos de crise.

O filme também traz à tona a crítica ao julgamento precipitado e irracional que frequentemente ocorre em casos de acusações graves. Vinterberg constrói a atmosfera opressiva e sufocante de uma pequena comunidade que se torna vítima de sua própria histeria. À medida que as suspeitas crescem, a razão é abandonada, e o pânico moral se instaura, resultando em atos de violência e ostracismo. A escolha de retratar a destruição da vida de Lucas sem focar no processo judicial propriamente dito — e sim nas consequências sociais — é uma decisão narrativa poderosa, que enfatiza como o julgamento social pode ser mais implacável e destrutivo do que o próprio sistema legal.

O desfecho do filme é ambíguo e carregado de simbolismos. Após ser inocentado, Lucas tenta reconstruir sua vida, mas a cena final sugere que a acusação e o estigma permanecerão com ele para sempre. Durante uma caçada com amigos, Lucas é alvejado por um tiro disparado por uma pessoa não identificada. Esse momento é crucial para a interpretação do filme, pois o tiro representa não apenas a persistência da dúvida e da desconfiança sobre sua inocência, mas também o fato de que, uma vez feita, a acusação jamais poderá ser completamente apagada. O "tiro" final é uma metáfora poderosa para as palavras e julgamentos que, embora injustos, continuam a assombrar a vida de Lucas, impossibilitando uma verdadeira retomada de sua normalidade.

Há diversas interpretações para o final de A Caça. Alguns espectadores podem enxergar o tiro como uma manifestação literal do desejo de vingança de alguém da comunidade que ainda acredita na culpa de Lucas. Outros, no entanto, podem interpretar a cena de forma mais simbólica, vendo o tiro como uma metáfora para a violência emocional que Lucas continua a sofrer, mesmo após ser absolvido legalmente. A ideia de que "as palavras jamais serão retiradas" reflete a impossibilidade de se restaurar completamente a reputação de alguém que foi manchada por uma acusação tão grave, independentemente de sua inocência.

A Caça é um filme impactante que aborda temas sensíveis com uma abordagem complexa e inquietante. Ao expor as consequências de uma falsa acusação de abuso sexual, o filme desafia o público a refletir sobre a natureza da justiça, da confiança e do julgamento moral. O filme não oferece respostas fáceis, mas nos deixa com uma mensagem poderosa sobre o impacto irreversível.
Ricardo F.
Ricardo F.

21 seguidores 3 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 31 de janeiro de 2014
Quer sentir raiva? Assista esse filme, não, o filme não é ruim, mas gera no espectador uma raiva, um sentimento de injustiça incrível, uma vez que a população de uma cidade inteira passa repentinamente a pensar como uma manada de bois. Não vejo muito ligação da história com o título do filme, já que não há de fato caçada alguma. E o final, bem, o final eu realmente gostaria que alguém me explicasse. Até tenho um palpite, mas não sei exatamente se pode ser o que estou pensando.
MichaellMachado
MichaellMachado

1.122 seguidores 538 críticas Seguir usuário

1,5
Enviada em 22 de outubro de 2022
Conta a história de um cuidador infantil que foi acusado por uma criança de molesta-la. O filme em si é muito mal produzido e a história superficial. Não sei porque tanta nota 5 para esse filme! Opinião final: Para mim ele é culpado (pelo tique nervoso nos olhos quando ele está mentindo e quando a criança foi sozinha na casa dele, ele tentou tocar no ombro dela e ela se esquivou)
Isis Lourenço
Isis Lourenço

7.622 seguidores 772 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 1 de abril de 2016
Já tinha lido algumas criticas dele antes de ver e compreendi as pessoas que disseram que o filme spoiler: acaba sem uma explicação,sim,acaba e ao meu ver é essa a proposta deixar uma dúvida no ar,apesar de eu
conseguir distinguir muito bem o que ocorreu,é duro,é real e é chocante.
B.Boy Jc
B.Boy Jc

2.969 seguidores 762 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 11 de dezembro de 2015
História bastante intrigante, envolvente e revoltante ao mesmo tempo, a atuação é ótimo, eu pude sentir a dor e o desespero do personagem. Muito bom!
Kamila A.
Kamila A.

7.941 seguidores 816 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 14 de fevereiro de 2016
Tem uma coisa que impressiona logo de cara em A Caça, filme dirigido e escrito por Thomas Vinterberg: a passividade de Lucas (Mads Mikkelsen) a partir do momento em que a diretora do jardim de infância no qual ele trabalha notifica-o de que uma de suas alunas, a pequena Klara (Anikka Wedderkopp), o acusou de abuso sexual. Nesse momento, é como se Lucas tivesse levado um soco no estômago que o deixa completamente desnorteado, ao ponto de ele não conseguir demonstrar revolta com a (falsa) acusação que lhe é feita.

Indicado ao Oscar 2014 de Melhor Filme, A Caça é uma obra que mostra que, apesar de existir a possibilidade real de Lucas provar a sua inocência, a verdade é que sempre pairará uma sombra sobre a reputação, sempre existirá uma desconfiança. Neste sentido, a fortíssima sequência final desta obra é a prova de que Lucas nunca deixará de ser um alvo àqueles que não acreditam na sua idoneidade.
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 893 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 7 de junho de 2024
Obra Sueca/dinamarquesa que busca trabalhar um assunto delicado, polêmico, mas necessário de ser debatido: assédio sexual infantil. O filme aqui é tratado em uma perspectiva um pouco diferente, na qual o acusado aparentemente é inocente. E como a sociedade realiza esse tipo de julgamento, mesmo com o aparato legal da justiça, do Estado em si. Nesse aspecto, lembra bastante com a onda de "cancelamentos" que se realiza atualmente na internet e em redes sociais. Evidentemente que aqui no filme não existe um reforço para não se denunciar tais abusos, muito pelo contrário, o próprio comportamento de Lucas (que inicialmente não sabia ao certo o que estava acontecendo) deixa isso muito claro. O filme deixa as pontas soltas com relação a alguns ponto e aí é muito da interpretação de cada espectador. Merece destaque a metáfora da caça, na qual Lucas estará sempre sendo caçado. Destaque para a tomada de câmera em momento de tensão, tirando do foco, do enquadro em cenas de brigas, aumentando mais ainda a dramaticidade em algumas cenas. Destaque também para o Mads Mikkelsen. E vale ressaltar que esse filme foi indicado ao oscar de 2014 como melhor filme internacional.
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