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Gabriel Sidney
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16 críticas
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3,0
Enviada em 8 de julho de 2014
Depois de "O Espelho", terror lançado na última semana, decidi que não veria esse filme no cinema para não me decepcionar, o que aconteceu com "O Espelho". Apesar de ser um filme cansativo e um pouco previsível. "A Marca do Medo" é um filme que prende o espectador e o deixa intrigado para saber o final. O filme conta a história de experimento realizado por professor da universidade e três alunos que consiste em realizar testes com uma garota chamada de Jane Harper (Olivia Cooke) que aparentemente esta possuída por um demônio. Apesar de ter uma história que já foram representadas em outros filmes do mesmo gênero, "A Marca do Medo" dá sustos em algumas cenas, e alguns atores ajudam a criar um clima de suspense no filme e prender. Apesar de ser clichê e o final não é lá um dos melhores, "A Marca do Medo" é um filme bem legal e interessante de assistir, acho que o que peca é que o roteiro do filme possuí furos e deixa algumas coisas de lado ao longo da história. Pelo menos "A Marca do Medo" se saiu melhor do que "O Espelho", mas ambos vão se esquecidos facilmente na memória.
Considerando os ridículos filmes com found footage( aquele com filmografia caseira) os quais são terríveis, este filme se dá muito bem nisto. É interessante e tem boa estória. Durante os minutos, é possível aguardar um desastre no final, como em " A bruxa de Blair", porém fica divertido e toma um rumo mais comercial com surpresas, sustos e boas atuações. Gostei. Bem produzido e ambientado. Não é ruim. Basta não esperar muito...
O filme "A Marca do Medo' fala sobre um grupo de pesquisadores composto por sua pesquisa (uma moça chamada Jane, interpretada por Olivia Cooke), um professor de psicologia e três estudantes. Jane parece se comunicar com uma presença energética feminina e o grupo sob o comando do professor investiga as origens deste fenômeno, questionando-se se trata realmente de um acontecimento espiritual ou se uma projeção da mente de Jane. Com a verba para a pesquisa cortada, o grupo resolve dar continuidade ao projeto numa casa distante e isolada. É aqui que o filme realmente começa. Baseado em fatos reais ocorridos nos anos 70, o longa traz uma primorosa reconstrução da época em figurinos, acessórios e cenários além de referências como os personagens lembrarem ao desenho 'scooby doo' na cena em que eles chegam de vã na casa ou como o fato do personagem de Sam Clafin parecer ser inspirado num apaixonado beatle. O filme que tem seu título original como "The quiet ones' não faz jus ao título em português, como na maioria dos casos. O diretor parece apostar mais no terror psicológico, onde quase não se vê a utilização de grandes efeitos especiais assim como derramamento de sangue gratuito e violência banalizada. A atmosfera de suspense é criada pela aproximação que se faz com a possível realidade da plateia. Além do diretor optar por 70% da filmagem ser contada através da perspectiva da personagem de Sam Clafin que filma o experimento (lembrando aqui ao filme 'A Bruxa de Blair' que revolucionou a forma de se fazer filmes de terror a partir da filmagem ser conduzida pelo próprio elenco, criando uma atmosfera de documentário), a não aparição de fantasmas contribue para este terror psicológico, uma vez que a imaginação do público é estimulada a acreditar na possibilidade do filme ser real. Como na realidade somos assombrados pelo desconhecido e pelos ruídos que ocorrem na noite, onde uma sombra mal interpretada por nossa mente pode nos acelerar o coração, o filme parece se munir desta realidade onde a expectativa pelo susto é mais assustadora do que o próprio susto, pois uma vez aparecido o fantasma a plateia pode ter medo ou não enquanto que a sua não aparição estimula a imaginação de cada um a criar seus próprios fantasmas. O filme é bem interessante até o seu final, quando parece precipitar-se a querer resolver tudo o que foi preparado com tanto esmero. Aqui, o filme tem o seu ritmo extremamente acelerado contrastando com o seu restante e gerando um estranhamento pejorativo. É como se não existisse mais tempo hábil e fosse preciso justificar e fechar entendimentos tão melhores soltos do que resolvidos.
A premissa de "A Marca do Medo" é ótima e causa muito interesse pela trama. É baseado em fatos que realmente ocorreram durante os anos 70, quando um grupo de psicólogos/professores se reuniram para "criar" um entidade cujo nome e aparência eles mesmo definiram, o objetivo era provar que as supostas manifestações paranormais eram fruto da nossa mente. O filme de John Pogue (de "Quarentena 2") segue essa linha e nos transporta para o ano de 74 quando o professor Joseph Coupland (Jared Harris) e alguns de seus alunos resolvem praticar o experimento usando como cobaia a perturbada Jane (Oliva Cooke) que afirma estar possuída por uma entidade chamada Eve. Coupland acredita que tudo é fruto de uma mente perturbada por energia negativa vinda da própria garota e resolve ajuda-la. "A Marca do Medo" é bem interessante e se destacaria mais se não fosse o rumo que dá no terço final. Não é o caso de revelar o que esta por trás da trama toda, no entanto as explicações para o que perturba Jane simplesmente não cola e é tão mal inserida na história que parece ser um outro filme. Mas perto dos filmes de terror que chegam ao nosso cinema "A Marca do Medo" é uma ilhota envolta por um mar de produções ruins e sem esmero. Então é perfeitamente possível se ater aos acertos como a boa reprodução de época e ao figurino setentista. Também gostei da boa transição das cenas do cinegrafista personagem e a do próprio cineasta Pogue. Essa mistura de "found footage" com filme de época surpreendentemente ficou bem. No entanto, as cenas finais são de doer e quase que acaba com tudo de bom que "A Marca do Medo" conseguiu obter.
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